Grande Prova – Brancos do Dão

No solar do Encruzado Imaculados a nível de qualidade e frescura, cada vez mais os brancos do Dão apresentam matizes diferenciadoras entre si. Fruto da neutralidade que a casta Encruzado apresenta nos primeiros anos em garrafa e da personalidade que ganha com o tempo, surgem estilos e perfis que vão desde a mineralidade pura até […]
No solar do Encruzado
Imaculados a nível de qualidade e frescura, cada vez mais os brancos do Dão apresentam matizes diferenciadoras entre si. Fruto da neutralidade que a casta Encruzado apresenta nos primeiros anos em garrafa e da personalidade que ganha com o tempo, surgem estilos e perfis que vão desde a mineralidade pura até fruta branca e mesmo algum exotismo. Em comum têm o elevado nível geral e preços tendencialmente cordatos.
Texto: Nuno de Oliveira Garcia
Notas de prova: João Paulo Martins e Nuno de Oliveira Garcia
Nos últimos dez anos, os brancos portugueses desmistificaram quaisquer preconceitos sobre a sua enorme qualidade. Naturalmente, os vinhos à disposição dos consumidores hoje são fruto de um trabalho anterior, seja pela replantação de vinhas, ou recuperação de castas esquecidas, seja na afinação de estilos menos óbvios, como por exemplo com menos recurso a madeira nova durante o estágio. Ora, uma das regiões com melhores condições para brancos nacionais de excepção é, sem dúvida, o Dão.
Por um lado, existem razões relativamente óbvias para isso, sendo disso bom exemplo os invernos frios e uma significativa altitude das vinhas (frequentemente acima dos 350m ou mais do nível do mar), bem como solos genericamente compostos por areias graníticas, tudo condições que aportam frescura aos vinhos. Mas, por outro lado, e olhando mais em pormenor, no caso do Dão outra razão existe e chama-se… Encruzado. Com efeito, nos últimos 20 anos, a fama da uva Encruzado confunde-se com a notoriedade crescente do vinho branco do Dão. Não o dizemos pela presença da casta no encepamento que, sendo crescente, está muito longe de ser dominante, mas essencialmente pela qualidade e consistência dos vinhos finais que proporciona. Efectivamente, o Encruzado, em pouco mais de década e meia, passou de singelamente admirado pela crítica especializada para gozar de uma justa fama junto dos consumidores. Arriscamo-nos a dizer que essa associação de casta a um território aumentou o valor da região do Dão junto dos apreciadores de vinhos brancos. Prova disso é que nunca ouvimos um consumidor a dizer que não gosta de Encruzado; e convenhamos que é difícil não gostar…
A referida associação entre o Encruzado e a região do Dão não é, todavia, isenta de nuances. A primeira delas respeita, como referimos, à sua limitada presença no encepamento. Existe uma significativa mancha de vinha velha branca no Dão, mas curiosamente surge a casta Malvasia Fina como muitas vezes dominante, a par de muitas outras uvas, como seja o Cerceal-Branco, Fernão Pires, Bical, Verdelho, Barcelo, Terrantez e outras com os habituais nomes curiosos de Uva-Cão, Cachorrinho, ou Douradinha…. Com efeito, o Encruzado é minoritário nessas vinhas velhas, tendo sido trazido para o palco principal na sequência das provas organizadas por Alberto Vilhena nos anos 50 do século passado no seio do Centro de Estudos Vitivinícola do Dão, em Nelas. Para se ter uma noção, actualmente, na região, o Encruzado está longe de ultrapassar 300 hectares de mancha total, ou seja, praticamente 3 vezes menos do que a Malvasia Fina e 2 vezes menos do que a omnipresente Fernão Pires…
Ainda a respeito da casta Encruzado, mas o mesmo sucedendo com as variedades Barcelo e Uva-Cão (ambas com cada vez maior aceitação junto de produtores e enólogos), e por esta poder ser relativamente neutra (de aroma e sabor) nos primeiros meses após o engarrafamento, tem cabido às opções de vinificação e de enologia trabalhar e exaltar algumas matizes. Por isso, no painel de vinhos provados encontrámos desde registos mais minerais (pedra molhada, minerais quebrados e até notas de giz, por vezes sinal de alguns tipos de redução) que se aproximam melhor da pureza da casta, passando por frutados (um ou outro quase tropical até), e finalmente outros mais florais (quase sempre decorrente de estágio em barrica). Em todos os vinhos, contudo, encontrámos excelentes acidezes totais e uma positiva percepção de óptima longevidade. Aliás, mesmo nos vários casos em que a casta Encruzado não aparece a solo, o pendor mineral e fresco foi uma constante nos vinhos provados.
A dupla Encruzado-Malvasia Fina (esta última de carácter mais frutado e floral) continua a aparecer em vários lotes, mas cada vez mais encontramos, sobretudo nos topos de gama, a utilização apenas de Encruzado, quando muito com recurso à companhia de pequena percentagem de Bical. A ligação funciona muito bem, pois enquanto o Encruzado proporciona nervo e agradece a utilização de barrica, a casta Bical aporta maior riqueza aromática e finura em boca. No geral, os brancos do Dão melhoram muito com 5 ou mais anos em garrafa, essencialmente por desenvolverem maior complexidade aromática e comprimento de boca, sem oxidações precoces ou perda de frescura. Talvez por isso, poucos foram os vinhos de 2020 que entraram no painel em prova, sendo que um dos primeiros classificados é, inclusivamente, um blend formado com vinhos de vários anos.
Mas se o Encruzado não é uma das castas há mais tempo reconhecida, o mesmo não se pode dizer da região do Dão. Demarcada em 1908 tem o nome do rio que percorre parte da região, cruza alguns dos seus melhores terroirs (como seja Penalva do Castelo e Santa Comba Dão) e desagua no Mondego. Com solos generalizadamente graníticos, divide-se por 7 sub-regiões, desde a solarenga Silgueiros até à invernosa Serra da Estrela. Entre os dois rios encontramos Nelas e Mangualde com as respetivas manchas vínicas, a este Seia e Gouveia e na fronteira sul a região de Arganil. Trata-se de uma região na qual a vinha tem forte implementação no dia-a-dia (incluindo para produção e consumo próprio das populações), mas a mesma está, todavia, dispersa por floresta (tantas vezes de eucaliptos), por pequenas e grandes aldeias, e até por alguma indústria.
Por vezes conhecida como a ‘Borgonha de Portugal’, pela fineza de brancos e tintos, é curioso notar uma aproximação entre as castas Chardonnay e o Encruzado na medida em que ambas enriquecem com a fermentação e estágio em barrica… A região tem como inequívoco predicado a paternidade de duas das melhores variedades nacionais: o Encruzado nos brancos e a Touriga Nacional nos tintos. Aliás, a par de expressões muito residuais de Sémillon, Sauvignon Blanc, Pinot-Blanc e Pinot Noir, a região é plantada quase exclusivamente de castas nacionais, muitas delas locais. Na última década e meia tem beneficiado do surgimento de novos produtores, simultaneamente ambiciosos e conservadores das melhores práticas. Exemplos do que vimos escrevendo são os investimentos recentes na histórica Quinta da Passarella (destaque para a enorme recuperação das vinhas e do património edificado), mas também da Niepoort, e mais recentemente MOB e Taboadella (com a adega mais bonita da região, e não só…). Com esses investimentos vieram enólogos de outros pontos do país para a região, que se juntariam a uma nova fornada local. Tanto assim é que, hoje em dia no Dão, nomes como Paulo Nunes, Nuno Mira do Ó, Jorge Alves, Jorge Moreira, Jorge Serôdio Borges e Xito Olazabal, Luis Lopes, ou Mafalda Perdigão juntam-se a quem há mais tempo oficia por estas terras, caso de Nuno Cancella de Abreu, Carlos Lucas, João Paulo Gouveia, Osvaldo Amado, Paulo Narciso, Carlos Silva ou Anselmo Mendes, entre outros. Pois bem, pedimos a alguns destes profissionais que elencassem o que os surpreende positivamente nos brancos da região, e as respostas foram maioritariamente no sentido de enaltecer a gordura natural dos vinhos na prova de boca (sobretudo do Encruzado) que dispensa, por vezes, a operação de battonage. Outro feedback que obtivemos foi a capacidade de resistência à oxidação, mesmo em mostos e vinhos com menos utilização de sulfuroso. Alguns dos melhores vinhos em prova tiveram efetivamente longos estágios em barrica, sem ou com pouquíssimo sulfuroso, em borras finas, mas muitas vezes sem necessidade de battonage. Aliás, a este respeito, julgo não existir melhor forma de fechar este texto do que elogiar a capacidade única do Dão em proporcionar brancos naturalmente com perfis de vinhos de guarda, salinos e minerais, quase sempre centrados em aromas secundários e, se mantidos alguns anos em cave, deliciosas componentes terciárias. Há lá melhor coisa?
(Artigo publicado na edição de Fevereiro de 2022)
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Caminhos Cruzados firma compromisso agro-ecológico na Quinta da Teixuga

A Caminhos Cruzados — empresa produtora do Dão conhecida sobretudo pelos vinhos homónimos, e pelos Titular e Teixuga — anunciou que colocou em marcha um projecto agro-ecológico para a sua Quinta da Teixuga, compromisso que arrancou hoje, no Dia Mundial da Árvore (21 de Março) com a plantação de 105 árvores na propriedade. “A monitorização da […]
A Caminhos Cruzados — empresa produtora do Dão conhecida sobretudo pelos vinhos homónimos, e pelos Titular e Teixuga — anunciou que colocou em marcha um projecto agro-ecológico para a sua Quinta da Teixuga, compromisso que arrancou hoje, no Dia Mundial da Árvore (21 de Março) com a plantação de 105 árvores na propriedade.
“A monitorização da informação com recurso a tecnologia, a aposta em modos de produção mais protectores dos recursos (água, solo e biodiversidade) e uma nova visão sobre o embalamento”, são algumas das áreas que este projecto toca, segundo o produtor. Lígia Santos, directora-geral da Caminhos Cruzados, explica que a empresa vai conhecer um impulso nos próximos tempos, ao nível da sustentabilidade, “no caminho da regeneração, resiliência e transição, três passos fundamentais que querem dar uma resposta eficaz às exigências do mercado em termos de sustentabilidade e agro-ecologia, mas sobretudo para termos condições de fazer face às alterações climáticas e os desafios que elas trazem ao nosso, perfil, identidade e terroir”.
A “mini-floresta” plantada hoje — em conjunto com alunos do 2º ano do Centro Escolar de Nelas — que simbolizou o início desta nova era da Caminhos Cruzados, representa um bosque misto ibérico com 10 espécies diferentes da região, “com bagas e frutos de muitas cores, que fornecem alimento à avifauna ao longo de praticamente todo o ano. É por isso um bosque para pássaros, que certamente irá ser mais uma peça fundamental no restauro do mosaico da Quinta da Teixuga”, refere a empresa.
Anteriormente, a Caminhos Cruzados já tinha dado alguns passos no sentido deste projecto agro-ecológico, com intervenção na vinha e nos espaços florestais e naturais que a enquadram, “no sentido de progressivamente reduzir ao mínimo, ou mesmo eliminar, o uso de herbicidas e fito-fármacos”. Já este ano, começou a usar ovelhas certificadas para a produção de Queijo da Serra, para controlar infestantes e promover uma cobertura regenerativa dos solos, o que traz biodiversidade e maior captação de carbono aos mesmos.
Caves São João adquiridas por novos sócios

No passado mês de Fevereiro de 2022, a Caves São João – Sociedade dos Vinhos Irmãos Unidos, Lda — uma das mais antigas empresas da Bairrada, e a casa de espumantes mais antiga ainda em actividade, da região — foi adquirida por novos sócios: Fernando Sapinho, Nuno Ramos, Mário Mateus, Mário Vigário, Enrique Castiblanco e […]
No passado mês de Fevereiro de 2022, a Caves São João – Sociedade dos Vinhos Irmãos Unidos, Lda — uma das mais antigas empresas da Bairrada, e a casa de espumantes mais antiga ainda em actividade, da região — foi adquirida por novos sócios: Fernando Sapinho, Nuno Ramos, Mário Mateus, Mário Vigário, Enrique Castiblanco e Paulo Morgado. Da família fundadora, mantém-se uma parte representada por Rita Palma e por José Palma.
Segundo o comunicado enviado à imprensa pelas Caves São João, os novos sócios formam “um conjunto de amigos e empresários que partilham uma grande paixão pelo mundo dos vinhos e pela Bairrada”. O comunicado refere, ainda: “Todos nós acreditamos, proprietários novos e históricos, que a Bairrada será cada vez mais uma referência nas regiões vitivinícolas, quer a nível nacional, quer a nível internacional”.
Na estratégia para esta nova fase das Caves São João, serão mantidos os corpos gerentes, com destaque para Célia Aves, e os consultores de enologia e viticultura, José Carvalheira e António Selas, respectivamente. Também a restante equipa se manterá no projecto, integrando a aposta “nos vinhos antigos, nos espumantes, na Quinta do Poço do Lobo e nas marcas de referência Frei João (Bairrada) e Porta dos Cavaleiros (Dão)”, diz a São João.
Palácio Condes de Anadia: Um “château” no Dão

Um magnífico palácio setecentista, localizado bem no centro de Mangualde, é a porta de entrada para um outro mundo. A história e a cultura, a arquitectura e a decoração, a vinha, os jardins e a mata, envolvem-nos, encantam-nos e fazem-nos recuar três séculos como se estivéssemos numa máquina do tempo. No topo deste requintado e […]
Um magnífico palácio setecentista, localizado bem no centro de Mangualde, é a porta de entrada para um outro mundo. A história e a cultura, a arquitectura e a decoração, a vinha, os jardins e a mata, envolvem-nos, encantam-nos e fazem-nos recuar três séculos como se estivéssemos numa máquina do tempo. No topo deste requintado e aristocrático bolo, os vinhos são a cereja resplandecente.
Texto: Luís Lopes
Fotos: Anabela Trindade
Imagine um palácio, com tudo o que é expectável encontrar num palácio: grandiosidade, imponência, luxo, história, cultura. À sua volta, tente conceber 30 hectares rodeados por um muro, e lá dentro vinhas que são jardins (uns e outros confundem-se, na verdade) e uma mata densa, selvagem, com árvores muitas vezes centenárias e, aqui e ali, deliciosos recantos de pedra talhada onde, se fecharmos os olhos, visualizamos os folguedos das damas e cavalheiros de outrora. Agora, situe esse palácio + jardim + vinha + mata no centro (mesmo no centro!) de uma cidade. Em Portugal, só existe um assim, é o Palácio dos Condes de Anadia, em Mangualde, um extraordinário conjunto arquitectónico e paisagístico que é, ao mesmo tempo, uma casa de família. E que está aberto ao público, para visitas guiadas, desde 2018.

O nome Anadia pode confundir os mais distraídos e levá-los até à cidade homónima, na Bairrada. A razão para Anadia aparecer por aqui, explicarei mais adiante. Mas é mesmo da Beira Alta, da região vinícola do Dão e da cidade de Mangualde que estamos a falar.
O território que corresponde ao actual concelho de Mangualde foi até ao século XIX conhecido por Azurara da Beira. Como muitas vezes acontece, os topónimos destas terras ancestrais assentam em lendas cuja base de verdade é difícil de apurar. No caso, terá sido o nome de Zurara, suposto governador de um eventual castelo muçulmano edificado no alto do monte da Senhora do Castelo (monte, esse sim, bem real) que terá estado na origem da Azurara da Beira. À localidade foi, em 1102, concedido foral pelo Conde D. Henrique e sua esposa D. Teresa, pais do primeiro rei de Portugal.
Para chegar onde queremos na história de Mangualde e do Palácio dos Condes de Anadia, saltemos para o século XVI. Segundo o Numeramento de 1527 (os primeiros censos realizados em Portugal) a população do território era, na época, de 5.838 habitantes. E em finais desse século a família Paes do Amaral era já o expoente máximo do poder económico e político local. A Casa Paes do Amaral foi engrandecida a partir de 1644, quando Gaspar Paes do Amaral, Capitão-Mor de Mangualde, instituiu em vínculo a Capela que possuía nos termos da vila, localizada defronte do senado e consagrada a S. Bernardo.
O Palácio que hoje podemos admirar, tem as suas raízes no primeiro quartel do séc. XVIII, quando Simão Paes do Amaral, mandou reedificar a antiga residência de campo da família. As obras seriam continuadas por seu filho Miguel Paes do Amaral, Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e Senhor Donatário da Vila de Abrunhosa, entre outros títulos nobiliárquicos. Estas obras monumentais prolongaram-se ao longo de quase um século, só sendo concluídas no início da década de 1800. A urbe, hoje cidade, foi desde então crescendo em torno do Palácio, dos jardins e da mata.

A família vivia em Lisboa, no Palácio Paes do Amaral, às Portas de Santo Antão e, como era habitual na época, rumava a Mangualde para passar o verão. Até princípios do século XIX, o Palácio de Mangualde era conhecido por Casa dos Paes do Amaral mas, pelo casamento de Manuel Paes do Amaral de Almeida e Vasconcelos Quifel Barbarino, 10.º Senhor da Casa de Mangualde, com sua sobrinha D. Maria Luiza de Sá Pereira de Menezes de Mello Sottomayor, 3.ª Condessa de Anadia, passou a ser conhecido por “Palácio Anadia”. E, agora, finalmente, está explicado o nome.
O edifício é um dos mais importantes palácios barrocos em Portugal, caracterizando-se por uma marcante fachada ocidental, por uma fachada sul ao estilo italiano e por uma fachada nascente acastelada. No interior, o mobiliário de época, os azulejos setecentistas e as obras de arte encantam os visitantes. De tal forma que, com apenas dois anos de abertura ao público, sob a curadoria activa e empenhada de D. Maria Mafalda Paes do Amaral, é já uma das atracções turísticas de referência na zona centro do país, tendo alcançado em 2019 e 2020 o prémio excelência do Trip Advisor, acumulando com a distinção Travellers Choice 2020.

Uma casa agrícola beirã
Um Palácio pode continuar a sê-lo, sendo ao mesmo tempo uma casa agrícola. A transformação de Casa em Palácio e residência de veraneio, com os seus espectáculos, festas e bailes, não tentou esconder a sua ancestral vocação agrícola. Contíguos à extensa mata de 20 hectares murados, que foi no século XVIII território de caça da casa senhorial, os magníficos jardins com os seus lagos, fontes, estátuas, são também hortas, pomares, espaços de floricultura e de criação de aves, vinhas, tudo organizado e arrumado entre sebes de buxo. A vinha e o vinho sempre existiram na propriedade (a adega com os antigos lagares ali estão para o confirmar) mas esta componente foi ainda mais reforçada na segunda metade do século XX. D. Manuel Maria de Sá Paes do Amaral (falecido em junho do corrente ano) era um grande apaixonado pela casa de Mangualde e pelo negócio agrícola, especialmente a componente vitícola. Foi ele que reactivou a produção de vinho com a plantação, nos anos 60, de uma pequena vinha, a “Vinha do Conde”, sem outro propósito que não fosse produzir um vinho ao seu gosto, para consumir na sua casa com os seus amigos. Este modelo manteve-se até 2010, quando o seu filho Miguel Paes do Amaral, iniciou a plantação de cerca de 10 hectares de vinhedos nos solos graníticos da propriedade, fazendo da vinha o elemento central dos jardins do Palácio. Com base nesta vinha, situada a 550 metros de altitude e plantada com as castas Touriga Nacional (50%), Alfrocheiro (40%) e Jaen (10%), foram lançados a partir de 2015 os primeiros vinhos engarrafados, os Casa Anadia rosé, tinto e reserva tinto e o tinto Palácio Anadia. Integrados nos jardins, com vista para a serra da Estrela, os vários talhões da vinha estão separados por sebes de buxo e rodeados pela floresta de pinheiros, cedros, carvalhos, num enquadramento paisagístico ao mesmo tempo invulgar e de grande impacto visual, mas que também impõe condições vitícolas particulares e desafiantes.
Desafios, no entanto, não têm faltado a esta casa. Em 2018, Miguel Paes do Amaral resolveu iniciar um novo ciclo, com objetivos bastante ambiciosos para a propriedade: abrir ao público o Palácio, os jardins e a mata da família e tornar o turismo cultural ali praticado uma referência no centro do país – missão, diga-se, já alcançada com sucesso; e relançar o projecto dos vinhos de quinta num conceito de “Château” do Dão, criando produtos de valor, reconhecidos no mercado nacional e internacional, objectivo que, independentemente do potencial do terroir ou dos talentos envolvidos, leva sempre mais algum tempo a realizar.

Coube a Cláudia Paiva liderar os dois projectos, turístico e vitivinícola, e para este último trouxe com ela uma nova estratégia e novos protagonistas, com destaque para o enólogo Luis Leocádio. Apesar de só terem passado dois anos, esta equipa já mudou muita coisa em diversas vertentes, desde as marcas e comunicação até ao perfil dos vinhos passando, necessariamente, pelo local onde tudo começa e onde os resultados mais tardam em aparecer: a vinha.
Aqui, a intervenção ocorreu a vários níveis. Num terreno relativamente fértil e com disponibilidade de água, é muito fácil produzir quantidade. Mas como o propósito é obter qualidade, a vinha tem vindo a ser trabalhada no sentido de baixar acentuadamente a produção para colher apenas matéria prima de excelência. Do mesmo modo, a menos que o terroir o impeça, nos dias de hoje, e sobretudo no Dão, não faz sentido uma vinha só de tintos. Já em 2015 se tinha iniciado o processo de reenxertia de alguns talhões em branco, com as castas Encruzado, Gouveio, Cerceal-Branco e Uva Cão. Este processo é para continuar, aumentando assim progressivamente a área de uvas brancas. Quanto ao perfil dos vinhos, Luis Leocádio tem apontado para um estilo moderno e sumarento nos Colheita, buscando um Dão mais austero e “clássico” nos Reserva. Nesse sentido, o peso da barrica também diminuiu nos vinhos mais recentes, utilizando-se madeiras finas, com menos tosta e de maior capacidade (500 litros). A vinificação continua a ser feita numa adega alugada nas proximidades, sendo o estágio efectuado na propriedade.

Nas marcas e comunicação, mudou praticamente tudo. Cláudia Paiva, tal como muitos apreciadores, tinha a percepção de que o nome Casa Anadia poderia remeter para vinhos da Bairrada. Assim, esta marca acabou nos vinhos (manteve-se nos azeites que a família produz em Alferrarede) e nasceu a referência Condes de Anadia, com a palavra Dão em lugar de destaque na rotulagem. Foi também uma forma de homenagear D. Manuel Paes do Amaral, 7º Conde de Anadia, com quem a actual equipa teve ainda oportunidade de privar e dele recolher o conhecimento e as histórias deste terroir. O portefólio centra-se assim, exclusivamente, na marca Condes de Anadia, em vários segmentos de qualidade e preço. A ideia de Claúdia é solidificar e reforçar esta marca e só depois começar a diversificar. Para o dia em que for lançado o vinho icónico da casa, está já reservada a marca Palácio dos Condes de Anadia.
Entre as novidades agora apresentadas existe um espumante, que surge como a concretização de uma ideia já iniciada há alguns anos. Feito de Touriga Nacional vinificada em branco, para o vinho base utilizou-se uma “assemblage” de três colheitas, 2014, 2015 e 2016. Na vindima de 2018, nasceu outro produto novo, um branco também de Touriga Nacional, uma espécie de “dois em um”, pois resulta num vinho diferenciador enquanto “branco de tintas” e, ao mesmo tempo, atenua a escassez de uvas brancas na vinha da propriedade. Com os Colheita e Reserva Conde de Anadia (com destaque para o notável Grande Reserva branco), o portefólio evidencia-se pela consistência qualitativa e, sobretudo, pela sua genuinidade, com o carácter Dão bem vincado.
Ao elevado nível dos vinhos associa-se, de forma indelével, à excelência do conjunto patrimonial. Como diz Cláudia Paiva: “Com apenas dez hectares de vinha temos de fazer diferente. Nós não vendemos vinho. O que disponibilizamos ao apreciador é um ‘pacote’ absolutamente único, constituído por vinho, palácio, jardins, mata. No fundo, vendemos cultura e história.”
(Artigo publicado na Edição de Dezembro 2020)
20 anos de Pedra Cancela… … e um branco Intemporal para comemorar

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TEXTO: Mariana Lopes
FOTOS: Luís Lopes
É em Carregal do Sal que se situa a Vinha da Fidalga, propriedade de vinte e cinco hectares dedicada aos vinhos Pedra Cancela. A marca — que nasceu em 2000 pelas mãos do enólogo e professor de viticultura João Paulo Gouveia (e do seu pai), a quem se juntou mais tarde, em 2009, a enóloga Sónia Martins — é hoje porta-bandeira da Lusovini, empresa sediada em Nelas da qual ambos são sócios e onde Sónia é a actual presidente. Foi na vinha que se assinalaram os vinte anos, com uma mini prova vertical de Pedra Cancela Reserva branco e o lançamento de um branco especial, de nível superior, o Pedra Cancela Intemporal 2012.
A Vinha da Fidalga tem 15,6 hectares de vinha, meio hectare de nogueiras e uma floresta mista lindíssima onde predominam acácias, carvalhos americanos e pinheiros, mas onde também se encontram cedros, aveleiras, oliveiras e outras espécies de árvores. Nos dias mais quentes, este arvoredo é um autêntico oásis, proporcionando sombra fresca.
O solo é franco-arenoso de origem granítica, baixo em pH e em reserva hídrica, pobre em matéria orgânica. Entre as linhas de videiras, a Lusovini plantou uma mistura de leguminosas (trevo, serradela, etc.), para que estas captem o azoto atmosférico e o fixem no solo. Quanto a castas, estão presentes as tintas tradicionais na região, como Touriga Nacional (em maior quantidade), Alfrocheiro e Tinta Roriz, e as brancas Encruzado, Cerceal-Branco, Uva Cão e Terrantez. Há ainda um campo de ensaio com outras nove variedades brancas e tintas antigas da região, praticamente desaparecidas, que poderão vir a originar vinhos diferentes.
“Há quarenta anos era impossível fazer uma prova de vinhos brancos como esta”, disse João Paulo Gouveia, ao introduzir a vertical de Pedra Cancela Reserva branco, com as edições de 2018, 2017, 2015 e 2014, e que culminou na estrela do dia, o Intemporal. “A primeira garrafa de Pedra Cancela, que surgiu há vinte anos, com o meu pai, foi o Reserva, de Encruzado e Malvasia-Fina.
Em 2009, quando nasceu a Lusovini, este passou a ser um projecto global e [sublinha] nosso”, continuou o produtor. “Hoje, há muitas coisas que fazemos diferente e esperamos, daqui a mais vinte anos, estar de novo a dizer que não fazemos nada como fazíamos”. O Reserva branco 2018 está actualmente no mercado, e o Encruzado desta edição fermentou e estagiou três meses em barrica francesa usada, enquanto a Malvasia apenas esteve em inox. O 2017 foi o que marcou o rebranding deste vinho, que passou a ostentar um rótulo mais delicado e premium, com cores quentes como o dourado e o creme. Aqui, o Encruzado esteve quatro meses nas barricas. Sobre o 2015, ano em que o Encruzado volta a ter três meses de estágio em barrica, João Paulo lembrou que “foi um dos anos com maiores amplitudes térmicas no Dão, apesar de ter sido um ano bem quente” e Sónia revelou ter sido para si “genericamente, o melhor ano de sempre nas regiões onde nós trabalhamos”.
Já 2014, em que o Encruzado estagia, de novo, três meses em barrica usada, foi “um ano com muita chuva, e mesmo na vindima houve dois dias de precipitação”. O pico da prova foi, sem dúvida, o Pedra Cancela Intemporal, um vinho de 2012 que tem tudo o que se quer num branco com idade: cor dourada bonita, aromas e sabores com evolução elegante e digna, exotismo e complexidade, bem vivo. Este branco é um lote de Encruzado, Malvasia-Fina e Cerceal-Branco e originou 1200 garrafas. “2012 foi o ano com maturação mais lenta e regular da segunda década de 2000, seco e com temperaturas amenas”, elucidou Sónia Martins. Aqui, 20% do Encruzado estagiou em barrica usada e o vinho esteve sete anos em garrafa antes de ir para o mercado. Sem dúvida, uma “Pedra preciosa do Dão”.
Antes de regressar a casa, ainda tivemos oportunidade de provar o espumante Pedra Cancela Casimiro Gomes branco 2014, um Bruto Natural lançado apenas em garrafa Magnum, uma edição especial comemorativa dos 30 anos de profissão do fundador da Lusovini. Terminar com umas bolhas sem açúcar, à boa maneira Bairradina, é o remate perfeito em qualquer região…
(Artigo publicado na edição de Outubro de 2020)[/vc_column_text][vc_column_text]
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Mesa de Lemos tem novo menu com vinho do Chef Diogo Rocha

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[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O “estrelado” restaurante Mesa de Lemos, situado em Passos de Silgueiros, no Dão, reabriu no dia 5 de Maio com novo menu de Verão e um pormenor muito especial: um vinho feito especialmente para o Chef Diogo Rocha e para a nova carta, pelo enólogo da Quinta de Lemos, Hugo Chaves.
O “Vinho do Chef”, uma edição limitada a 2 mil garrafas, é um lote de Touriga Nacional e Tinta Roriz da colheita de 2006. Nas palavras de Diogo Rocha, é “a personificação do vinho do Dão – um vinho muito gastronómico, com alguns anos, uma acidez extraordinária e muita fruta, que permite uma excelente harmonização com a nova carta do Mesa de Lemos.”
Quanto ao novo menu de Verão, mantêm-se os produtos regionais e nacionais de época, como já é assinatura do restaurante, numa proposta que combina com a estação vindoura, a apostar na frescura e nos elementos de maior acidez. A iniciação dá-se com um sorbet de tomate verde e com dois snacks. O primeiro, dominado pela cenoura, é composto por “gelado de cenoura roxa e bolo lêvedo”; “tartelette de cenoura”; “cenoura em pickle” e “cenoura assada com requeijão”. E o segundo, à base de mexilhão, traz “pastel de massa tenra de mexilhão”; “mousse de mexilhão e estufado ácido de couve lombarda”; “tártaro de mexilhão”; “mexilhão alimado” e “massada de mexilhão”.
O amuse-bouche chega na forma de “enguia fumada com ervilhas”, antes dos momentos principais. Para entrada, “línguas de bacalhau com caril e mostarda” e “lagostim e beterraba”. Seguem-se os pratos de peixe, com “tamboril com molho de espumante, pêra-abacate e curgete”, e “imperador com molho fragateiro e chouriço alentejano, pimentos em cebolada”.
No capítulo das carnes, surge “cabrito do Caramulo com salada de pepino doce, maçã verde e batata” e “bochecha de porco alentejano estufado em vinho Quinta de Lemos e boletus de Verão”.
Para finalizar a refeição, com notas doces, entra a pré-sobremesa que vem limpar o palato, um “gelado de figo com creme de iogurte e gengibre”. Depois, para rematar, “queijada de mirtilo, gelado de ameixa, entremeio de framboesa e curd de amora” e “pudim de hortelã com suspiro de morango e gelado de kiwi”.
Para reforçar o envolvimento de vários elementos da família Lemos, a nova mise en place apresenta a louça desenhada por Geraldine de Lemos.
Esta nova carta poderá ser experimentada em duas modalidades de menu: O Menu Lemos — 5 momentos e 2 conjuntos de snacks, amuse-bouche e pré-sobremesa, por €90 — e o Menu do Chef — 7 momentos, 2 conjuntos de snacks, amuse-bouche, pré-sobremesa e sobremesas, com o valor de €115. O Mesa de Lemos opera à quarta e quinta-feira ao jantar, à sexta e sábado ao almoço e ao jantar, e domingo ao almoço.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
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Feira do Vinho do Dão já está online no DOTT

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A Feira do Vinho do Dão — online e organizada pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Dão — já esta a decorrer na plataforma de comércio digital DOTT. Este […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A Feira do Vinho do Dão — online e organizada pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Dão — já esta a decorrer na plataforma de comércio digital DOTT.
Este mercado online conta com os vinhos de 19 produtores da região do Dão, disponíveis para compra até dia 3 de Maio.
Arlindo Cunha, presidente da CVR do Dão, refere: “O digital tornou-se fundamental durante o confinamento e uma vez que nem todos os nossos produtores possuem loja online, decidimos avançar com esta Feira de Vinhos do Dão de forma a aproximar ainda mais os consumidores dos nossos vinhos. De realçar que esta plataforma online DOTT contém, por iniciativa da CIM Viseu Dão Lafões, um espaço próprio não só para os Vinhos do Dão como para outros produtos endógenos da Região que continua disponível depois da campanha. Esta é uma forma de nos adaptarmos aos novos tempos para continuar a promover o trabalho dos produtores da região”.
Já Rogério Mota Abrantes, presidente da CIM Viseu Dão Lafões, acrescenta que “é expectável que esta iniciativa online tenha grande impacto nos pequenos e médios produtores da nossa região e que seja uma alavanca para outros produtos regionais, como é o caso do Queijo Serra da Estrela, dos nossos enchidos, entre muitos outros que também estão disponíveis na Feira do Vinho do Dão”. [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
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Chef Diogo Rocha lança serviço de entregas de luxo em Viseu

Conhecido por liderar o restaurante Mesa de Lemos — em Passos de Silgueiros, no Dão, com uma Estrela Michelin — o chef Diogo Rocha acaba de lançar um serviço de entrega ao domicílio, aos fins-de-semana e no concelho de Viseu, com o nome “Cocotte by Diogo Rocha”. A ideia é que um prato, para duas […]
Conhecido por liderar o restaurante Mesa de Lemos — em Passos de Silgueiros, no Dão, com uma Estrela Michelin — o chef Diogo Rocha acaba de lançar um serviço de entrega ao domicílio, aos fins-de-semana e no concelho de Viseu, com o nome “Cocotte by Diogo Rocha”.
A ideia é que um prato, para duas pessoas, chegue ao cliente servido numa cocotte (nome francês para uma caçarola de perfil baixo), preparado para finalizar em casa. A mudar todas as semanas, este prato pode ser, a título de exemplo, salmonete e carabineiro com espargos verdes, caviar, coentros e batata doce. Mas não é apenas a refeição que o cliente “ganha” com este serviço. A própria cocotte está incluída no valor de encomenda (€80), bem como o saco de tecido premium que envolve tudo, da Abyss & Habidecor, marca de têxteis de alta qualidade, produzidos a partir de um algodão exclusivo (algodão do Egipto de Giza). Além disto, a entrega é bem personalizada, feita pela equipa do Mesa de Lemos ou até pelo próprio Chef Diogo Rocha. Também é possível encomendar, o azeite e os vinhos da Quinta de Lemos, para a harmonização ficar completa. O pagamento, por sua vez, pode ser feito por MBWay ou transferência bancária, e as reservas devem ser submetidas até 48 horas de antecedência para o contacto 961158503. A entrega é efectuada até às 13h de sábado e domingo.
“Enquanto os restaurantes não reabrem em Portugal Continental, decidi apresentar uma proposta diferenciada, que pudesse acrescentar algo à oferta existente”, explica Diogo Rocha, que admite alargar o serviço a outros concelhos, assim esta primeira fase corra como esperado.