Finalmente, Barca-Velha 2011 chega ao mercado em Abril

Depois da decisão — em Outubro passado, por parte da enologia da Casa Ferreirinha — de rearrolhar o Barca-Velha 2011 e adiar o seu lançamento, a equipa liderada por Luís Sottomayor anuncia agora que este icónico tinto tem luz verde para ser comercializado a partir de Abril. O rearrolhamento — uma medida de precaução em linha […]

Depois da decisão — em Outubro passado, por parte da enologia da Casa Ferreirinha — de rearrolhar o Barca-Velha 2011 e adiar o seu lançamento, a equipa liderada por Luís Sottomayor anuncia agora que este icónico tinto tem luz verde para ser comercializado a partir de Abril.

O rearrolhamento — uma medida de precaução em linha com a cultura de excelência da empresa — foi posto em marcha depois da Casa Ferreirinha verificar que havia bastante dificuldade em extrair as rolhas originais das garrafas de 75cl de Barca-Velha 2011. Segundo a declaração de Luís Sottomayor, ainda em Outubro, o objectivo foi “preservar a longevidade do vinho e proteger a sua notoriedade e qualidade irrepreensível”.

Para o presidente da Sogrape, Fernando Cunha Guedes, “entre todos os Barca-Velha, e por todos os episódios que o seu lançamento encerra, 2011 é o maior símbolo de uma busca apaixonada pela perfeição”.  

Colinas do Douro reforça-se ecologicamente com aprovação de fundo ambiental

O produtor Colinas do Douro, que integra a iniciativa europeia Business & Biodiversity — reforça agora o seu compromisso ecológico com a aprovação de um fundo ambiental.  Desde 2010 que esta empresa — que se materializa numa propriedade com 470 hectares situada no Douro Superior — mantém uma acentuada filosofia de consciência ambiental, que lhe […]

O produtor Colinas do Douro, que integra a iniciativa europeia Business & Biodiversity — reforça agora o seu compromisso ecológico com a aprovação de um fundo ambiental. 

Desde 2010 que esta empresa — que se materializa numa propriedade com 470 hectares situada no Douro Superior — mantém uma acentuada filosofia de consciência ambiental, que lhe valeu a assinatura com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de um Memorando de Entendimento, no âmbito do qual foi definido um modelo de gestão que considera a biodiversidade parte integrante da actividade da Colinas do Douro. Na prática, esta filosofia traduz-se num conjunto de acções, como a gestão dos 106 hectares de vinha em modo de Produção Integrada (desde 2010) e 5 hectares em fase final de transição para Biológico; armazenamento de água durante o período das chuvas, numa charca reabilitada em 2018, com 55000m3 de capacidade, o que diminui o gasto de água em período de seca; melhoria e conservação das condições das espécies da fauna e flora e dos seus habitats naturais (como a zona “Santuário para as aves”); ou a colocação de 25 apiários. 

“Quem trabalha com um produto da Natureza, como é o caso da vinha e das uvas, percebe facilmente como tudo isto está interligado, e que o nosso papel enquanto actores em cenários destes é preservar”, afirma Jorge Rosa Santos , enólogo da Colinas do Douro. “Só assim podemos trabalhar para um Mundo melhor, do qual os nossos filhos possam desfrutar, como os nossos pais puderam”.

O memorando que elenca todas as medidas do Plano de Reforço Ecológico de Colinas do Douro pode ser consultado aqui.

Rui Roboredo Madeira assinala 20 anos de Castello d’Alba com novo topo de gama

O enólogo e produtor Rui Roboredo Madeira — autor das marcas durienses Castello d’Alba e Quinta da Pedra Escrita, e também dos vinhos Beyra, da Beira Interior — acaba da lançar o primeiro Castello d’Alba Grande Reserva Tinto, de 2017, o novo topo de gama desta marca do Douro Superior. Este lançamento vem celebrar os […]

O enólogo e produtor Rui Roboredo Madeira — autor das marcas durienses Castello d’Alba e Quinta da Pedra Escrita, e também dos vinhos Beyra, da Beira Interior — acaba da lançar o primeiro Castello d’Alba Grande Reserva Tinto, de 2017, o novo topo de gama desta marca do Douro Superior. Este lançamento vem celebrar os 20 anos de Castello d’Alba, que Rui Madeira encara com orgulho: “Já passaram 20 anos desde o lançamento da marca Castello d’Alba. O que melhor recordo foi termos sido pioneiros na aposta no Douro Superior. Hoje, a realidade mostra-nos que foi uma aposta ganha, seguida por muitos outros produtores, mas há 20 anos estava longe de ser assim”.

E reforça: “Este é um momento histórico para nós e é com muito orgulho que apresentamos o vinho Castello d’Alba Grande Reserva Tinto 2017, o novo topo de gama da marca. Trata-se de um vinho proveniente de uvas de vinhas não irrigadas (viticultura de sequeiro) e com o mínimo de intervenção em termos de enologia, usando apenas leveduras indígenas, em respeito pela origem e pela genuinidade conferida pelas castas do Douro, a que quis imprimir um estilo e personalidade própria”.

O Castello d’Alba Grande Reserva Tinto 2017 tem um p.v.p. recomendado de €25,90 e está disponível no El Corte Inglés, na Garrafeira Soares e no Supermercado Tradicional.

Colinas do Douro cria vinho exclusivo para Intermarché

O produtor Colinas do Douro, do Douro Superior, acaba de lançar um vinho para ser vendido exclusivamente na rede de hipermercados Intermarché, em todo o país, pelo preço de €6. O seu nome é Seixo Amarelo, e é um tinto com oito meses de estágio em barricas de carvalho francês, cujo lote contém Touriga Nacional, […]

O produtor Colinas do Douro, do Douro Superior, acaba de lançar um vinho para ser vendido exclusivamente na rede de hipermercados Intermarché, em todo o país, pelo preço de €6. O seu nome é Seixo Amarelo, e é um tinto com oito meses de estágio em barricas de carvalho francês, cujo lote contém Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz, Tinto Cão e Tinta Francisca.

Em comunicado, a Colinas do Douro explica o nome do vinho: “Recebeu o seu nome das rochas graníticas e dos seixos de quartzo de cor amarela que se encontram no solo da propriedade de Colinas do Douro, no Douro Superior. Na verdade, existia aqui uma casa que levava esse mesmo nome: a Casa do Seixo Amarelo, construída em 1840 nas margens da Ribeira de Aguiar, mantém ainda hoje em seu redor uma área de 5 hectares de vinhas velhas, um olival tradicional, uma zona de várzea e uma eira. Atualmente em ruínas, a casa estava integrada num quadro típico de policultura no século XIX em Portugal. Com a criação deste vinho Reserva, consolida-se também a intenção de valorizar esta prática, e de recuperar a própria Casa do Seixo Amarelo”.

Jorge Rosa Santos, director de produção e enologia da empresa, comenta: “Fruto de um trabalho conjunto entre o Departamento de Enologia de Colinas do Douro e a direcção de vinhos do Intermarché, desenvolvemos esta nova parceria, com quem esperamos ter uma relação duradoura”.

vinho da casa #27 – Quinta da Leda tinto 2016

Superior

Luís Lopes

A parte mais a montante do Douro português desde há muito demonstra ser berço de vinhos brancos e tintos de grande nível, vinhos que unem qualidade e carácter de forma singular e entusiasmante, como agora se viu mais uma vez em Vila Nova de Foz Côa, no Festival do Vinho do Douro Superior. Ainda assim, […]

A parte mais a montante do Douro português desde há muito demonstra ser berço de vinhos brancos e tintos de grande nível, vinhos que unem qualidade e carácter de forma singular e entusiasmante, como agora se viu mais uma vez em Vila Nova de Foz Côa, no Festival do Vinho do Douro Superior. Ainda assim, a regionalite (doença mais comum do que possamos pensar) teima em não reconhecer essa grandeza.

TEXTO Luís Lopes

As regiões vinícolas não são todas iguais, nem têm igual potencial para produzir, de forma recorrente e consistente, grandes vinhos. É por isso que, quando pensamos nos maiores vinhos de França, surgem na nossa mente os nomes de Bordeaux, Bourgogne ou Champagne e não os de Corbières, Cahors ou Saumur; do mesmo modo, em Espanha, pensamos em Rioja ou Ribera del Duero, não nas denominações de origem Ribera del Guadiana, Madrid ou Jumilla; e, já agora, em Itália, a notoriedade de Chianti, Barolo ou Brunello di Montalcino nada tem a ver com a de Sagrantino, Valtellina ou Montepulciano d’Abruzzo. Curiosamente, algumas destas regiões menos conhecidas do enófilo português, são extremamente bem-sucedidas enquanto exportadoras de vinho para todo o mundo. O que evidencia, mais uma vez, que o negócio do vinho é multifacetado, há muitos modelos para chegar ao sucesso e o vinho, enquanto produto, é, felizmente, democrático. Mas isso é outra estória, o tema, hoje, é a capacidade natural de uma região para produzir grandes vinhos.

É sabido que, na mesma zona e, frequentemente, até na mesma vinha, temos parcelas que originam vinhos excelentes e outras, vinhos vulgares. Mais óbvio se torna que, em regiões distintas essas diferenças de consistência qualitativa se avolumem. Isto é natural e não devia ser motivo de disputa regional. O que verdadeiramente me espanta é que, em regiões com várias décadas de provas dadas, com marcas de prestígio mundial e evidente notoriedade junto dos consumidores e opinion makers mais exigentes, a sua capacidade para atingir a grandeza seja constantemente questionada por profissionais do mesmo ofício.

Chamando as coisas pelos nomes. Que diversos enólogos e produtores do Douro manifestem publicamente o seu desprezo global e globalizante pelos vinhos do Alentejo (“são todos iguais”, “são vinhos fáceis”, “é a Austrália de Portugal”, etc.) é algo a que tenho, infelizmente, de me habituar, embora me custe aceitar que alguém avalie dessa forma uma região que, manifestamente, não conhece nem quer conhecer. Mas que profissionais durienses sedeados no Cima Corgo, experientes e de créditos firmados, continuem a afirmar que a sub-região do Douro Superior não está naturalmente vocacionada para produzir vinhos brancos e tintos de primeira grandeza, é algo que só posso atribuir a regionalite aguda (talvez a mesma que em tempos ostracizou o Baixo Corgo e agora já nele vê qualidades e vantagens). Como é que uma zona vitivinícola que viu nascer Barca Velha, Vale Meão, Touriga-Chã, Monte Xisto, Conceito, Vesúvio, Vargellas, Duorum, entre muitas outras marcas de referência, não tem consistência para produzir grandeza? Como é que uma sub-região tão diversa em termos de solos (do xisto ao granito), altitude (do nível do rio aos 750 metros), castas (já viram bem o que a Rabigato está ali a fazer?) pode ser uniformizada desta forma?

O Douro é demasiado complexo, vasto, diverso, para ser amarrado, enquadrado, classificado num estereotipo. Permitam-me um conselho: deixem de lado os preconceitos, mostrem-se superiores a isso, e partam de mente aberta a conhecer os muitos Douro que há por aí. Vão apreciar as surpresas que vos esperam.

Edição Nº26, Junho 2019

Vinhos Quinta Vale D’Aldeia distribuídos pela Vinalda

A partir já deste mês, a Vinalda começa a distribuir exclusivamente, no mercado nacional, dos vinhos da Quinta Vale D’Aldeia, produtor da Mêda, no Douro Superior. As marcas, Quinta Vale D’Aldeia, Vale D’Aldeia e Infiel, nascem numa propriedade com cerca de 120 hectares de vinha e 200 no total, e a sua produção anual está […]

A partir já deste mês, a Vinalda começa a distribuir exclusivamente, no mercado nacional, dos vinhos da Quinta Vale D’Aldeia, produtor da Mêda, no Douro Superior.

As marcas, Quinta Vale D’Aldeia, Vale D’Aldeia e Infiel, nascem numa propriedade com cerca de 120 hectares de vinha e 200 no total, e a sua produção anual está entre os 700 e os 800 mil litros. Este projecto familiar aposta em parcerias estáveis com clientes, na distribuição moderna e no canal HoReCa, destinando-se a consumidores e ocasiões de diversos tipos.

Para José Reverendo Conceição, Director-Geral e enólogo da Quinta Vale D’Aldeia “esta parceria com a Vinalda representa um importante reforço de todo o trabalho que desenvolvemos até aqui, para podermos continuar a crescer no mercado nacional, uma vez que partilhamos os mesmos valores e desígnios”.
O enólogo da QVA explica que “o objectivo é fazermos vinhos de qualidade com algum volume”, e considera que “os nossos factores diferenciadores passam pela qualidade e estabilidade da produção – devido à área de vinhas próprias –, bem como pelo perfil diferente dos vinhos: Douro Superior de vinhas de altitude”.

José Espírito Santo, Diretor-Geral da Vinalda, afirma que “ao estabelecermos esta parceria com a Quinta Vale D’Aldeia, a Vinalda pretende não só alargar o seu portfólio no Douro, mas apostar num projecto familiar com forte ligação à terra, que alia a inovação a uma consistente visão de mercado, produzindo vinhos com carácter e frescura”.

Universo Ermelinda Freitas expande-se para o Douro

Quinta de Canivães

(na foto, a Quinta de Canivães, na região de Vila Nova de Foz Côa, com o Douro em fundo) Já é das maiores empresas da Península de Setúbal e será mesmo o produtor que mais vinhos certifica na CVR da região. Tem crescido como poucos nos últimos anos, não só na aquisição de terras e […]

(na foto, a Quinta de Canivães, na região de Vila Nova de Foz Côa, com o Douro em fundo)

Já é das maiores empresas da Península de Setúbal e será mesmo o produtor que mais vinhos certifica na CVR da região. Tem crescido como poucos nos últimos anos, não só na aquisição de terras e vinhas, como na enorme expansão da adega. Mas nada disso tem travado a proprietária e gestora, Leonor Freitas (e respectiva família) na vontade de investir. Este ano concretizou um sonho que, como nos confessou, já albergava há muitos anos: ter uma quinta no Douro. A oportunidade surgiu e Leonor não hesitou em adquirir a Quinta de Canivães, na região de Vila Nova de Foz Côa. Ou seja, Douro Superior. A quinta tem 30 hectares no total mas apenas 20 hectares de vinha, em bom estado. Entre os vizinhos conta-se a família Nicolau de Almeida, dos vinhos Monte Xisto. Com uma adega ‘herdada’ ainda por acabar, as uvas deste ano irão para terceiros, disse-nos Leonor Freitas. Mas é intenção da gestora terminar a adega e, quem sabe, vinificar já as uvas de 2019. O enólogo da casa, Jaime Quendera, faz parte desta ‘aventura’, naquela que poderá ser a sua primeira incursão a norte.

Leonor Freitas
Leonor Freitas, da Casa Ermelinda Freitas

Leonor Freitas disse-nos que esta aquisição complementa o portefólio da casa, especialmente para a exportação. “Muita gente lá fora nos pergunta por Douro (e não só). Agora já podemos dizer que sim, que vamos ter”, gracejou a empresária. (AF)