Colheita, um Porto de celebração

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Quando se entra numa loja que vende Vinho do Porto são inúmeras as garrafas que têm data de colheita e que a ostentam bem destacada no rótulo. Outrora negócio de nicho, hoje é um segmento que interessa […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Quando se entra numa loja que vende Vinho do Porto são inúmeras as garrafas que têm data de colheita e que a ostentam bem destacada no rótulo. Outrora negócio de nicho, hoje é um segmento que interessa a quase todas as empresas. Principal razão: a procura de Colheita está a crescer muito entre os apreciadores, sobretudo como forma de celebrar uma data especial.

TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga

A produção deste tipo de Vinho do Porto esteve durante muito tempo associada com as casas portuguesas do sector. Durante anos e anos foi a marcas como Messias, Barros, Kopke, Burmester, Wiese & Krohn e Niepoort que os apreciadores recorriam para comprar um Porto Colheita. No outro lado estavam as empresas inglesas, sempre mais vocacionadas paras os vintages e L.B.V., como a Taylor’s, Fonseca, Cockburn, Croft e todo o grupo Symington (Graham’s, Warre, Dow’s, etc.)
Na última década, o interesse neste tipo de vinho começou também a motivar as empresas inglesas e o jogo mudou de figura. É um negócio importante porque acrescenta muito valor e porque “é uma resposta à apetência do mercado”, como nos disse José Alvares Ribeiro, responsável do mercado interno do grupo Symington. A apetência vem, como nos disse, “pelo renovado interesse pelos tawnies velhos, vinhos mais fáceis de tratar e de gerir, quer em casa quer na restauração”. A tendência actual para vinhos que possam ser consumidos refrescados também veio ajudar ao negócio dos Colheita, embora o grupo Symington não faça, por enquanto edições anuais de Porto Colheita – “Vamos lançar um Graham 1963 que se mostrou excelente só por si.”
A antiga tradição que muitas casas portuguesas mantêm é exactamente de engarrafar todos os anos uma pequena parte do stock e fazer depois engarrafamentos à medida das vendas. É a pensar nessa estratégia que a Sogevinus reserva todos os anos cerca de 400.000 litros para Porto Colheita. “É em Janeiro, no ano a seguir à colheita, que se decide para que marca vai o vinho, sendo certo que a Kopke absorve por norma 150.000 daquela quantidade, já que é o nome mais forte do grupo em Porto Colheita e, pela razão oposta, à Cálem caberão entre 10 a 15.000 litros”, afirma Carlos Alves, enólogo da Sogevinus. Tudo é devidamente controlado pelo IVDP que aceita o registo de determinada quantidade destinada a Porto Colheita e que faz depois o controlo periódico desse stock, havendo contas-correntes de todos os vinhos armazenados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32022″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]CONTROVÉRSIAS À VOLTA DE UM ESTILO
Nunca houve no sector uma “unanimidade aprovativa” do Porto Colheita. Do lado da crítica choviam argumentos contra: com muitos anos de casco, a data da colheita já pouco interfere no produto final; para não perder qualidades o vinho tem de ir sendo rectificado e refrescado, o que ajuda à perda de identidade. Assim, o Colheita era olhado de lado por várias empresas, como a Sogrape e a Ramos Pinto, que há muitos anos deixou de produzir este tipo de vinho. Os dois argumentos aduzidos têm razão de ser, mas Álvaro van Zeller, enólogo da Barão de Vilar e da Andresen, argumenta que o IVDP, através da análise periódica que faz aos vinhos em armazém, pode detectar qualquer mudança de estilo, de cor, de teor de açúcar, e por isso “não se pode mudar substancialmente o que se tem em cave”; e a própria rectificação de aguardente não pode exceder os 2% ao ano, para uma evaporação que pode chegar aos 3%/ano. Na verdade, cada ano que passa há um pouco menos de vinho nos cascos, mas por uma boa causa. “Não me importo de perder vinho todos os anos”, diz-nos Álvaro.
Para manter a frescura do vinho requer-se também que existam passagens a limpo, ou seja, mudar o vinho de casco. Este processo é mais frequente nos vinhos novos, fazendo-se de três em três anos, e aí o objectivo é limpar o vinho das borras; já nos vinhos mais velhos a passagem a limpo pode ser feita de cinco em cinco anos, sendo que nesse caso o único objectivo é o arejamento. O tipo de vinho que temos e o que queremos dele, irá determinar, por exemplo, a quantidade colocada em cada pipa. “Se for para oxidar mais e evoluir mais depressa, deixo a barrica a meio, mas por norma, na Andresen, deixo 50 litros em vazio numa barrica de 500 litros”, refere Álvaro van Zeller.
Assunto controverso e não resolvido é a característica diferente que este tipo de vinho adquire, conforme tenha sido estagiado em Gaia ou no Douro. Dois factores intervêm neste tema: a temperatura e a humidade, ambos importantes mas, como nos confirmou Van Zeller e o que observámos na adega da Nogueira (Fonseca Guimaraens), em S. João da Pesqueira, a humidade pode mesmo ser o factor diferenciador. Na Nogueira foram instalados aspersores que permanentemente estão a colocar ar húmido na atmosfera do armazém, com clara diminuição da evaporação, e Van Zeller confirmou que em Gaia, mesmo num armazém mais quente, a evaporação é sempre mais contida do que no Douro, onde os vinhos, por força da conjugação temperatura/ar seco, tendem a ganhar aromas mais pesados, mais torrados e por vezes aborrachados, a que os ingleses chamam baked e que um nariz mais apurado detecta imediatamente em prova cega.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32023″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]INTERESSE RENOVADO
No consumidor pode ficar sempre a dúvida: qual será a diferença entre o Tawny com indicação de idade 40 Anos e um Colheita que tenha estado 40 anos em casco? José A. Ribeiro confirma que “pode não ser fácil mas é o mesmo tipo de dificuldade que existe com outros tipo de Vinho do Porto que têm muitos pontos de contacto, com os Ruby Reserva e os L.B.V., por exemplo; o 40 Anos é um vinho de blend, é uma criação de loteamento sucessivo, enquanto o Colheita pode aparecer como um vinho não tão polido, onde as características do ano ainda podem estar presentes”. O conceito é confirmado também por Charles Symington, enólogo da empresa, que acha que “um ano mais quente ou mais fresco, um vinho com fruta mais ou menos madura, tudo isso se pode reflectir depois no Colheita, mas se forem muitos os anos de casco é de facto difícil perceber o ano.”
Mas no caso das marcas da família Symington, os Colheita vieram para ficar e a empresa pretende estar mais presente no mercado com este tipo de vinho. Não no caso Graham (onde haverá lançamentos especiais e engarrafado todo o stock do ano de uma vez só) mas nas outras marcas, tais com a Warre Otima ou a Dow’s, por exemplo. “Creio que fizemos bem em entrar neste novo negócio porque tínhamos e temos excelentes vinhos velhos em casco e, em muitos casos, em quantidade que justificava a colocação no mercado”, refere Charles.
Os portugueses estão a beber mais Porto Colheita e, na opinião de Jaime Vaz, da Garrafeira Nacional, em Lisboa, estão mesmo a comprar mais Tawny do que Vintage, a não ser nos anos clássicos. Com uma curiosidade: “Ao contrário dos vintages, o meu consumidor pede Colheita, não pelo nome do produtor mas pelo ano e com frequência, quando há escolha do mesmo Colheita, pedem engarrafamentos mais antigos. É um negócio que poderá andar entre as 15 e 20.000 garrafas/ano.” Luís Cândido da Silva, da Garrafeira Tio Pepe, no Porto, também não tem dúvidas: “Este é o segmento de Vinho do Porto que mais tem crescido e os nossos clientes pedem (talvez 50%) pelo ano que querem e não pela marca. Mas também estou certo de que foi o aparecimento de colheitas antigas de marcas prestigiadas que veio trazer um renovado interesse por este tipo de Porto”, confirmou.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#efefef” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Colheita, modo de usar” color=”custom” accent_color=”#888888″][vc_column_text]A primeira ideia que nos surge quando pensamos na integração do Porto Colheita num menu é considerá-lo como vinho de sobremesa, servido por isso no final da refeição. A ideia está correctíssima e é mesmo como corolário da refeição que, por norma, entendemos o Colheita. No entanto é possível ter neste assunto uma atitude mais aberta e atenta. Assim, creio que um Colheita muito velho não deverá ter a mesma ligação com a sobremesa que reservaríamos a um Colheita novo, com 10 ou 12 anos. Para mim um Colheita muito velho é sempre o protagonista, quando não o solista do final do concerto: bebe-se sozinho, sem qualquer acompanhamento. Já um Colheita de meia-idade – entre 20 e 30 anos, por exemplo – pode merecer um tratamento diferente e ser grande parceiro, servido como entrada, com um foie-gras mit cuit. Pode ser servido nos copos de Porto ou, caso os possua, nos modelos especiais para colheitas tardias que algumas empresas de copos têm no portefólio. Um Colheita mais novo pode ser bem apreciado no início da refeição com amêndoas torradas ou, como as servem no Douro, fritas em azeite e temperadas com sal; mas também no final da refeição com sobremesas de ovos desde que não muito doces, como leite-creme, por exemplo, mas também a tarte tatin ou outro tipo de tartes de maçã.
[/vc_column_text][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”extra-color-1″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]UM PORTO COM REGRAS?
Diz-se, e com razão, que nos assuntos do vinho não devem existir demasiadas regras, para que o prazer do consumo não vire uma actividade sujeita a demasiados normativos. No entanto, no caso do Porto Colheita, é verdade que convém o consumidor estar por dentro de alguns segredos que este tipo de vinho encerra. Na origem estamos a falar de um Porto envelhecido em casco e, por via disso, entra na categoria de Vinho do Porto Tawny. Vamos então ver as características específicas que este Tawny apresenta e que deveremos ter em conta, quer no acto da compra quer no do consumo.
1. Por lei, um Colheita só pode ser engarrafado após sete anos de estágio em casco. Mas não tem de ser engarrafado todo de uma vez. Por norma, seguida por quase todas as casas, os Colheita vão sendo engarrafados à medida das solicitações do mercado. Faz-se um engarrafamento quando é preciso, normalmente uma vez por ano, nas quantidades que o mercado irá absorver.
2. Os Colheita podem ser, na origem, vinhos brancos ou tintos. Actualmente já se faz a distinção ente Colheita branco e tinto, algo recente no sector do Vinho do Porto. No caso dos Colheita brancos, essa indicação vem no rótulo.
3. Algumas empresas optam por colocar os Colheita à venda apenas quando já têm 10 anos de casco. A idade de 7 anos é apenas a indicação oficial, a partir do qual o Colheita pode ser vendido. Fica assim ao critério de cada empresa a idade a partir da qual começa a vender o seu Colheita.
4. Esta regra do engarrafamento faseado, leva a que o tempo de estágio possa ser muito diferente, dependendo do tempo que esteve em casco. Exemplo: há várias empresas que ainda têm o Colheita 1937 em casco e estão a engarrafá-lo aos poucos, desde os anos 40. Assim, um 37 comprado agora e engarrafado recentemente, terá muito mais anos de casco do que o seu equivalente engarrafado há 40 ou 50 anos. E, diz-nos também a prática, o que tiver sido engarrafado há menos tempo estará muito mais vivo e fresco. Fica então a primeira sugestão: antes de adquirir um Porto Colheita verifique a data de engarrafamento presente no rótulo ou contra-rótulo. Do que atrás se disse não se conclui que só os engarrafamentos recentes são de considerar; um Colheita engarrafado há muito tempo pode continuar a mostrar imensa saúde e adquirir mesmo o famoso “cheiro de garrafa”, algo difícil de definir mas corresponde a uma nota vidrada que nos indica que o vinho estará engarrafado há muito. A ideia é que, perante uma opção de compra entre dois Colheitas do mesmo ano e do mesmo produtor, será preferível escolher o que tiver menos tempo de garrafa.
5. Os Colheita são sempre filtrados antes do engarrafamento. Não requerem assim decantação prévia. No entanto, caso tenha já muitos anos de garrafa, é possível que apresente algum depósito. Há então que ter alguns cuidados no manuseamento da garrafa para que o Porto seja servido limpo e límpido.
6. Caso exista depósito e tenha de ser decantado, o vinho tanto pode ser servido num decanter (de cristal, de preferência) como na própria garrafa. Nesse caso decante o vinho, lave bem a garrafa e volte a colocar o vinho na garrafa original.
7. Tal como todos os Porto Tawny, os Colheita devem ser conservados ao alto na garrafeira; o facto de se tratar de um vinho já oxidado não obriga a que a garrafa seja conservada deitada.
8. Ao contrário dos Vintage, os Colheita podem ser consumidos tranquilamente durante alguns meses sem perda de qualidade na garrafa depois de aberta. Mas aqui há que não exagerar e, ao final de um ano, o vinho terá perdido frescura. Há assim que prestar atenção ao tempo que decorre entre a abertura e o final do consumo da garrafa.
9. O Colheita beneficia em ser servido ligeiramente fresco, fica bem mais elegante e ganha muita vivacidade. A garrafa deverá ser colocada no frio um par de horas antes do serviço, mas, se necessário, não há que hesitar em usar um balde de gelo para que o Colheita não fique prejudicado com a temperatura.
10. O Colheita não ganha com o tempo de garrafa. Alguns aromas podem modificar-se mas, no essencial, a evolução fez-se antes do engarrafamento. Conservar um Colheita em casa por muitos anos à espera de melhorias significativas pode revelar-se contraproducente.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]

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Edição Nº18, Outubro 2018

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Ilha do Pico, toda a frescura do Atlântico

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Os vinhos brancos dos Açores já andam no radar de muitos consumidores. Com as novas monocastas da Cooperativa da Ilha do Pico vai ser ainda mais difícil passar ao lado da frescura salina proveniente do coração do […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Os vinhos brancos dos Açores já andam no radar de muitos consumidores. Com as novas monocastas da Cooperativa da Ilha do Pico vai ser ainda mais difícil passar ao lado da frescura salina proveniente do coração do Atlântico Norte.

TEXTO Nuno de Oliveira Garcia
FOTOGRAFIAS José Carlos Silva

O telemóvel de Bernardo Cabral tocou faz pouco mais de ano e meio e com ele surgiu o convite da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico. Foi o tempo de o enólogo se lembrar das conversas que tinha mantido meses antes com o produtor e também enólogo António Maçanita, grande entusiasta dos vinhos açorianos e sócio de um projeto na Ilha do Pico… Imediatamente depois, sem hesitar portanto, Bernardo aceitou o convite e o desafio de ir fazer vinhos para mais uma nova região no seu currículo, mas desta feita não uma região qualquer.
Bernando chega ao Pico e fica no estado em que todos os que chegam ao Pico ficam: apaixonado pela montanha e pelo vulcão, seduzido pela pacatez da vida local, e completamente devoto aos vinhedos da ilha que, tal como sucede nos demais elementos do arquipélago, se espraiam defronte do mar protegidos da ventania e dos sais marinhos por currais, autênticos retângulos de solo de dois metros de largura e pouco mais de comprimento, ladeados por muros de um metro de altura. Tenho para mim que, mesmo que os vinhos da ilha do Pico não fossem o que são (belíssimos, adiante-se), já valeria a pena a viagem e estadia neste local tão especial, pela mera observação dos vinhedos e pela magnífica natureza que os rodeiam. A mesma opinião deve ter tido a UNESCO que, em 2004, reconheceu e classificou a área de vinha da ilha como Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha, elevando-a ao estatuto de Património Mundial da Humanidade.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32009″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Sucede que, como em tantas regiões esbeltas no mundo, a beleza da natureza convive com a excelência do vinho aí produzido. De tal forma isso é verdade na ilha do Pico que a fama do seu vinho tem longa data, e não há muitos séculos o vinho era uma das principais culturas da ilha, cujo apogeu se estima ter sido em pleno século XVIII, com exportações para Inglaterra, Brasil, Alemanha (Hamburgo) e Rússia. Por isso, é abundante a área de plantação, com parte ainda abandonada, espalhada por toda a superfície circundante à vila da Madalena, com destaque para as terras da Criação Velha e Candelária, e Lagido de Santa Luzia até São Roque.
Em meados do século XIX, devastadores ataques de oídio castigaram as vinhas das ilhas açorianas, tendo os agricultores da região optado por replantações de espécies vindas da América, mais resistentes à doença. Se é verdade que com as novas vinhas americanas o oídio amenizou, também o é que com elas surgiu a praga da filoxera, autêntico golpe final nas aspirações dos produtores açorianos até ao início do século XX.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32011″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A morte de muitos vinhedos, e a substituição por algumas castas tintas menos propícias ao clima específico das ilhas açorianas, bem como as dificuldades genéricas da produção de vinho nas ilhas do Atlântico, fez com que uma parte significativa dos vinhedos acabasse ao abandono. Hoje, apesar da recuperação nos últimos anos, ainda são visíveis muitos currais abandonados à espera de serem retomados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]CRIAÇÃO DE VALOR
Em meados do século XX (1949) é criada a Cooperativa da Ilha do Pico, que, mesmo num cenário de dificuldades naturais, se conseguiu manter em produção ininterrupta graças a um número significativo de produtores, quase sempre proprietários de pequeníssimas quantidades de terra (em muitos casos, com menos de 0,5ha). Recentes incentivos relevantes à plantação de vinha, e a expectativa de um potencial mercado cada vez mais sedento de vinhos diferenciadores, fez com que a área de vinha tenha quadruplicado nos últimos anos.
Aguarda-se que, dentro de três a cinco anos, quando a totalidade das vinhas estiverem em produção, a ilha terá cerca de 1000 hectares em pleno funcionamento. Até lá, é bem visível um clima de concorrência e de corrida às uvas existentes (sobretudo em anos de pouca produção), o que não espanta dada a qualidade das mesmas, o que se reflecte no preço. As uvas mais caras são as de Terrantez, com valores próximos, e por vezes mesmo superiores, a €4 o quilo. Trata-se de um valor único no panorama nacional, no qual o quilo de uvas raramente ultrapassa o valor de €1 nas castas mais valorizadas, como o Antão Vaz ou o Alvarinho no continente.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32013″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A par da Cooperativa, que se mantém como o maior produtor dos Açores, com mais de 200 membros, encontramos na ilha do Pico outros operadores vinícolas, como Curral Atlantis ou Cancela do Porco (Ancoradouro), e ainda Czar e Azores Wine Company (na qual António Maçanita é sócio e enólogo). Quanto a estes últimos, é justo dizer que o produtor Czar replica com mestria os vinhos licorosos que deram fama à ilha, projectando-os a um nível muito alto e exportando-os para os quatro cantos do mundo, e a Azores Wine Company tem sido um dos mais importantes dinamizadores para o negócio na ilha, introduzindo novos conceitos e conquistando público jovem nas ilhas e no continente.
Em todo o caso, o papel de principal produtor da ilha tem cabido à Cooperativa, que, com a chegada de Bernardo Cabral, viu os seus vinhos aumentarem tremendamente de qualidade. O enólogo confidenciou-nos que está radiante com este novo projeto, o que comprovámos em visita recente à adega. Falando da adega, podemos atestar que a mesma está muito bem apetrechada, com vários equipamentos modernos, sendo que o presidente Losménio Goulart estima poder haver ligeiros investimentos para a tornar ainda mais eficiente.
Quer Losménio quer Bernando Cabral destacam como mais-valia a dedicação dos membros da Cooperativa que entregam com orgulho as uvas que cuidam durante todo o ano. Sinal disso é o próprio ‘braço direito’ de Bernardo, o adegueiro Humberto, que é simultaneamente sócio da Cooperativa e que, com algum justificado envaidecimento, nos disse que as ‘suas’ uvas entram no fantástico lote do Terrantez monocasta agora apresentado.
A gama da Cooperativa passa por brancos e tintos e, a partir de 1997, começou a contar também com licorosos (marca Lajido). Talvez o vinho mais conhecido da empresa seja o Frei Gigante, um branco que se revela sempre muito afinado e é feito a partir do blend das castas brancas da ilha. Na colheita de 2017, a Cooperativa e o seu enólogo decidiram dar um passo à frente e subir a parada com a apresentação de três monocastas que se posicionam um patamar acima do Frei Gigante. Todos muito bons, mantendo a tipicidade do terroir e com uma limpidez e foco acima da média, mas destaque inevitável para o Terrantez, um branco incrível que, logo na sua primeira edição, se posiciona a um nível excelente. O facto de se tratarem de pouco mais de 800 garrafas torna-o uma raridade a não perder. No futuro próximo é esperada ainda uma reorganização das marcas existentes, e uma aposta em novos conceitos de licorosos que ainda estão por desvendar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Em todo o caso, o papel de principal produtor da ilha tem cabido à Cooperativa, que, com a chegada de Bernardo Cabral, viu os seus vinhos aumentarem tremendamente de qualidade. O enólogo confidenciou-nos que está radiante com este novo projeto, o que comprovámos em visita recente à adega. Falando da adega, podemos atestar que a mesma está muito bem apetrechada, com vários equipamentos modernos, sendo que o presidente Losménio Goulart estima poder haver ligeiros investimentos para a tornar ainda mais eficiente.
Quer Losménio quer Bernando Cabral destacam como mais-valia a dedicação dos membros da Cooperativa que entregam com orgulho as uvas que cuidam durante todo o ano. Sinal disso é o próprio ‘braço direito’ de Bernardo, o adegueiro Humberto, que é simultaneamente sócio da Cooperativa e que, com algum justificado envaidecimento, nos disse que as ‘suas’ uvas entram no fantástico lote do Terrantez monocasta agora apresentado.
A gama da Cooperativa passa por brancos e tintos e, a partir de 1997, começou a contar também com licorosos (marca Lajido). Talvez o vinho mais conhecido da empresa seja o Frei Gigante, um branco que se revela sempre muito afinado e é feito a partir do blend das castas brancas da ilha.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32016″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Na colheita de 2017, a Cooperativa e o seu enólogo decidiram dar um passo à frente e subir a parada com a apresentação de três monocastas que se posicionam um patamar acima do Frei Gigante. Todos muito bons, mantendo a tipicidade do terroir e com uma limpidez e foco acima da média, mas destaque inevitável para o Terrantez, um branco incrível que, logo na sua primeira edição, se posiciona a um nível excelente. O facto de se tratarem de pouco mais de 800 garrafas torna-o uma raridade a não perder. No futuro próximo é esperada ainda uma reorganização das marcas existentes, e uma aposta em novos conceitos de licorosos que ainda estão por desvendar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]

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Edição Nº18, Outubro 2018

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Tintos do Dão: Carácter e elegância de uma região histórica

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A região que este ano celebrou 110 anos desde a sua demarcação já foi líder de mercado, quase caiu quase no esquecimento e agora está a renascer com força, novas ideias, produtores e marcas, mas baseando-se na […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A região que este ano celebrou 110 anos desde a sua demarcação já foi líder de mercado, quase caiu quase no esquecimento e agora está a renascer com força, novas ideias, produtores e marcas, mas baseando-se na tradição de sempre, mantendo os seus valores, a sua personalidade e a sua riqueza vitivinícola.

TEXTO Valéria Zeferino
FOTOS Ricardo Palma Veiga

A produção de vinho no Dão é milenar, e os vestígios arqueológicos, como as lagaretas encontradas em vários sítios da região, são testemunhos disto. A filoxera, um temido e imparável insecto que destrói a raiz da vinha, veio parar a Portugal com as videiras americanas em 1867. Para além de dizimar os vinhedos no Douro e a seguir no Dão, originou ainda outro problema que no início até não parecia problemático de todo. Portugal (como também Espanha, Itália e Hungria) tornou-se num dos principais fornecedores de vinhos para famosas regiões francesas, onde a filoxera tinha chegado mais cedo, e os estragos eram substancialmente maiores.
Esta conjuntura comercial impulsionou um enorme desenvolvimento na plantação das vinhas nas regiões, como o Dão e a Bairrada, na década de 80 do século XIX. Em 1882 foi até estabelecida a isenção da contribuição predial de dez anos para a plantação da vinha, e cinco anos para a replantação. Isto levou a que propriedades que cultivavam cereais passassem ao cultivo da vinha sem peso nem medida. As plantações invadiram os terrenos mais férteis e os volumes de produção dispararam.
Por volta de 1900, França deixou de ser o mercado preferencial de exportação, devido ao aumento de produção própria e ao facto de ter encontrado novos fornecedores de vinhos mais baratos, como a Argélia, por exemplo. A procura interna não era suficiente para escoar todo o vinho produzido – uma consequência da crise de abundância.
A conjuntura em Portugal também não era fácil. A vizinha região do Douro sempre teve mais privilégios a nível legislativo, e ao mesmo tempo começou a sentir-se a invasão dos vinhos do Sul (das actuais regiões de Tejo e Lisboa), que sofreram menos com oídio e filoxera e eram significativamente mais baratos.
A necessidade de demarcação da região tornou-se óbvia, o que acabou por acontecer em 1908. Poucos meses antes da queda da monarquia, em 1910, era aprovado o regulamento de produção e comercialização dos vinhos de mesa (chamados à época “vinhos de pasto”) da região do Dão.
Na altura do Estado Novo, o objetivo do Governo era criar cadeias de produção. Como o vinho era considerado um produto agrícola de importância, teriam que ser garantidas condições para que fosse produzido de uma forma estável e na quantidade necessária.
No Dão, sempre dominou o minifúndio. Um patchwork de parcelas minúsculas de cerca de 0,5ha, retalhadas entre florestas, faz 90% de vinha na região. Muitos agricultores que plantavam vinha não tinham capacidade de produzir vinho, nem de vendê-lo. As adegas cooperativas providenciaram equipamento e asseguraram a comercialização do produto acabado. A questão de competitividade não se colocava.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”31998″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A maior parte dos produtores entregava uvas a adegas cooperativas, mas também existiam diversas casas proprietárias de vinhedos que produziam vinho e vendiam a granel para as grandes marcas. A Casa da Ínsua, a Casa da Passarella ou a Casa Santos Costa, por exemplo, produziam vinho desde finais do século XIX e eram famosas junto dos principais engarrafadores. Os responsáveis pela criação das marcas nos anos 60 foram empresas na época chamadas “armazenistas” (correspondendo ao que em França se designa por “negociant”) e que compravam vinho aos pequenos produtores e às adegas cooperativas, engarrafando-o e comercializando-o sob a sua insígnia.
As Caves São João, um dos grandes negociantes em Portugal à data, lançou assim Porta dos Cavaleiros, a seguir ao bairradino Frei João. A Sogrape, que alargou as suas operações para o Dão em 1957, produzia um Dão Reserva conhecido como Dão Pipas e lançou a marca emblemática Grão Vasco, que teve um enorme sucesso. Tal como o Meia Encosta, da Sociedade dos Vinhos Borges, lançado em 1970, ou o Terras Altas, da José Maria da Fonseca.
O próprio Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, liderado pelo engenheiro agrónomo Cardoso Vilhena, que andava a explorar as potencialidades das castas da região, fez vinhos lendários, como os de 1963, 1970, 1975, 1980 e 1983.
O meu sogro costumava dizer “O vinho é do Norte” e para ele existiam só duas regiões – Douro e Dão. Era um consumidor fiel e acredito que muita gente da geração dele assim o era. Mas as gerações mais novas não partilharam desta lealdade e nas décadas 80 e 90 o Dão deparou-se novamente com ampla concorrência dos vinhos de mesa de outras regiões do país.
O Douro apostou em força nos vinhos de mesa, mas Alentejo e Setúbal também apareceram com vinhos em grande quantidade e de qualidade que os produtores do Dão não estavam a conseguir acompanhar. O consumidor virou-se para outras regiões, deixando ao Dão o desafio de se reinventar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_custom_heading text=”Na viragem do século” font_container=”tag:h6|text_align:left” google_fonts=”font_family:ABeeZee%3Aregular%2Citalic|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal”][vc_column_text]Os anos 90 assinalaram grandes mudanças na região. Começaram a aparecer os produtores de quinta com vinhos de excelência (Quinta dos Roques, Quinta da Pellada, Quinta dos Carvalhais, foram os que mais se destacaram na época) e até os negociantes investiram na vinha. Segundo o presidente da CVR do Dão, Arlindo Cunha, a partir de 2005 fez-se sentir a inversão do paradigma. Agora, a pouco e pouco, o consumidor vai (re)descobrindo os vinhos do Dão, começando pelos brancos.
Entretanto, as principais características orográficas da região não mudaram: as montanhas, os rios e os solos continuam a formar o seu terroir de excelência. O que realmente melhorou, no ponto de vista de Arlindo Cunha, é a parte da viticultura: restruturaram-se as vinhas, começaram a plantar em zonas mais secas e mais altas, com melhores condições para produção de vinhos de qualidade. Vieram à região muitos jovens profissionais: enólogos, viticultores e produtores dinâmicos. “Nos últimos cinco anos a produção dos vinhos DO Dão e IG Terras do Dão aumentou 47%”, frisa o presidente da CVR.
O enólogo Manuel Vieira lembra-se do seu início de trabalho na Sogrape, sendo responsável pela Quinta dos Carvalhais. Refere que em 1990, na sua primeira vindima, “as ideias eram muito indefinidas; as castas não eram pensadas”.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][image_with_animation image_url=”31999″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Na altura começaram a aprender sobre as castas em colaboração com o Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas, que estava a desenvolver um grande trabalho neste sentido. “Era importante perceber o que era o Dão e comunicar isto ao consumidor.”
Mais ainda há muito trabalho pela frente, diz Manuel Vieira, pois a região continua a ser “reconhecida pela elite e desconhecida pelo consumidor comum”.
O potencial da região confirma-se também pelo interesse que o Dão tem vindo a despertar em produtores de outras zonas vitivinícolas, sobretudo do Douro. O Grupo Amorim, proprietário da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, adquiriu recentemente a Quinta da Taboadella com adega e cerca de 40 hectares de vinhas a 500 metros de altitude. O projecto da Niepoort no Dão avançou em 2012. O trio de conceituados enólogos do Douro – Jorge Moreira (Poeira), Francisco Olazabal (Quinta do Vale Meão) e Jorge Borges (Wine&Soul) – lançou-se num projecto conjunto que resultou em vinhos M.O.B., produzidos na Quinta do Corujão. Jorge Moreira explica que escolheram o Dão porque queriam fazer um projecto interessante e de excelência numa outra região, sem ser o Douro. O Dão pareceu-lhes desafiante neste sentido. Aqui conseguem-se boas maturações fenólicas com grau de álcool provável mais baixo, preservando a preciosa acidez, e os vinhos adquirem equilíbrio com menos extração.
Estas empresas e figuras incontornáveis no mundo vitivinícola português de certa forma atraíram as atenções dos enófilos para o potencial da região.
O enólogo e produtor Carlos Lucas aponta para a importância de, na viragem do século, terem “dado entrada projetos sólidos”, com novos produtos que aliaram “boa enologia e visão do mercado”. Julia Kemper, Quinta do Sobral, Casa da Passarella, Pedra Cancela, Caminhos Cruzados são alguns dos exemplos que aponta. “Fazem belos vinhos, adaptados ao mercado, sem perder a essência do Dão. O valor de base é muito importante, e o marketing não resolve tudo, porque é a qualidade que fideliza os consumidores. Mas ao acrescentar aqui bom marketing – temos uma grande região!”, diz o produtor.
Até Robert Parker através de Marc Squires, ultimamente tem conferido pontuações a nível de 93-95 aos vinhos do Dão, algo que há 10 anos era impensável.
O enólogo da Casa da Passarella, Paulo Nunes, observa que no início de 2000 os produtores do Dão sentiam-se tentados a apanhar a onda do Novo Mundo, com muita concentração, seguindo perfis de maior valorização no palco internacional. Isto criava uma certa incoerência com o perfil dos vinhos dos anos 60, quando o Dão era chamado “Borgonha de Portugal”. Na sua opinião, os produtores actualmente estão mais fiéis à região: “Estamos mais próximos dos anos 60 agora, em termos de perfis de vinho, do que estávamos na viragem do século.”[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_custom_heading text=”A grande Touriga Nacional
” font_container=”tag:h6|text_align:left” google_fonts=”font_family:ABeeZee%3Aregular%2Citalic|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal”][vc_column_text]Segundo aos dados do IVV de 2017, a área total da vinha no Dão é de 14.837ha. Destes, cerca de 80% corresponde a castas tintas. Mesmo na fase de reconquista do consumidor, o Dão resistiu ao boom das castas internacionais que se deu um pouco em todas as regiões. Pelo contrário, apostou fortemente na preservação das suas castas tradicionais, tintas e brancas. Como diz Arlindo Cunha: “A principal mudança no Dão foi a continuidade!”
Não se pode falar no Dão sem pensar na Touriga Nacional, a uva identitária da região e que, tudo indica, ali teve origem. O percurso da Touriga Nacional tem algo melodramático. Lembram-se do conto de fadas da Cinderela, que era a filha querida do papá, mas que passados os anos de desprezo da sua madrasta e as filhas desta, tornou-se finalmente uma princesa? É praticamente história da casta. Antes da filoxera, a Touriga Nacional estava muito presente no encepamento regional e era bastante apreciada pelas suas qualidades aromáticas e corantes. No Estudo da Ampelografia Portuguesa de 1865 era de longe a casta mais plantada no Dão, seguida de Alvarelhão e Jaen. A filoxera deu cabo não só das vinhas, mas também da reputação dela, pois a nossa Cinderela não funcionou bem com os enxertos americanos, que era a medida mais eficiente para combater a devastadora praga.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”10″][image_with_animation image_url=”32002″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A expressão “muita parra e pouca uva” tornou-se num sinónimo da Touriga Nacional, cujo vigor vegetativo comprometia a produção.
O que é que representavam dois cachos pequenos de bagos pequenos (100-150 g) por pé para um viticultor que vendia as suas uvas às adegas cooperativas? Pouca remuneração, claro, pois pagava-se por quilo. Assim começou o desinteresse dos produtores e consequente diminuição de plantações. Os ensaios de Cardoso Vilhena no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão começaram por restabelecer a reputação qualitativa da casta. E o trabalho de seleção clonal, realizado a partir dos anos 80, resolveu o problema da escassez de produção, tornando-a de novo querida dos viticultores.
É uma autêntica trabalhadora nas vinhas, aguenta bem temperaturas elevadas, a sua película grossa protege os bagos do calor, contribuindo com grande nível de polifenóis e fornece muita matéria corante ao vinho. A casta é pouco sensível ao míldio e oídio. Também é resistente às chuvas de Outono.
É muito fiel a si própria. Segundo Paulo Nunes, com 12% ou com 14% continua a ser Touriga Nacional. Ela também se comporta muito bem na adega, moldável a diferentes tipos de vinificação e com elevada capacidade de envelhecimento, particularmente em madeira.
Dá excelentes vinhos monovarietais, evidenciando os seus aromas primários pronunciados, e acrescenta riqueza ao lote onde entra (se bem que às vezes puxa a primazia para si e é acusada de “ser muito Touriga Nacional”). É facilmente reconhecível pelo aroma e o consumidor geralmente gosta daquilo que lhe é familiar.
Gostos à parte, não podemos negar que a Touriga Nacional tem um papel fundamental, ao lado do Encruzado, na identidade da região. O Dão não é só Touriga, mas também o Dão não seria o mesmo sem ela. Em termos de plantação actual na região, corresponde a 22%, ocupando uma área de 3191ha.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32004″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_custom_heading text=”Além da Touriga” font_container=”tag:h6|text_align:left” google_fonts=”font_family:ABeeZee%3Aregular%2Citalic|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal”][vc_column_text]Há vida (e castas) além da Touriga Nacional. A Jaen, por exemplo. Casta ibérica, cultivada na região do Dão desde século XIX, na Ampelografia Portuguesa de 1865 já é uma das castas dominantes no concelho de Mangualde. Em 2008 passou a ser a casta com o maior encepamento no Dão, com 2484ha, e continua assim até aos dias de hoje, ocupando uma área de 3528ha, o que corresponde a 24% das plantações da região.
Em Portugal tem pouca expressão fora da região, mas em Espanha, com o nome de Mencia, é responsável pelos vinhos elegantes do Bierzo. O seu nome tem origem espanhola e supõe-se que os peregrinos dos Caminhos de Santiago a teriam trazido até nós. Produz muito, sobretudo em terrenos férteis, pelo que a produção tem que ser controlada para evitar vinhos acídulos e aguados. Apodrece com facilidade, o que obriga a evitar zonas mais húmidas. Mas também não gosta de muito calor e, segundo Paulo Nunes, “tem uma janela de vindima muito pequena, pois com 12% de álcool provável fica muito verde, com 14% muito queimada”. Plantada no sítio certo, origina vinhos com boa cor, delicados em termos de acidez e com aromas florais nos primeiros meses de vida, desenvolvendo fruta vermelha como morango e framboesa.
Quanto ao Alfrocheiro Preto, apareceu no Dão após a filoxera, não se sabe exactamente quando. Tem sinonímias nas terras espanholas, sendo chamada Bruñal em Arribez del Duero, Caiño Gordo na Galiza, Albarín Tinto nas Astúrias e Baboso Negro nas ilhas Canárias. Está disseminada por toda a região, é a quarta casta em termos de plantação, ocupando uma área de 896ha e representando 6% do encepamento. É uma casta precoce, sensível ao calor e ao stress hídrico. Enologicamente proporciona equilíbrio notável entre álcool, taninos e acidez. Produz vinhos de cor e aromas intensos de morango selvagem maduro e amora. Os vinhos geralmente têm bom corpo, taninos firmes, mas delicados. Estando prontos para beber jovens, também envelhecem bem ao longo de vários anos.
Finalmente, a Tinta Roriz. A casta ibérica mais conhecida internacionalmente e que assume nomes diferentes em cada região onde é plantada: Tempranillo em Rioja é o mais popular, Tinto Fino em Ribeira del Duero, Tinta de Toro em Castilla-La Mancha, Ull de Llebre em Catalunha, Cencibel em várias regiões. Pensa-se que foi trazida para Portugal antes da filoxera, entrou pelo Douro e desceu até ao Alentejo, onde se tornou uma das castas mais importantes, com o nome Aragonês. É talvez a mais recente “aquisição” do Dão, onde apareceu já no final do século passado devido ao reconhecimento das suas aptidões pelo Centro de Estudos de Nelas. Em 1983 existiam apenas dois hectares de Tinta Roriz, mas assinalou o maior crescimento na região, ficando em terceiro lugar em termos de área e ocupando agora 2756ha, o que dá 19% da plantação.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]É uma variedade que produz bem, dependendo do clone, clima e tipologia de solo. Facilmente atinge produções elevadas, o que a faz perder drasticamente a qualidade. Quando o ano vitícola corre bem e assegurando produções controladas, origina vinhos de boa cor, intensos, complexos aromaticamente e bem estruturados. Desenvolve aromas de ameixa e frutos silvestres, ganha complexidade com envelhecimento e tem aptidão para estágio em madeira.
Para além destas quatro principais castas tintas, o património vitivinícola do Dão é bastante grande. A Baga tem uma presença relevante, correspondendo a 5% do encepamento, e Rufete, também conhecido como Tinta Pinheira, corresponde a 3%. Alvarelhão e Bastardo eram as mais cultivadas castas tintas a seguir à Touriga Nacional na Ampelografia Portuguesa de 1865, agora encontram-se nas vinhas velhas ao lado de Tinto Cão, Trincadeira Preta (Tinta Amarela), Marufo (Mourisco), Malvasia Preta (Moreto), Cornifesto e muitas outras a salvaguardar o património vitivinícola da região.
Juntando estas castas, ao clima, aos solos, e aos profissionais cada vez mais competentes e empenhados, o Dão é, na verdade, uma região que nasceu para o vinho. O que o Dão precisa agora é de criar a diferenciação, comunicando bem as suas castas tradicionais, e afirmar-se dentro e fora de portas como região de produção de grandes vinhos com frescura, riqueza aromática e notável equilíbrio, Na realidade, já o é.
[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”30″][image_with_animation image_url=”31996″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Nos últimos anos, também têm saído produtos de grande qualidade da região dos Vinhos Verdes, sobretudo a partir da casta Alvarinho, mas também Douro, Dão, Tejo ou Alentejo estão a produzir cada vem mais espumantes e com qualidade muito consistente. Agora é só erguer um flute ou copo ao alto (ou uma tacinha, como dantes de dizia) e… SAÚDE![/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Em Prova” title_align=”separator_align_left” color=”custom” accent_color=”#888888″][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº18, Outubro 2018

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Quinta do Crasto, com razão e muita paixão

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Uma das mais excitantes empresas do Douro e de Portugal mistura as bases científicas com o saber empírico, equilibra a razão com a paixão, para solidificar um projecto vencedor. O Douro Superior trouxe quantidade com muita qualidade, […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Uma das mais excitantes empresas do Douro e de Portugal mistura as bases científicas com o saber empírico, equilibra a razão com a paixão, para solidificar um projecto vencedor. O Douro Superior trouxe quantidade com muita qualidade, enquanto as vinhas velhas da Quinta do Crasto asseguram vinhos sublimes.

TEXTO Mariana Lopes
NOTAS DE PROVA Luís Lopes
FOTOS Anabela Trindade[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Desde 1615 que há registo de existência e produção de vinho na Quinta do Crasto, mas foi no início do século XX que a propriedade foi adquirida por Constantino de Almeida, bisavô da geração que está actualmente à frente da empresa e fundador da casa e marca Constantino, produtora e exportadora de Vinho do Porto com o famoso slogan “A fama do Constantino já vem de longe”. Quando da sua morte, o filho Fernando Moreira d’Almeida assumiu a gestão da Quinta do Crasto, que em 1981 viria a passar para a sua filha Leonor e o marido Jorge Roquette. Assumindo a maioria do capital, foi com a ajuda dos filhos Tomás e Miguel que encetaram uma “revolução” no Crasto, remodelando e alargando as vinhas e criando o projecto de produção de vinho com denominação de origem Douro. Foi aí que teve início um caminho marcadamente ascendente, culminando no Crasto que conhecemos hoje, posicionado entre os mais relevantes projectos vitivinícolas do Douro e de Portugal.
A Quinta do Crasto, situada no Cima Corgo, na margem direita do Douro, em Gouvinhas (entre a Régua e o Pinhão), é uma pequena península oblonga que entra pelo rio, para trás da qual se estendem os vinhedos, até aos 550 metros de altitude. São 82 hectares de vinha assente em solos de xisto, número que inclui os 40 de vinhas velhas com uma idade média de 70 anos, para a qual contribuem as icónicas Vinha Maria Teresa e Vinha da Ponte, ambas com 110 anos, e a Vinha dos Cardanhos de Cima.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][image_with_animation image_url=”31980″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Algumas parcelas estão em encostas íngremes que culminam no rio, as mais antigas em tradicionais socalcos do Douro, as mais recentes na vertical, em zonas com inclinação inferior a 35%. Onde a inclinação é superior instalaram-se patamares de um ou dois bardos.
O encepamento consiste, na sua maior parte, em variedades tintas tradicionais do Douro, representando as brancas apenas oito hectares nesta quinta, nas zonas mais altas. A exposição solar é, maioritariamente, Nascente e Sul. Com uma viticultura manual e tão orgânica quanto possível, com a preservação de várias espécies da flora e fauna protegidas, o Crasto demonstra uma profunda consciência ecológica. “Não procuramos apenas uma certificação nem plasmar isso num rótulo, fazemos assim porque acreditamos”, confessou Tomás Roquette.
A casa, também ela com mais de cem anos, tem um fantástico pátio de xisto, com vista para o rio, os vinhedos e depois do qual se encontra uma majestosa piscina com efeito de infinito, sobre toda essa paisagem, muito procurada pelos hóspedes da quinta.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”31984″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O enoturismo, que abrange provas, visitas e dormidas é uma realidade que, segundo Tomás, “será alargada, com mais quartos, renovada sala de provas, nova loja e sala de jantar”, com o objectivo de “tornar a Quinta do Crasto ainda mais premium”.
Num vale, por trás da casa, encontra-se uma horta extensa com todos os produtos hortícolas com capacidade para vingar no Douro. Junto à entrada da propriedade, a adega, os lagares e a cave de barricas. Na primeira, é fácil perceber os exigentes protocolos de higiene que ali vigoram. “No blind spots, como dizem os ingleses”, indicou Tomás Roquette. Isso significa que não há nenhum recanto, grelha ou objecto que não estejam totalmente acessíveis à limpeza. A cave de barricas é uma beleza, com as cerca de 1400 barricas, grande parte novas, armazenadas num sistema Oxoline, em que cada uma está apoiada em rolamentos que permitem que sejam giradas a 360º, o que possibilita uma batonnage sem entrada de (mais) oxigénio no vinho. Todos os anos entram 400 novas barricas, o que representa um investimento de 300 mil euros anuais. É nessa cave que estagiam os vinhos Crasto Superior (do projecto do Douro Superior), Quinta do Crasto Vinhas Velhas Reserva, e ainda os monocasta Touriga Nacional e Tinta Roriz, e os tão especiais e raros Vinha da Ponte e Vinha Maria Teresa.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Vinhas centenárias, vinhas extraordinárias
Não há dúvida de que um dos pontos mais altos, quando se visita a Quinta do Crasto, é conhecer as vinhas mais velhas. A vinha Maria Teresa (nome da primeira neta de Constantino de Almeida) é um tesouro de 4,7 hectares, plantado em socalcos e com exposição nascente. Naturalmente, podem encontrar-se nela 49 variedades misturadas, como a Tinta Roriz, Tinta Barroca, Rufete, Tinta Amarela, Touriga Nacional, Grand Noir, Bastardo… the list goes on. Manuel Lobo, enólogo do Crasto, contou que, por vezes, “aparece um cacho ou outro de Barrete dos Frades”, uma variedade praticamente extinta com bagos listados que parecem pequenas melancias. O primeiro a encontrar um, nas vindimas, pendura-o para ser visto por todos, segundo o enólogo.
A baixa altitude e com raízes que atingem dezenas de metros de profundidade, a Vinha Maria Teresa tem uma média de produção, por videira, de 300g de uvas, uma baixíssima produtividade que gera um nível de concentração muito rico e uvas de grande qualidade. Na generalidade dos anos, essas uvas têm como destino o tinto Quinta do Crasto Vinhas Velhas Reserva (cerca de 90 mil garrafas), no entanto, “em anos excepcionais”, disse Manuel Lobo, surge o magnificente Vinha Maria Teresa (entre 2 mil e 8 mil garrafas, consoante a edição).
A atenção da equipa técnica sobre esta vinha é, também, um factor determinante para todos estes resultados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Como explicou o enólogo, “para escolher o ponto momento de colheita na Vinha Maria Teresa e na Vinha da Ponte, não é só necessário ter em conta o equilíbrio, a acidez e outros factores analíticos; é preciso ter presente um histórico de como aconteceu nos anos anteriores”. Para que esta vinha-legado prevaleça no futuro, a Quinta do Crasto iniciou, em 2013, um mapeamento genético da vinha, por geo-referenciação, para que se possam repor as videiras mortas com variedades geneticamente idênticas. Foram criados, também, “berçários” de videiras para esse fim.
A Vinha da Ponte, que recebeu este nome por se encontrar junto a uma antiga ponte romana, tem uma dimensão menor, 1,96 hectares, mas igual encanto. Em socalcos e a uma altitude ligeiramente maior do que a Maria Teresa, está exposta a Nascente/Sul, mas o seu solo, também xistoso, é bem mais austero, com muito mais pedra. As suas variedades são mais de 30, em field blend. Também esta vinha gera produções diminutas, de 240g por pé, e oferece as suas uvas ao tinto Vinhas Velhas Reserva e pontualmente ao poderoso Quinta do Crasto Vinha da Ponte (2800 garrafas, na última colheita). “O Quinta do Crasto Vinhas Velhas é o nosso grande desafio, pois quase não mexemos na vinha [dos Cardanhos, Maria Teresa e da Ponte], para preservar o seu carácter, mas fazemos 90 mil garrafas”, reconheceu Manuel Lobo.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”31985″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto do “Novo Douro”
Jorge Roquette costumava ir caçar a uma propriedade em Castelo Melhor, Vila Nova de Foz Côa, no Douro Superior, mas gostou tanto da zona que decidiu, em 2000, começar a comprar terreno. O objectivo da Quinta da Cabreira era claro e consistente com a vontade da empresa em crescer para esta sub-região, e produzir vinhos “com um carácter mais internacional” e não só, como disse Tomás Roquette: “A Cabreira tem sido muito importante para nós no que toca a consistência de qualidade, que não oscila, o que no Douro não é fácil de conseguir.”
Em 2004 já lá tinham a primeira vinha e em 2007 o primeiro vinho. “É o nosso campo de ensaios”, revelou Manuel Lobo, “e é também a origem dos vinhos Crasto Superior tinto, branco e Syrah.” São 150 hectares no total, com 114 de vinha útil, dos 115 aos 430 metros de altitude, maioritariamente expostos a Norte. As variedades tintas presentes, em maior quantidade, são Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão, Syrah, Tinta Francisca e outras, sendo que o Rabigato é a única branca, plantada em quatro hectares.
Daí saem, actualmente, 500 toneladas de uvas, tendo a produção começado com 27 mil garrafas, em 2007, número que já está em 250 mil de tinto, 30 mil de branco e 20 mil de Syrah. “Este ano, apesar do forte ataque de míldio, contamos ter mais produção do que no ano passado” disse Tomás Roquette. As vinhas da Quinta da Cabreira são regadas na totalidade, 138 parcelas com dotações de rega diferentes. “Sempre com sustentabilidade e consoante as necessidades”, advertiu Manuel Lobo, “este ano quase não regámos.” A investigação, sobre a rega e os seus efeitos, é também uma parte importante da actividade na Quinta da Cabreira, levada a cabo por uma equipa da Universidade do Porto, em permanência no terreno.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”31990″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A produção desta propriedade também complementa a da Quinta do Crasto, no entanto, o perfil dos vinhos com o “carimbo” Superior é diferente, com o terroir bem vincado na fruta madura e nos taninos sumarentos. Esta quinta tem, também, 6 mil oliveiras (na Quinta do Crasto são 2500), que originam 50 mil garrafas de azeite Quinta do Crasto Selection.
Do portefólio do Crasto fazem também parte Vinhos do Porto de categorias especiais, cujo principal mercado é Inglaterra, sendo que, para o vinho do Douro, é o Brasil. Na verdade, da produção total de mais de 1,4 milhões de garrafas, a empresa exporta 75% para 50 mercados, tornando-a na quarta maior exportadora, em valor, de vinhos com denominação de origem Douro. Em 1994, eram apenas 30 mil garrafas. Este crescimento só foi possível com muito profissionalismo, consistência de qualidade e um constante esforço para se ser melhor, em todos os detalhes. E o Crasto tem tudo isso.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]

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Edição Nº18, Outubro 2018

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Do vinho ao amor… e vice-versa

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”10″][vc_column_text] Fevereiro é o mês do Dia de São Valentim. Isso significa que chegou o momento de falar de sugestões, ideias, receitas e presentes para gente apaixonada. Tudo em torno do vinho […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”10″][vc_column_text]

Fevereiro é o mês do Dia de São Valentim. Isso significa que chegou o momento de falar de sugestões, ideias, receitas e presentes para gente apaixonada. Tudo em torno do vinho e das coisas boas.

TEXTO Mariana Lopes

“O amor está no copo”. Não sabemos se é bem assim, mas parece-nos correcto. Com a aproximação do Dia de São Valentim, a corrida à marcação de restaurante já começou. Conseguir mesa, só por milagre do dito santo. Como dizia Darwin, é a “survival of the fittest”, a sobrevivência do mais apto. Mas a Grandes Escolhas está aqui para ajudar quem falhou na tarefa ou quem, simplesmente, decidiu ficar em casa. Acenda as velas e ligue a música-ambiente, está na hora de celebrar o amor.
Aviso legal: A compilação que se segue não garante paixão instantânea.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Os vinhos” color=”custom” accent_color=”#870202″][vc_column_text]O vinho é a melhor poção de amor. Além de despertar os sentidos, a escolha cuidada de uma garrafa de vinho passa, para o outro, a mensagem de dedicação, interesse e empenho. Depois, o jogo de palavras, com os nomes dos vinhos, pode ser bastante divertido, revelando sentimentos ou, para primeiros encontros, servir de quebra-gelo. Afinal, ninguém quer “congelar” na hora agá.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Mimo”][vc_column_text]Não há quem não goste de mimo. Mesmo aqueles que nunca o pedem ou que o negam, precisam de uma boa dose de tempos a tempos. Este vinho pode servir para dar ou para pedir, conforme a necessidade.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Pequenos Rebentos Selvagem”][vc_column_text]Com a palavra “Selvagem” plasmada no rótulo, este vinho é feito com uvas de uma vinha de enforcado, um sistema antigo, da região dos Vinhos Verdes, de condução de vinha que em muito tem que ver com um novo amor: alto (pode chegar aos 10 metros de altura) e descontrolado, por vezes até lhe dá para trepar árvores. Seja como for, o Selvagem pode ser a dica que falta para uma noite nada calma.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

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[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Casa de Santar Vinha Dos Amores”][vc_column_text]A Vinha dos Amores, da Casa de Santar, está localizada no seu ponto mais elevado, o Alto dos Amores. Esta casa do Dão é ela própria romântica, rodeada de jardins labirínticos e pintalgados com bonitas flores. “Um dia levar-te-ei lá”, dirá o leitor ou a leitora, enquanto conta esta estória e serve o vinho ao seu par.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Volúpia”][vc_column_text]Substantivo feminino, prazer intenso dos sentidos. O resto da definição não pode ser escrito aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text][/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Óptima Pergunta”][vc_column_text]Há quem aproveite estes dias para fazer convites ou perguntas muito especiais. “Vamos viver juntos?”, “Queres namorar comigo?”, “Queres casar comigo?” e muitas outras questões acabadas em “comigo”. É colocar este vinho na mesa e não há volta a dar.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”OMG”][vc_column_text]Significa Oh My God. “Foi o que pensei quando te vi, Teresa”. Só aqui, já ganhou. Até pode sujar-se todo/a com o molho do assado, a conquista já está feita.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text][/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Nós”][vc_column_text]Porque a vida é mais bonita quando há um “nós”, que implica mais do que uma pessoa, quer sejam namorados, amigos ou familiares. A única situação onde pode haver só uma pessoa, é se for ela e o vinho.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Avis Rara”][vc_column_text]Esta expressão latina refere-se a uma pessoa ou coisa rara e única, incomum, excepcional. Um elogio bonito para se dar a alguém. Não vale usar em discussões. Este é um dia de tréguas.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text][/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Sexy”][vc_column_text]Este é uma escolha óbvia, mas sempre ganhadora. “Um tinto para quem pretende emoções fortes”, foi como o descreveu o provador Nuno de Oliveira Garcia. Está tudo dito.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Magma”][vc_column_text]“Amor é um fogo que arde sem se ver
É ferida que dói, e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer.”
– Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text][/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”As receitas” color=”custom” accent_color=”#870202″][vc_column_text]Ninguém tem paciência para coisas demoradas e complicadas, principalmente tendo em conta que, este ano, o Dia de São Valentim é uma quinta-feira de trabalho. Por essa razão, sugerimos duas receitas bem doces, rápidas e simples, que até podem ser feitas no dia anterior, garantindo um toque especial neste dia, com a refeição ou a solo[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Gelado de Moscatel”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Ingredientes
• 100g de uvas passas
• 150ml de vinho Moscatel
• 200ml de natas
• 1 lata de leite condensado

Esta é uma receita do 24Kitchen, tão fácil e apetitosa que não há desculpa para não fazer. Basta, numa taça, mergulhar as passas no moscatel para que o absorvam; bater as natas em chantilly e acrescentar-lhes o leite condensado. Depois, é só envolver tudo e acrescentar as passas que se hidrataram no primeiro passo, deitar o preparado num pirex e deixar no congelador durante duas horas.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”30750″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Gomas de Vinho”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Ingredientes e acessórios
• ½ copo de vinho à escolha (tinto, branco ou rosé)
• 2 e ½ colheres de gelatina sem sabor em pó
• ¼ copo de açúcar granulado
• Cuvetes com moldes à escolha (sugestão: corações)
• Conta-gotas

Estas gomas, além de muito saborosas, ficam fantásticas numa taça transparente, acima de tudo se executar a receita três vezes, uma com cada cor de vinho, para misturar as gomas. As cuvetes com formas são fáceis de encontrar na internet ou nas lojas Tiger, por exemplo. Vamos aos passos:
Despejar o vinho numa pequena panela ao lume e pulverizar a gelatina sobre ele. Mexer para que se dissolva. A gelatina vai fazer o vinho ficar com uma consistência de pasta. Continuar a mexer até toda a gelatina em pó estar dissolvida no vinho e não haver nenhum grumo.
Baixar o lume, tendo cuidado para não deixar a mistura ferver, sempre a mexer até o vinho voltar ao estado líquido. Lembre-se, nunca pode deixar que se formem grumos. Logo que esteja completamente líquido, adicione o açúcar e mexa continuamente até estar dissolvido.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”10″][image_with_animation image_url=”30751″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Desligue a chama, mas deixe a panela no fogão para que se mantenha quente.
Trabalhando rapidamente, use o conta gotas para encher os moldes da cuvete com a mistura. Idealmente, o conta-gotas deverá retirar o líquido abaixo da superfície da mistura, para que não apanhe eventuais bolhas de ar que se possam ter formado. Certifique-se de que usa toda a mistura antes de esta arrefecer. Coloque as cuvetes no frigorífico (não no congelador!), durante 15 minutos. Depois, as gomas podem ser comidas directamente do frio ou à temperatura ambiente, pois ficarão mastigáveis de ambas as maneiras.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Os presentes” color=”custom” accent_color=”#870202″][vc_column_text]Esta selecção é para todas as carteiras e estilos.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Coffret Para 2 Garrafas “][vc_column_text]Vem com um saca-rolhas e com uma tampa para garrafa, num traço clássico em madeira que fica sempre bem, para transportar os vinhos até à casa dos amigos ou mesmo para os expor, com o coffret aberto num móvel de sala. Custa €42,90, é da marca Climadiff e pode ser encontrado aqui.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30758″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Expositor para vinhos em acrílico”][vc_column_text]Esta Acrylic Bar Cellar, da Brilato, é um sonho (meu, inclusive) com capacidade para até 32 garrafas. Com um design moderno, polido e atraente, é uma prenda “robusta” sobre todos os pontos de vista, que não passará despercebida em qualquer divisão. Tem um valor de €370 e está disponível, por encomenda, também aqui.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30767″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Decanter Fringilla”][vc_column_text]Quem disse que as prendas mais “em conta” não podem ser as mais elegantes? Este Decanter Fringilla cristalino custa €20,66, é da Gifts 4Wine e pode ser adquirido aqui. O design minimalista nunca sai de moda e é sempre um statement de classe. Quando não está a ser utilizado à mesa, é um belo objecto de decoração. E ainda pode pedir uma gravação a laser (não incluída no preço), com o nome do seu/sua mais-que-tudo.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30762″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Conjunto tábua de queijos”][vc_column_text]Vamos ser honestos, quem é que não gosta de uma boa tábua de queijos, hoje em dia? E esta vem com quatro utensílios de corte e tem uma faixa magnética para suporte dos mesmos. Nada grita mais “Quero que comas queijo comigo para a vida toda” do que esta tábua, também personalizável a laser. É da Gifts 4Wine e tem um valor de €51,62 (excl. personalização). Disponível para adquirir aqui.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30759″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#fffc51″ scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

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Certifique-se que pede a versão em graus Celsius. Pode encontrar os produtos da Santarém & Ramos nas seguintes lojas, em Lisboa: Garrafeira Nacional, Manuel Tavares, Napoleão Wines. Para saber os pontos do resto do país, é contactar santarem.ramos@gmail.com.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30769″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Saca-rolhas de lâminas Vacu Vin”][vc_column_text]Vamos falar de coisas sérias: já chega de tentar abrir vinhos velhos sem um saca-rolhas de lâminas por perto. Pode conseguir-se com um “normal” de alavanca, mas há uma grande probabilidade de fracasso. E depois, empurrar a rolha para dentro? Não. A Santarém & Ramos tem uma solução de qualidade, por €4,75, à venda nas lojas enumeradas no produto anterior.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30771″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Poster Blue Grapes”][vc_column_text]A loja online Desenio vende posters de elevada qualidade, com a opção de várias molduras, por um preço bastante acessível. Já sou cliente assídua, e este poster com o cacho de uvas chamou-me à atenção. Disponível em vários tamanhos, a começar nos €7,95 sem moldura (com moldura +€9,95).[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30772″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Marcadores para copo Vine Leaf”][vc_column_text]“Já não sei qual é o meu copo”. Nunca houve uma frase tão proferida como esta, quando recebemos pessoas em casa. Este conjunto da Koala International tem 6 identificadores de copos em forma de parra, de várias cores, uma aproximação original e temática de uma ferramenta já conhecida, da qual só notamos que precisamos quando não a temos. Na Amazon Espanha, custa apenas €4,18. Pesquise sob o nome “Identificador de Copas Koala”.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”30773″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”10″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Voucher Academia Grandes Escolhas”][vc_column_text]E porque não oferecer um curso de vinhos da Academia Grandes Escolhas?
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De que está à espera?[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”40″][image_with_animation image_url=”30774″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº 22, Fevereiro 2019

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Juvé & Camps: Um Cava de grande nível

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Cava é um espumante espanhol feito pelo método tradicional que implica segunda fermentação em garrafa. Contudo é diferente do Champagne em termos do clima, castas e regras de produção. Juvé & Camps evidencia-se como um dos mais […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Cava é um espumante espanhol feito pelo método tradicional que implica segunda fermentação em garrafa. Contudo é diferente do Champagne em termos do clima, castas e regras de produção. Juvé & Camps evidencia-se como um dos mais clássicos e prestigiados Cavas da Catalunha, disponível em Portugal através da distribuidora Garcias.

TEXTO Valéria Zeferino
FOTOS Cortesia do produtor

Embora seja uma denominação de origem (DO Cava), a produção não é restrita a apenas uma area geográfica, ou seja, Cava pode ser produzido em várias regiões de Espanha, como por exemplo: Rioja, Aragon, Valência, Navarra e País Basco. No entanto, mais de 90% de Cava é proveniente da Catalunha, sendo Penedès a região mais importante para a sua produção.
Juvé & Camps é uma empresa familiar espanhola produtora de Cava e vinhos tranquilos, cujo reconhecimento se deve sobretudo à qualidade dos seus Cavas. Possui uma vinha há mais de 200 anos, mas só em 1921 lançou espumantes com marca própria. Naquela altura o termo “Cava” ainda não existia, e foi adotado mais tarde em 1970, quando se deixou de utilizar a palavra “Champagña”. Actualmente, a empresa é dirigida pela quarta geração da família.
A propriedade conta com 210 hectares de vinha e fica situada em Alto Penedès, onde as temperaturas são mais frescas graças à altitude de 300 a 800 metros acima do mar. Desde 2015 tem certificação biológica.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”30694″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

A empresa aposta em Cavas de qualidade, com estágios habitualmente mais prolongados do que o estabelecido pela regulamentação, tendo no seu portefólio sobretudo Brut e Brut Nature e categorias Reserva e Gran Reserva. Segundo o representante da Juvé & Camps, Henrique Durandez, anualmente em Espanha produzem-se 250 milhões de garrafas de Cava, das quais apenas 4.800 garrafas de Grande Reserva, e destas 40% são produzidas pela Juvé & Camps. Para obter Cavas mais finos e delicados, utilizam exclusivamente mosto lágrima para o vinho base, tudo o que vem da prensa é vendido a outros produtores.
Tradicionalmente, Cava é feita com as três principais castas brancas autóctones – Macabeo, Xarel-lo e Parellada. São também autorizadas Subirat, Garnacha, Monastrell, Trepat e ainda castas internacionais como Chardonnay e Pinot Noir. Juvé & Camps foi a primeira a fazer um blanc de blancs de Chardonnay em 1999, quando a regulamentação permitiu esta possibilidade, avançando com um rosé só de Pinot Noir em 2011.
Em prova tivemos quatro vinhos, bem distintos entre si. O Pinot Noir rosé é o único rosé no portefólio da Juvé & Camps feito 100% de Pinot Noir. Estagia 12 meses (mais tempo do que os 9 meses previstos pela legislação) até ao dégorgement. O Chardonnay Reserva começou a ser produzido em 1999, quando foi autorizada a utilização de castas internacionais para a produção de Cava. Só o fazem nos melhores anos e o tempo de estágio é de 24 meses (muito superior aos 15 meses estabelecidos para Cava Reserva).

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#ededed” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Castas tradicionais de Cava”][vc_column_text]Macabeo (também chamada Viura em Rioja) é uma casta quase neutra de aromas e resistente à oxidação. Normalmente, é a casta predominante em Cavas.
Xarel-lo tem um excelente equilíbrio de açúcar e acidez, também resiste bem à oxidação e confere ao vinho aromas vivamente citrinos e uma característica terrosidade.
Parellada mostra o seu melhor quando plantada em altitude acima de 300m para desenvolver aromas e preservar acidez. Adiciona ao lote aromas florais e de maçã verde.[/vc_column_text][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

O Reserva de la Família tem uma história curiosa. Este Cava Brut Nature foi criado em 1976 para consumo próprio da família, porque o mercado naquela altura ainda preferia espumantes meio-secos, mas rapidamente ganhou grande popularidade e hoje representa um ícone da casa. Na família havia o hábito de fechar as garrafas deste espumante não com tradicional muselet de arame, mas com uma espécie de agrafo de ferro (que supostamente era mais rápido de tirar). Este sistema mantém-se apenas para as garrafas vendidas em Espanha e em Portugal, sendo utilizado o muselet normal para o resto do mundo. Feito de castas tradicionais, com Xarel-lo a representar 60% do lote, Macabeo 30% e Parellada 10%. Até ao dégorgement estagia com borras na garrafa durante 36 meses (o mínimo de estágio para Gran Reserva é de 30 meses).
Finalmente, o Gran Juvé & Camps resulta de uma parceria de castas tradicionais com uma casta internacional. Xarel-lo é responsável por 40% do lote, conferindo os aromas, Chardonnay e Macabeu em partes iguais de 25% para dar a cremosidade e estrutura e 10% de Parellada, que adiciona acidez. Passou mais de 40 mesess com borras na garrafa até ao dégorgement.
No conjunto, estes quatro espumantes são dignos representantes do carácter do Cava catalão, e evidenciam bem o estilo da tradicional casa Juvé & Camps.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº17, Setembro 2018

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A Rega da Vinha

É Verão. As plantas têm sede, a vinha é regada. Até há poucos anos a vinha era uma cultura de sequeiro. Hoje, podemos considerar que é uma cultura de regadio. Stress Hídrico A falta de água provoca na videira um stress hídrico que, em casos extremos, pode dificultar o correcto amadurecimento das uvas, provocando mostos […]

É Verão. As plantas têm sede, a vinha é regada. Até há poucos anos a vinha era uma cultura de sequeiro. Hoje, podemos considerar que é uma cultura de regadio.

Stress Hídrico
A falta de água provoca na videira um stress hídrico que, em casos extremos, pode dificultar o correcto amadurecimento das uvas, provocando mostos desequilibrados que requerem maior ou menor correcção antes de iniciarem o processo fermentativo. Para uvas de grande qualidade procura-se que a videira passe por algumas horas diárias de stress hídrico moderado durante a fase de maturação. É nas horas de maior calor que a videira estará sujeita a este stress hídrico.

Rega de Precisão
O desenvolvimento das técnicas de irrigação modernas permite aos viticultores monitorizar com grande rigor a dotação de água à cultura da vinha. Procura-se facilitar o ciclo vegetativo nas suas várias fases. Hoje, podemos quase afirmar que existem técnicas de irrigação para as várias gamas e preços de vinho. Têm em conta a superfície foliar da sebe, as castas, o tipo de solo, o débito do gotejador etc, etc.

Câmara de Pressão de Sholander
Uma das técnicas mais eficazes para avaliar o stress hídrico das videiras é medir a pressão estomática nas folhas, através da Câmara de Pressão Sholander. Esta medição é feita a horas pré-determinadas do dia. Estes resultados, interligados com os vários factores que geram stress hídrico (evapotranspiração, potencial de base etc.), permitem disponibilizar dotações de água muito próximas do que a planta precisa para gerir um stress hídrico de acordo com os objectivos de qualidade do produtor.

Os Puristas e o Terroir
Contudo, conseguimos ainda encontrar produtores de vinho que renegam a rega da vinha, uma cultura milenar que até há poucos anos nunca necessitou de qualquer dotação humana de água para produzir todos os vinhos que fizeram a história da nossa civilização.

CHINA, O Império do vinho

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Na China está em curso uma autêntica revolução do vinho, com o número de consumidores e apreciadores a crescer a bom ritmo, estimulando assim o interesse comercial dos países exportadores tradicionais, entre eles Portugal. Isto apesar dos […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Na China está em curso uma autêntica revolução do vinho, com o número de consumidores e apreciadores a crescer a bom ritmo, estimulando assim o interesse comercial dos países exportadores tradicionais, entre eles Portugal. Isto apesar dos baixos preços praticados e das barreiras de um mercado geograficamente muito vasto, complexo e difícil. Por outro lado, além de importar vinho, a China já é um dos maiores produtores mundiais…

TEXTO: Paulo Narciso
FOTOS DR

“Os chineses interessam-se, cada vez mais, por vinho e sobretudo por vinho importado”, afirma Edward Ragg, professor universitário, crítico de vinhos e fundador da Dragon Phoenix Wine Consulting, uma das mais reputadas firmas de consultadoria de vinho na China. “Nos últimos dez anos assistimos a um crescimento sustentado de consumidores urbanos com um genuíno interesse pelo vinho”, acrescenta o consultor inglês que, desde 2007, ensina na universidade de Tsinghua (Pequim), “mas o mercado de vinho importado é ainda pequeno, na verdade não é muito maior do que o holandês. Quando se compara a dimensão geográfica e populacional entre a China e a Holanda é fácil concluir que ainda há muito para crescer no maior país asiático.”
Um dos muitos sinais de que tudo está a mudar no mercado chinês são as crescentes parcerias que alguns potentados ocidentais do vinho estão a estabelecer na China: Remy Martin, Pernod Ricard ou Moet&Chandon/LVMH são algumas das marcas presentes no mercado através de joint-ventures com companhias chinesas.
E Portugal? Que papel poderá ter um país pequeno – quando comparado com a vastidão geográfica da China – num mercado que conhecemos desde o século XVI? Tal como no século de quinhentos enviámos naus ao Império do Meio, também agora os produtores portugueses começam a enviar os seus vinhos sem se intimidarem com a forte concorrência de outras potências vinícolas europeias, como a França, Espanha ou Itália. É preciso conquistar terreno no complicado mercado chinês e saber encontrar a fórmula para agradar ao, cada vez mais, sofisticado paladar dos consumidores chineses das “novas” classes média e alta, que facilmente pagam 100 euros por uma garrafa de vinho.
“O mercado da China, por razões culturais essencialmente, é ainda um mercado de abordagem difícil, admito que para todos os países exportadores de vinho. Temos feito incursões que nos permitem melhorar o conhecimento sobre o mercado, consumidores e intervenientes no circuito”, afirma Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal. “Temos trabalhado a presença em feiras especializadas – Hong Kong Wine Fair, Prowine Xangai, por exemplo – e temos organizado anualmente Grandes Provas de Vinhos de Portugal.”
Com quase todas as previsões a afirmarem que a China ultrapassará, em 2020, as vendas de vinho da França e Inglaterra juntas e estando em jogo o valor de 21,7 mil milhões de dólares, é fácil perceber a atração que o mercado chinês exerce sobre os produtores portugueses. “Estudos recentes indicam que, até 2020, 75% do crescimento do consumo mundial de vinho em valor vai estar no mercado chinês, portanto é um mercado claramente a apostar. É um mercado onde já estamos bem presentes e queremos continuar a fomentar e fazer crescer essa presença”, afirma Vítor Santos, da Casa Ermelinda Freitas. Para a conquista do mercado chinês, a casa de Palmela aposta sobretudo no prestígio dos seus tintos. Salientando a dificuldade de comunicação e as exigências alfandegárias, que variam de porto para porto, como as principais dificuldades encontradas no mercado chinês, Vítor Santos sublinha “a dimensão e a grande apetência do mercado para vinho português devido à imagem de qualidade que Portugal tem na China”.
Para João Gomes da Silva, administrador de Marcas e Mercados da Sogrape, as principais dificuldades, quando se pensa no mercado chinês, são “a falta de conhecimento dos vinhos portugueses e a ausência de informação precisa sobre o mercado local”. Mas, por outro lado, salienta a oportunidade que aquele mercado oferece em termos de dimensão com os seus “mais de 300 milhões de potenciais consumidores se tivermos em conta (apenas!) 20% da população total” e também o facto de estarmos perante “uma economia em franco crescimento que se revela aberta ao prestígio dos vinhos importados”.
Com experiência no mercado de Macau desde 2000, a DFJ exporta anualmente para aquele território cerca de 30.000 garrafas de vinho, na sua maioria tintos da região de Lisboa. “O mercado de Macau e províncias chinesas vizinhas está saturado de vinhos importados de todo o mundo e a preço muito baixo”, afirma Luís Gouveia, da direcção comercial e marketing da DFJ. Para a marca sediada no Cartaxo, Macau vale, em média, 20.000 a 30.000 garrafas por ano. “Os consumidores até aos 30-35 anos gostam de vinhos mais frutados, jovens e com açúcar residual ou uma percentagem de álcool elevada, por isso gostam dos vinhos do Alentejo e da região de Lisboa, onde a DFJ tem a maioria da sua produção”, salienta Luís Gouveia.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”image_grid” images=”30656,30665,30654″ layout=”3″ gallery_style=”1″ load_in_animation=”none”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Produção a crescer
A revolução do vinho na China está a ter grandes repercussões não só no mercado da importação, mas também no da produção local. O aumento de consumo de vinho pelos chineses está a ter impacto na maneira como ele é produzido e a qualidade tem vindo a subir de ano para ano. A produção está concentrada em quatro grandes companhias, que dominam cerca de 60% do mercado: Great Wall (fundada em 1983), Dragon Seal (1987), Huandong (1985) e Changyu (a mais antiga, fundada em 1892). Abaixo destes colossos da produção, situam-se os médios e pequenos produtores chineses que tentam sobreviver num mercado inflacionado pela importação.
Ningxia, província situada a 1200 km de Pequim, é uma das mais recentes zonas de produção de vinho na China e uma das mais promissoras candidatas a região “premium”. Servida pelas águas do rio Amarelo, pelo ar seco do deserto próximo e situada a uma altitude de 1200 metros, Ningxia é uma espécie de ‘ground zero’ dos aspirantes a grandes produtores de vinho chinês. Hoje em dia contam-se 207 companhias ali situadas.
É aqui que encontramos uma das mais aclamadas e promissoras marcas de vinho chinês, a Silver Heights, fundada, em 2006, por Emma Gao (chinesa, enóloga, formada na região de Bordéus) e Thierry Courtade (francês, descendente de uma longa linha de produtores de vinho). O casal de enólogos trabalha com Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay para produzir vinhos ‘premium’, um pouco ao estilo dos da região de Bordéus.
Ema Gao, 40 anos, confirma o crescente interesse dos seus compatriotas pelo vinho: “Os chineses estão cada vez mais interessados em aprender, provar e apreciar vinhos. O vinho está a tornar-se uma bebida do dia-a-dia, em vez de ser consumido apenas em ocasiões especiais.” Mas num país habituado, há séculos, a beber cerveja, vinho de arroz e licores, a nova moda ainda não chegou a todos: “Há ainda grandes zonas do país onde não se bebe vinho e pouco ou nada se sabe sobre ele. Há mesmo quem não saiba que o vinho é feito a partir de uvas.”
Produzindo cerca de 60.000 garrafas/ano, Ema Gao aposta em quatro variedades de vinho e a mais prestigiada – Emma’s Reserve – recebeu 91 pontos do incontornável Robert Parker e rasgados elogios de Jancis Robinson (com uma classificação de 17/20). As vendas ficam quase todas entre Pequim, Xangai e Hong Kong. A próxima meta é exportar para o vasto mercado asiático vizinho e mais tarde, quem sabe, chegar ao Velho Mundo. Ao contrário de muitos dos seus colegas produtores, Ema Gao não teme os vinhos importados: “Um dos factores que tem ajudado os produtores chineses tem sido a crescente oferta de bons vinhos importados e colocados no mercado a um preço acessível. Isto obrigou-nos a aumentar drasticamente a qualidade dos nossos vinhos.”
Há pouco mais de um ano, Ema esteve em Portugal e aproveitou para provar vinhos portugueses: “São magníficos. Uma das castas – Touriga Nacional – é incrível. Que tamanha concentração de sabores e uma variedade tão grande de aromas. Espero um dia levar esta casta para a China.”
Os últimos anos têm revelado muitas e grandes novidades no mercado chinês do vinho. E como será o futuro? Será a China uma aposta sólida para os produtores portugueses?[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”image_grid” images=”30658,30666,30669″ layout=”3″ gallery_style=”1″ load_in_animation=”none”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Moderar entusiasmo
Para Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, o mercado chinês “deve ser encarado com entusiasmo moderado porque há manifestamente uma procura de grandes volumes, para os quais Portugal não tem uma grande capacidade de resposta; e, por outro lado, uma procura de vinhos baratos, para os quais não conseguimos ter preço”.
No entanto, Jorge Monteiro não deixa de acreditar nas potencialidades do mercado chinês: “Julgo que pode vir a ser um mercado com interesse para vinhos diferentes, como os nossos, mas isso levará tempo. A China apresenta taxas de crescimento elevadas, tendo a exportação de vinhos portugueses crescido 24,1% em valor. Trata-se de uma boa taxa de crescimento, mas quando, ao mesmo tempo, dispomos de mercados mais próximos, com cultura de vinho, em que a língua não é uma barreira, disponíveis para pagar mais – e refiro-me por exemplo ao Luxemburgo, Suíça ou mesmo a Rússia – vale a pena questionar a oportunidade de se trabalhar um mercado longínquo, extenso, com elevadas barreiras culturais e linguísticas.”
João Gomes da Silva, da Sogrape, assume-se mais optimista e prevê um crescimento global do volume de vinho importado na China e “uma crescente ‘premiuminização’, fruto da pressão de consumidores cada vez mais bem informados, que irão conhecendo melhor as virtualidades dos vinhos portugueses”.
Para Luís Gouveia, da DFJ, a evolução do mercado na China dependerá “muito da protecção que o Governo chinês entender dar ao vinho da China, hoje um dos maiores produtores mundiais e cuja qualidade vem subindo em cada nova colheita”. E profetiza: “A procura de vinhos por um euro continuará e o consumo de vinhos muito caros de Bordéus e Borgonha aumentará.”
“Não faço a menor ideia” – é assim que Edward Ragg perspectiva a evolução do vinho na China. “É um mercado que muda muito rapidamente. Não vejo a China a exportar grandes quantidades de vinho, mas apenas quantidades limitadas de alguns ‘super-premium’. A China não é o país mais indicado para produzir vinho por muitas razões, incluindo as climáticas. Resumindo: não vejo a China a ter um papel muito significante na exportação de vinho.”
Se há coisa que os chineses têm demonstrado, ao longo da história, é a sua grande capacidade de adaptação e aprendizagem (que alguns apelidam de “cópia”). Enquanto vai abrindo o seu mercado ao vinho do Velho Mundo, a China continua a aprender com os melhores. Até onde isso a levará no mundo do vinho? Talvez a resposta esteja num dos muitos provérbios chineses: “O segredo de andar sobre as águas é saber onde estão as pedras!”[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”image_grid” images=”30663,30660,30667″ layout=”3″ gallery_style=”1″ load_in_animation=”none”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#efefef” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”O “gosto chinês””][vc_column_text]Ouve-se muitas vezes falar de um tal gosto chinês como sendo diferente do gosto ocidental. Mas para o consultor e professor da Universidade da Agricultura de Pequim, Demei Li, não existe um “gosto chinês” – os gostos variam em função de hábitos gastonómicos e estes variam em função da região. Por exemplo, no norte e leste da China come-se comida salgada, mas nas regiões a oeste os habitantes gostam da comida picante e no sul da China mais picante ainda. Na costa leste, as preferências gastronómicas recaem sobre o peixe e marisco, mas algures lá no meio disto sobressai o gosto pelos sabores doces. O vinho ideal para acompanhar toda esta enorme variedade gastronómica não pode ser sempre o mesmo. Outra consideração é a cor do vinho. Os chineses bebem 75% de vinho tinto, 15% de branco e apenas 5% de rosé e 5% de espumantes. O vinho tinto é considerado superior em qualidade ao vinho branco, logo não podem ser vendidos pelo mesmo preço. Mas nas regiões ao longo da costa o consumo de vinho branco tem vindo a crescer.
Valéria Zeferino[/vc_column_text][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº17, Setembro 2018

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