10 Anos de Mirabilis: “O Mirabilis não se vende, deixa-se comprar”

Mirabilis 10 Anos

Tudo teve início em 2011, ano de colheita dos primeiros Mirabilis, branco e tinto. A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, que já tinha uma gama de vinhos do Douro bem estabelecida — com enologia conduzida por Jorge Alves — e uma viticultura totalmente “oleada” e organizada — sob a direcção de Ana Mota […]

Tudo teve início em 2011, ano de colheita dos primeiros Mirabilis, branco e tinto. A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, que já tinha uma gama de vinhos do Douro bem estabelecida — com enologia conduzida por Jorge Alves — e uma viticultura totalmente “oleada” e organizada — sob a direcção de Ana Mota — queria ir mais longe. Luísa Amorim, proprietária e administradora, tinha acabado de festejar os seus 40 anos de idade no lançamento da primeira edição e, na altura, explicou: “Num terroir de 85 hectares de vinha em produção integrada, em 41 parcelas de vinhas distintas, com castas indígenas próprias, sentimos que podemos trabalhar o detalhe, selecionando a selecção, da selecção, da selecção…”.

Foi com essa premissa que a equipa da Quinta Nova se lançou no desafio de escolher as uvas que entrariam no lote do branco e no tinto. Ana Mota, a directora de viticultura que completou, no dia 1 de Maio de 2021, 20 anos de casa, contou como se chegou ao Mirabilis branco, durante a apresentação das novas colheitas. “A Quinta Nova não tem uvas brancas, devido à sua mais baixa altitude. Tivemos muito trabalho em encontrar as vinhas perfeitas, mas acabámos por descobrir três parcelas em solos e altitude ideais, entre Sabrosa e Alijó, incluindo uma vinha muito velha com mistura de castas. Depois, seleccionámos as videiras dessas parcelas, uma a uma”. Hoje, este vinho tem também uvas que vêm de Tabuaço e, segundo Ana Mota, “a busca pelas vinhas do Mirabilis branco é constante, para assegurarmos um futuro ideal para o vinho”. Assim, o Mirabilis branco tem Viosinho, Gouveio e Rabigato, e vinha centenária que inclui castas como Fernão Pires, Arinto, Folgasão, Bical, Gouveio Estimado e Gouveio Real. No entanto, ao longo dos anos, a percentagem de Rabigato tem diminuído muito, sendo hoje residual. O 2019, lançado agora, acabou a fermentação e estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês e húngaro. Foi feita bâtonnage quinzenal, durante os primeiros 5 meses. É o primeiro a ter mais um ano de garrafa do que o habitual. “Foi por força do abrandamento de vendas durante a pandemia, mas acabou por ser bom para o vinho”, revelou Luisa Amorim. O 2011 originou 3200 garrafas e, do 2019, já foram feitas 17 mil.

Mirabilis 10 anos
Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo.

Já o Mirabilis tinto, sempre teve origem em vinhas próprias. É um lote de Tinta Amarela (grande percentagem) — a Quinta Nova tem três hectares desta casta — com vinha centenária. A vinha centenária da Quinta Nova, a uma cota de 150 metros de altura, tem 7 hectares divididos em duas parcelas, uma de 4.5 hectares e outra de 2.5, e está plantada em terraços preservados com muros de xisto de 2.5 metros de altura. Nela estão misturadas cerca de 80 castas tintas e brancas, a uma densidade de 6 mil plantas por hectare. Ao longo do tempo, vão sendo replantadas com base nas videiras antigas. “Com uma produção muito baixa, cuidamos destas parcelas de forma tradicional e mobilizamos o solo com charrua e cavalo. Aplicamos apenas adubação natural e vindimamos manualmente”, elucidou Ana Mota. Jorge Alves, director de enologia, lembrou que “quando, há 10 anos, decidimos fazer o Mirabilis tinto, sabíamos uma coisa com certeza, que não queríamos incluir Touriga Nacional”. Vinificado sem engaço, tem 12 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês. “Para apurar o lote final, é sempre feita uma selecção minuciosa de barricas”, adiantou o enólogo. No futuro, a Quinta Nova pretende aumentar o encepamento de Tinta Amarela, para vir a produzir mais garrafas. Do Mirabilis tinto 2019, foram feitas apenas 5 mil.

Mirabilis — nome que, segundo Luísa Amorim, significa “algo maravilhoso” — são os topo de gama da Quinta Nova, a par apenas do Aeternus, um vinho ícone que homenageia o pai de Luísa, Américo Amorim. “O conceito do Mirabilis nunca foi o de fazer um vinho ‘de terroir’, mas sim um vinho de grande nível, inspirado nos grandes vinhos do Mundo”, afirmou Luísa Amorim. “Hoje, é um vinho que não se vende, deixa-se comprar. Está sempre vendido antes de ser lançado”. E desenvolveu: “O Mirabilis nasceu no nosso Atelier do Vinho, uma parte da adega onde fazemos micro-vinificações e experiências, um autêntico boticário do vinho”. Este Atelier foi construído em 2010, com o objectivo de tratar os vinhos como obras de estudo, e situa-se por entre os lagares mais antigos da adega, datados de 1764, zona onde foram colocados diferentes balseiros de madeira e cubas de inox. Ali, sempre se ensaiaram diferentes macerações e maturações, e vinificações de parcelas e sub-parcelas. Na verdade, é o “parque de diversões” de Ana Mota que, perante a possibilidade da extinção do atelier, colocada por Luísa, sorri e declara: “Ainda vou dar a volta a isso…”.

Quando questionada sobre onde quer a Quinta Nova esteja daqui a mais 10 anos, Luísa Amorim não entra em rodeios. “Sou muito sonhadora, e o meu sonho é que, daqui a 10 ou 20 anos, haja no Douro algo como o ‘Super Toscano’. Acho sinceramente que a região merece, com todo o trabalho que está a fazer”.

(Artigo publicado na edição de Maio 2021)

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Kopke sobe a parada

Kopke vinho do Porto

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[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A mais antiga empresa de vinho do Porto em actividade é a Kopke, que foi fundada em 1638. Leram bem, 1638. Foi no século XVII, bem antes de a região ser demarcada, são quase 400 anos. Integrada no grupo Sogevinus, que vem há algum tempo ajustando o posicionamento das suas marcas, a Kopke afirma-se agora como uma pedra de toque na estratégia do grupo para chegar aos lugares cimeiros dos vinhos não fortificados do Douro.

Texto: Luís Antunes                     

Crédito nas fotos: Sogevinus

Vejamos em primeiro lugar o significado profundo da data 1638. A região do Douro só seria demarcada em 1756, mais de 100 anos depois. Os grandes vinhos de Bordeaux, que têm o seu epítome nos Premiers Crus do Médoc, só tiveram essa classificação em 1855, 200 anos mais tarde. Aliás, é conhecida a história do Barão Philippe de Rothschild, proprietário do Château Mouton-Rotschild, que após uma classificação original de Deuxième Cru, conseguiu em 1973 ser promovido a Premier. Quando perguntaram ao Barão sobre as razões deste sucesso único (até hoje), ele respondeu: “o que custa são os primeiros 100 anos.”

Ora, e os primeiros 400? Faltam apenas duas décadas para lá chegar, mas fazendo um fast-forward sobre os primeiros 350 anos, chegamos ao Douro moderno. O grupo Sogevinus define-se por volta da viragem do milénio em torno das suas marcas: Kopke, Barros, Cálem e Burmester. Marcas históricas no Vinho do Porto, marcas onde se dão os primeiros passos nos vinhos de mesa Douro DOC. Após um enredo de bancos, fusões, intervenções etc., a propriedade é hoje do banco espanhol Abanca, parte do grupo Banesco, do venezuelano de origem espanhola Juan Carlos Escotet. A direcção-geral está desde Abril de 2018 entregue a Sérgio Marly Caminal, espanhol com importante trajecto profissional na área das bebidas. Os investimentos dos últimos 20 anos mostram o fascínio que o Vinho do Porto exerce, o respeito que inspira, e a aposta no futuro que a liderança do grupo afirma. O grupo, que é líder de mercado em Portugal em volume e em valor, exporta mais de metade da sua produção anual de cerca de 8 milhões de garrafas (7 milhões são de Porto). A aposta incluiu investimentos significativos no sector do turismo, com as caves de Gaia a serem renovadas, e a compra ou modernização das suas quintas no vale do Douro. A área total de vinha própria é hoje de cerca de 250 hectares.

Todo este processo foi pacato e seguro, mas subitamente foram feitas jogadas decisivas que afirmam um reposicionamento mais ambicioso. Entre elas, a compra da Quinta da Boavista ao grupo Lima-Smith. Uma quinta histórica do Douro, que chegou a pertencer ao Barão de Forrester, e de onde saem hoje vinhos tintos de classe mundial. A consultoria do enólogo francês Jean-Claude Berrouet vai manter-se, em colaboração com a equipa de enologia DOC Douro da Sogevinus, liderada por Ricardo Macedo.

Esta equipa de enologia trabalha em estreita colaboração com a de viticultura, sob a responsabilidade de Márcio Nóbrega. Juntos, exploram a potencialidade das castas e dos locais onde elas mais brilham. A experimentação em pequenas vinificações deu origem a uma série de vinhos a que chamaram Winemaker’s Collection. Este ensaio de descoberta dos terroirs de origem dos vinhos vai assim sendo conhecido e divulgado, aproveitando as experiências mais bem sucedidas para incorporar o portefólio dos vinhos do grupo.

Kopke vinho do porto
A Quinta do Bairro, no Baixo Corgo, foi adquirida em 2011 e reenxertada em branco.

Winemaker’s Collection, confinamento e desconfinamento

Estávamos em pleno período de Covid-confinamento quando à equipa de comunicação e marketing, chefiadas respectivamente por Ana Pereira e Gabriela Coutinho, foi pedido um feito quase hercúleo: construir um evento digital de lançamento do Winemaker’s Collection Douro Tinto Cão rosé 2018. Quase 80 provadores receberam em suas casas o vinho, e entraram simultaneamente em linha para provarem e partilharem as suas impressões. Um pesadelo logístico, um sucesso de organização. Mas as saudades não se matam assim, por isso para o vinho seguinte, da Collection, o plano era de começar nas vinhas.

Máscaras e autocarros, mesas separadas, copos em profusão, críticos de vinhos transportados até São João de Lobrigos, para no anfiteatro voltado a Nascente da Quinta do Bairro se provarem já amostras de cuba dos vinhos de 2020. Esta quinta foi comprada em 2011, e 90% do encepamento era tinto. Os brancos da região eram já conhecidos, pela compra de uvas a agricultores nesta zona do Baixo Corgo, perto de Santa Marta de Penaguião, onde a altitude ajuda à frescura das noites. Aliás, o primeiro Winemaker’s Collection foi de Arinto e Rabigato comprado aqui. Assim, como a qualidade dos tintos não era a desejada e a promessa dos brancos iluminava a ilusão, mudou-se quase todo o encepamento para brancos. Foram usadas várias técnicas, como a re-enxertia de cepas velhas de Touriga Franca, que passados 3 anos forneciam um excelente Viosinho. Nos 300m de altitude plantaram Rabigato e Gouveio. Plantaram ainda Arinto, Esgana Cão (Sercial), Folgazão (Terrantez) e Códega do Larinho. Dos 25 hectares ficaram apenas em tinto 2ha de Sousão.

Kopke vinho do Porto
A adega da Quinta de S. Luiz tem vindo a ser modernizada.

Provados os novos vinhos, com a fermentação acabada de terminar e o aspecto leitoso de vinhos novos ainda por filtrar, o Rabigato mostrou citrino maduro, minerais como giz, flores secas. Gordo na boca, muito volumoso, com notas amargas discretas, muita acidez, final muito longo e com carácter. Já o Gouveio estava um pouco mais reservado, com notas vegetais e flores secas, citrinos como toranja, pêssego. Na boca, equilibrado, com corpo médio, ligeiros amargos, acidez viva, alguma rugosidade no final de bom comprimento. Estes são vinhos que vão alimentar as marcas do grupo, sem destino ainda escolhido. A ideia principal é ter mais uvas próprias, para não depender tanto de uvas compradas.

Em princípio, cada quinta está ligada a uma marca do grupo. A Boavista permanecerá um projecto separado com identidade própria, a Quinta do Arnozelo (Douro Superior) fornece a Burmester, a Quinta de S. Luiz fornece a Kopke. A Quinta do Bairro servirá de apoio.

Kopke vinho do Porto
A equipa de enologia DOC Douro da Sogevinus é liderada por Ricardo Macedo.

Mudanças em S. Luiz

Máscaras e autocarros, vamos para a Quinta de S. Luiz, perto de Adorigo. Esta quinta pertencia à Kopke quando esta companhia foi comprada pela Barros. São 125 hectares, que resultaram de agrupar cinco quintas. 93 hectares são de vinha. É evidente a remodelação recente que se focou no acolhimento de visitantes. Mas na adega também há várias novidades. A recepção de uvas foi melhorada, e inclui agora uma câmara de frio onde as uvas são arrefecidas antes de serem processadas, um método que incrementa a intensidade aromática dos mostos. Um desengaçador suave não esmaga o engaço, para eliminar sabores vegetais desagradáveis. Depois, uma selectora óptica elimina as uvas indesejáveis bago a bago: rejeita folhas, engaço, uvas de cor desadequada, passas, etc. Para isso usa uma fotografia como exemplo das uvas a eliminar. A equipa de enologia faz vinificações cada vez mais pequenas, para perceber melhor o potencial de cada casta em cada talhão de vinha. Entre as várias soluções de vinificação, desenvolveram uma cuba de aço inoxidável em forma de diamante, como um duplo cone. Este formato tem várias vantagens, por exemplo ao fazer a delestage há uma prensagem natural, o que aumenta a extracção de uma forma cremosa e suave. O formato favorece que a maior parte das massas esteja mergulhada no líquido. Permite ainda remontagens muito curtas, pela primeira vez conseguiram fazer apenas 30 segundos. Outra solução é a fermentação em cascos de madeira, que têm um sistema rotativo, permitindo “removimentos” sem bombas, sem mosquitos, uma pequena quantidade que se pode manusear com rapidez.

Passeamos pela adega, sempre com todas as precauções anti-contágio, e provamos os vinhos de 2020. O branco de Folgazão mostra pêssego e flores, num tom mineral muito equilibrado. Rico e complexo na boca, com corpo e carácter, muito ligeiros amargos abaunilhados, final longo e excitante. O tinto de vinhas velhas da Quinta de S. Luiz está a começar a fermentação maloláctica e mostra-se denso e complexo, já muito feito. Cremoso, tem muito equilíbrio e comprimento. A Tinta Roriz da Quinta do Arnozelo revela tanino firme, corpo médio, acidez boa. Outra vinha velha de S. Luiz, a Vinha da Rumilá exibe fruta negra densa, grafite, está ainda muito cru. Cremoso na boca, suave e denso, boa acidez, muita profundidade, promete bastante.

Kopke vinho do Porto
Sergio Marly é o CEO da Sogevinus desde 2018.

Agora à mesa

Foi já na longa mesa de almoço que chegámos então à razão principal desta viagem. O novo Kopke Winemaker’s Collection é um branco de 2016. Ora, lançar um branco de 2016 em 2020 é já algo especial, e tinha de ser grande a confiança da equipa de enologia no vinho a apresentar. Tinha de ser, era, e com boas razões para isso. São apenas 2202 garrafas deste vinho de 70% de Folgazão e 30% de Rabigato, uvas compradas a viticultores junto à Quinta do Bairro. O vinho fermentou em cuba de aço inoxidável, e estagiou depois durante 4 anos em barricas usadas de carvalho francês. É espantosa a juventude deste vinho, a sua riqueza aromática e ao mesmo tempo a sua contenção e equilíbrio. Ao ser lançado com esta idade, o vinho mostra que tem um carácter que aguenta a passagem do tempo. Aliás, já aguentou, ganhando em complexidade e crescendo no prazer que proporciona a quem o beber. Mostra ainda que será uma pena não guardar algumas garrafas para acompanhar a sua evolução daqui a mais alguns anos. Os brancos velhos de grande nobreza são raros, mas oferecem aos provadores um requinte que os vinhos novos dificilmente atingem.

Kopke vinho do Porto
Márcio Nóbrega gere os 250 hectares de vinha da empresa.

Com a refeição cozinhada pelo duriense Rui Paula (em grande forma e a mostrar talento e confiança), provou-se ainda um Kopke Vinhas Velhas tinto de 2016, um vinho de vinhas da Quinta de S. Luiz anteriores a 1932, com belíssima concentração e profundidade, um enorme prazer à mesa. São apenas 2362 garrafas, que vale a pena procurar.

Finalmente, com a requintada sobremesa baseada em chocolate, vieram dois Vinhos do Porto extraordinários. Um Kopke Branco 40 anos, uma categoria relativamente nova que pouco a pouco tem trazido o Porto branco para a ribalta, e um Colheita de 1981, portanto um vinho com quase 40 anos, que desta vez obliterou o 40 anos branco. Extraordinário em todos os sentidos, um vinho de enorme prazer e sedução, um monumento ao Vinho do Porto e à sua história, um vinho de volúpia, cheio de requinte e bom-gosto. O preço macio faz deste um Porto obrigatório para os devotados aos tawny de luxo.

Reflectindo e sumariando. A Kopke honra os seus antigos pergaminhos e é neste momento uma decidida aposta do grupo Sogevinus, que catapultou esta marca e os seus vinhos para a linha da frente, subindo a parada em todos os capítulos onde opera. Douro de todas as cores, Porto de qualidade excelsa, esta é uma marca que sendo velha traz de novo uma ambição que depois corresponde no copo e à mesa. Tenho de dizer parabéns, Kopke é hoje um nome a ter em conta, um trunfo bem jogado.

(Artigo publicado na edição de Novembro 2020)

 

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Costa Boal com monocastas e um branco muito especial

Costa Boal Douro

O produtor Costa Boal mantem forte aposta no Douro, apesar da sua operação em Trás-os-Montes continuar a dar frutos. Tanto assim é que lançou agora três novidades durienses, um enorme branco de 2015 e dois monocasta irresistíveis! Texto: Nuno de Oliveira Garcia Crédito nas fotos: Costa Boal Family Estates Porventura o consumidor associa o produtor […]

O produtor Costa Boal mantem forte aposta no Douro, apesar da sua operação em Trás-os-Montes continuar a dar frutos. Tanto assim é que lançou agora três novidades durienses, um enorme branco de 2015 e dois monocasta irresistíveis!

Texto: Nuno de Oliveira Garcia

Crédito nas fotos: Costa Boal Family Estates

Porventura o consumidor associa o produtor Costa Boal a Trás-os-Montes, em virtude do sucesso dos seus vinhos Palácio dos Távoras que, em poucos anos, se tornaram uma referência na região, plena de potencial por explorar. Com efeito, fundada em 2009, a Costa Boal lançou os primeiros vinhos da colheita de 2011, na região de Trás-os-Montes (Flor do Tua e Palácio dos Távoras).

Sucede que António Boal nasceu no Douro, e nunca deixou de querer apostar na sua região-berço. Começou pela recuperação da adega centenária da família (1857), localizada na aldeia de Cabêda, e depois com a aquisição de vinhas em Alijó, Murça, e Foz Côa. Na gama duriense já existia o Flor do Côa (três brancos e quatro tintos), surgindo agora um segmento super-premium Costa Boal com reservas tinto e branco (este designado por Homenagem, lançado com vários anos em garrafa), e monocastas Sousão e Tinto Cão. A gama fica completa com um Porto Tawny Muito Velho, de excelsa qualidade, apresentado no ano passado, e um Porto Vintage 2014.

São poucos os produtores com vinhas de Alijó até Mirandela e Miranda do Douro, quase todas com várias dezenas de anos. Pode-se mesmo dizer que a empresa Costa Boal é tributária da riqueza de dois terroirs a norte – Douro e Trás-os-Montes – com várias gamas de vinhos de duas regiões vitivinícolas. Se os vinhos da empresa sempre foram conhecidos pela sua estrutura e intensidade, com a chegada do enólogo Paulo Nunes ganharam uma acidez mais viva e, potencialmente, capacidade de envelhecimento. Essa nota evolutiva é particularmente evidente nos três vinhos Costa Boal que agora chegam ao mercado e que estão em linha com o melhor que o Douro faz. Por um lado, o Costa Boal Homenagem, da colheita de 2015, que ao buscar essa longevidade foi engarrafado quase 4 anos após a vindima, ainda que sendo refrescado com uma percentagem pequena de 2017. Este novo reserva branco junta-se ao tinto Homenagem 2011, um vinho igualmente com capacidade de guarda lançado em outubro de 2019, ambos tributo ao pai Augusto Boal, viticultor toda a vida no Douro.

O resultado é excelente, com a madeira em evidência neste momento, mas com uma prova de boca que está longe de se resumir a essa característica, num vinho muito rico e afinado, a dar imenso prazer e a prometer um futuro radioso nos próximos, pelos menos, cinco anos. Paulo Nunes, já distinguido como ‘Enólogo do ano’ pela nossa revista, confessa que “estamos muito no início no que toca aos vinhos DOC Douro, especialmente nos brancos”. Acrescenta, e com razão, que não se recorda de um branco do Douro entrar nas listas dos melhores do mundo das revistas internacionais da especialidade, mas não perde a confiança nesse feito, mais a mais agora que vai conhecendo melhor a região que também o viu nascer.

Outra particularidade muito positiva nos novos Douro Costa Boal, certamente resultado da sinergia entre produtor e enólogo, é a leveza dos tintos agora apresentados, que beneficiam ainda de um grau alcoólico moderado, ligeiramente abaixo dos 13%. Isso não impediu que ambos os monocastas ficassem certificados como grau 3 – com a classificação Grande Reserva –, sinal que também as entidades certificadoras privilegiam cada vez mais a moderação e não apenas a concentração e maturação. Os monovarietais são produzidos com as castas Sousão e Tinto Cão que, apesar de estarem em excelente momento de prova – sobretudo o Tinto Cão – irão melhorar com mais um par de anos em garrafa, aspeccto que merece a concordância da crítica e de produtor. Paulo Nunes destaca a acidez do Tinto Cão e a maturação fenólica excepcional (mesmo com 13%!) no ano de 2017, bem como a estrutura e o volume de boca do Sousão, casta mais presente no Douro ano após ano.

Costa Boal Douro
©Paulo Pereira

Na apresentação realizada no restaurante clássico alfacinha Solar dos Presuntos, foi ainda provado o Palácio dos Távoras Gold Edition 2017, um blend feito de uvas selecionadas de uma parcela específica da vinha velha que a Costa Boal possui em Trás-os-Montes. Da habitual diversidade de castas destas vinhas antigas da região, surge um vinho muito maduro e potente, no qual predominam as castas Alicante Bouschet, Baga e Touriga Nacional de uvas colhidas de uma parcela específica da vinha velha, da Quinta dos Távoras, localizada em Mirandela.

(Artigo publicado na edição de Novembro 2020)

Quinta da Vineadouro cria Programa de Vindimas

Quinta Vineadouro programa vindimas

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As inscrições no Programa de Vindimas da Quinta da Vineadouro (€40 por pessoa), devem ser submetidas até dia 11 de Setembro, através do e-mail geral@vineadouro.com ou do número 912 007 287. As vagas são limitadas, e o produtor lembra que será respeitada a ordem de chegada das inscrições. 

O programa, em detalhe:

11:00 – Chegada à Quinta da Vineadouro
11:15 – Brinde de boas-vindas
11:30 – Breve Apresentação da Quinta
12:00 – Visita às vinhas
13:30 – Almoço com prova de vinhos

Além desta actividade pontual, a Quinta da Vineadouro tem ainda disponíveis diversas experiências — apenas ao fim-de-semana — como provas de vinhos e almoços vínicos na quinta; visita guiada ao Castelo de Numão, seguida de piquenique com prova de vinhos; ou passeio no Douro em barco Rabelo, com os vinhos e petiscos da região. É também possível solicitar ao produtor a realização de experiências totalmente personalizadas.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

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O Douro de Márcio Lopes

Douro Márcio Lopes

O projecto no Douro do enólogo Márcio Lopes tem vindo a ganhar consistência e dimensão desde que foi fundado em 2010. O lançamento do primeiro Vinha Velha do Pombal é um marco neste percurso feito à base de vinhos de carácter, que não deixam ninguém indiferente. TEXTO: Luís Lopes A personalidade de Márcio Lopes tem […]

O projecto no Douro do enólogo Márcio Lopes tem vindo a ganhar consistência e dimensão desde que foi fundado em 2010. O lançamento do primeiro Vinha Velha do Pombal é um marco neste percurso feito à base de vinhos de carácter, que não deixam ninguém indiferente.

TEXTO: Luís Lopes

A personalidade de Márcio Lopes tem sido definidora da sua carreira enquanto enólogo e produtor. Dotado de convicções fortes, sabe o que quer para os seus vinhos, sendo possível encontrar muitos denominadores comuns entre a linha Pequenos Rebentos, na região dos Vinhos Verdes, ou os Proibido na região do Douro. Nuns e noutros, Márcio Lopes foca-se nas castas tradicionais, sempre que possível nas vinhas de maior idade e procura preservar ao máximo a expressão do território.

O projecto Proibido, que inclui as marcas Permitido e Anel, tem origem em parcelas de pequenos agricultores espalhadas um pouco por todo o Douro Superior (e uma ou outra no Cima Corgo), com idades entre os 40 e os 120 anos, plantadas desde os 150m até aos 800m de altitude. “O nosso trabalho”, diz Márcio Lopes, “é procurar castas em desuso, devolver vida aos solos, sem uso de herbicidas, e tentar fazer vinhos distintos com um cunho pessoal.” O resultado são cerca de 80.000 garrafas exportadas para 15 países.

O grande salto foi dado em 2015, com a aquisição da Quinta do Pombal, com 5 hectares de vinha em Vila Nova de Foz Coa. Ali encontramos uma pequena parcela de vinha muito antiga, com bastantes castas misturadas, parcela essa que deu origem ao Proibido Vinha Velha do Pombal, tinto que agora se estreia no mercado. Essa mesma vinha tem igualmente “emprestado” varas para desenvolver na quinta um campo experimental de castas antigas. Os vinhos são feitos em adega alugada, localizada perto da Régua, e estagiados num armazém em Sabrosa.

Neste ano conturbado de 2020, foram lançados nada menos que sete novos vinhos/colheitas. Os dois brancos já me haviam impressionado nas colheitas anteriores. O Rabigato 2019 é mais um comprovativo do fortíssimo potencial desta casta, sobretudo nas zonas mais altas do Douro Superior, onde é capaz de trazer muita frescura aos lotes ou de brilhar a solo. O Branco de Centenária vem de uma vinha de 0,2 ha, já a caminho de Vila Real, plantada a quase 800 metros de altitude e com várias castas misturadas, sobressaindo a Côdega (Síria) com 25% do lote. Muita personalidade e sentido de terroir num branco duriense que fermentou em barrica usada e de que se fizeram 1300 garrafas. O Clarete mostrou-se uma bela surpresa, elaborado a partir de mistura de castas, com maloláctica em barrica usada, um verdadeiro clarete na cor e no potencial gastronómico.

Douro Márcio Lopes
Na adega existe uma forte componente artesanal.

O Marufo (ou Mourisco Preto, como também é conhecido no Douro) entra nos lotes do Proibido desde 2012, mas na vinha em São João da Pesqueira a casta foi agora vindimada em separado. Fermentou e fez maceração prolongada (quase 2 meses!) em lagar, e depois estagiou em barricas usadas de 400 litros. Originou apenas 1000 garrafas. Já o Proibido À Capela tinto vem de duas vinhas em Vila Nova de Foz Côa, vinhas antigas com 10% de castas brancas misturadas. Foi tudo desengaçado à mão, bago a bago e pisado em dornas, com estágio posterior em barricas usadas de 225 litros. Não deu mais de 800 garrafas…

O Proibido Grande Reserva é já um clássico da casa, misturando o fruto de várias vinhas velhas (Foz Côa, Mêda, Covelinhas…) no melhor ponto de maturação. A versão 2017 mostra toda a concentração do ano, mas a estreia de outras parcelas, entre elas uma com um Sousão muito especial, deu outra dimensão ao vinho. Tal como os anteriores, pisa a pé e barrica usada são obrigatórios. 2500 garrafas produzidas. Finalmente, a estrela, o Proibido Vinha Velha do Pombal. Vem de uma parcela plantada a 500 metros de altitude, 0,6 hectares de xisto com muito quartzo onde assentam as cepas plantadas em 1957, com muitas e variadas castas. São 800 e poucas garrafas de um vinho exemplar no conceito e que resume muito bem o que é a “filosofia Douro” de Márcio Lopes.

(Artigo publicado na edição de Novembro 2020)

Vinhos Manoella têm nova imagem

Manoella nova imagem

A Wine & Soul — projecto duriense da dupla Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, criado em 2001 — acaba de apresentar a nova imagem da gama de vinhos Manoella. Com cores neutras, linhas elegantes, e a focar na identidade da marca e na origem familiar, a renovação estética esteve a cargo do […]

A Wine & Soul — projecto duriense da dupla Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, criado em 2001 — acaba de apresentar a nova imagem da gama de vinhos Manoella.

Com cores neutras, linhas elegantes, e a focar na identidade da marca e na origem familiar, a renovação estética esteve a cargo do atelier Rita Rivotti, especialista em design de vinhos e produtos gourmet.

“A ideia da nova imagem foi dar mais destaque à marca, evidenciando o nome Manoella, de forma a fortalecer todas as qualidades e toda a história destes vinhos. Isto permite também um ajuste a nível de imagem ao seu segmento de preço, mas sem perder a identidade e os valores da gama, ou seja, o consumidor continua a reconhecer a marca na prateleira”, refere Rita Rivotti.

Cave de barricas da Wine & Soul.

 

Quinta do Portal é palco da International Olive Oil Competition

portal olive oil competition

Está a decorrer desde ontem, 23 de Agosto, na Quinta do Portal, a Brazil International Olive Oil Competition, um dos maiores concursos mundiais de azeite. Entre 23 e 24 de Agosto estão em competição, nas instalações do produtor em Sabrosa, no Douro, cerca de 100 azeites de países como Portugal, Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Estados […]

Está a decorrer desde ontem, 23 de Agosto, na Quinta do Portal, a Brazil International Olive Oil Competition, um dos maiores concursos mundiais de azeite. Entre 23 e 24 de Agosto estão em competição, nas instalações do produtor em Sabrosa, no Douro, cerca de 100 azeites de países como Portugal, Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos da América, Itália, Tunísia, Turquia e Uruguai.

Este evento decorre, devido ao contexto pandémico no Brasil, simultaneamente no restaurante Kinoshita, em São Paulo. A avaliar as amostras a concurso estão 18 dos maiores especialistas internacionais em azeite virgem extra: Ana Beloto, Edna Bertoncini, Isabel Kasper, Juliano Garavaglia, Paulo Freitas, Pérola Polillo e Ricardo Furtado. Na Quinta do Portal, as provas cabem a José Ventura, José Baptista, Henrique Herculano, Ikran Ben Cheick, Lisete Osório e Paulo Morgado.

Em comunicado, o produtor duriense relembra que “Portugal é um dos grandes produtores mundiais de azeite. Em 2020, pela primeira vez, as exportações nacionais ultrapassaram as 200 mil toneladas, segundo a Casa do Azeite. Quanto ao consumo interno, o crescimento foi de 10,5%.”. A Quinta do Portal — que desde 2017 tem apostado seriamente na produção e comercialização de azeites, tendo plantado dois olivais nos últimos 10 anos — já foi distinguido duas vezes na Brazil International Olive Oil Competition. O seu Azeite Virgem Extra Premium foi o vencedor da edição de 2019, realizada em São Paulo, e recebeu em 2020 também o prémio Best Design, pela sua rotulagem e packaging.

Chryseia: O ouro que luz no Douro

Chryseia luz do Douro

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto Chryseia nasceu em 1999, a partir de uma parceria entre duas famílias com largo curriculum no mundo do vinho. Prats e Symington juntaram-se para dar corpo a um tinto que rapidamente se tornou uma referência […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto Chryseia nasceu em 1999, a partir de uma parceria entre duas famílias com largo curriculum no mundo do vinho. Prats e Symington juntaram-se para dar corpo a um tinto que rapidamente se tornou uma referência internacional e um sinónimo de “Douro com classe”. A colheita de 2018 trouxe-nos aquele que será, muito provavelmente, o Chryseia mais elegante, preciso e afinado de sempre.

Texto:Luís Lopes

Estamos em 1998. Numa reunião do conselho de administração da família Symington, fica decidido não se avançar de imediato com um projecto de Douro DOC. Já havia uma marca, é certo, Vale do Bomfim, mas de circulação muito restrita e com resultados que não eram satisfatórios, nem poderiam ser: os vinhos eram, basicamente, feitos com “as sobras da vindima em equipamentos concebidos para vinho do Porto”.

Por outro lado, vivia-se uma época em que as uvas de qualidade não chegavam muitas vezes para cumprir o “benefício”, ou seja, se não eram suficientes para fazer o Porto desejado, muito menos poderiam ser “desperdiçadas” em vinhos Douro de retorno comercial incerto.

Mas poucos meses depois, uma conversa entre os amigos James Symington e Bruno Prats (que tinha acabado de vender a sua participação no château bordalês Cos d’Estournel) abre um outro caminho. E em finais desse ano, Rupert, filho de James, propõe em conselho de administração familiar dar uma nova oportunidade ao Douro DOC através de uma parceria com Bruno Prats. A ideia seria avançar com seriedade e muita ambição, “sacrificando” uvas de “qualidade Vintage” para fazer um Douro de primeira linha que trouxesse mais valias significativas. Começava assim a esboçar-se o desenho do Chryseia.

O entusiasmo de Bruno Prats pelo projecto foi bem patente logo no início e, mais de 20 anos passados, encontra-se até reforçado. “Visitei o Douro pela primeira vez integrado num grupo de produtores bordaleses, anos antes de conhecer a família Symington. Fiquei imediatamente convencido da qualidade do terroir, mas temi os elevados custos de produção. A minha amizade com os Symington permitiu-me compreender melhor a complexidade do Douro”, diz-me Bruno Prats, para explicar como chegou até aqui. “Nunca considerei ser produtor de Porto, porque nunca seria melhor do que os existentes, mas fiquei surpreendido ao ver a pouca atenção que, na época, era dada aos vinhos não fortificados, ficando a pensar que poderia trazer alguma coisa ao Douro nessa área. Por isso, quando recebi a proposta do James Symington, não hesitei nem um minuto.”

Chryseia luz do Douro
Os primos Charles e Rupert Symington têm sido dos mais entusiásticos impulsionadores do projecto.

A Prats & Symington seria criada já em 1999 num processo muito informal. Bruno Prats e Rupert Symington encontraram-se no Porto e cada um colocou 100 euros para a escritura da sociedade. Ou melhor, como gosta de dizer Rupert, com o típico humor britânico, “o Bruno esqueceu-se de trazer a carteira e eu tive de colocar os 100 euros por ele. E durante vários anos andei a tentar cobrar a dívida…”. Pouco depois registava-se a marca Chryseia, que significa “d’ouro” ou “dourado”, nome encontrado por outro membro da família, David Symington, que era estudante de grego clássico.

“No início, o peso do nome de Bruno Prats ajudou muito, bem como as suas relações com os negociants franceses.”

Na vindima de 1999 fizeram-se logo ensaios de Chryseia, recorrendo a uvas das propriedades Symington. As vinificações tiveram lugar na Quinta do Sol, a principal adega da família, onde se construiu uma outra adega para vinhos Douro e se contratou um enólogo dedicado a esse sector, Pedro Correia, para apoiar o director de enologia do grupo, Charles Symington. Os resultados desses ensaios entusiasmaram de sobremaneira Bruno, Charles e Pedro, dando-lhes indicações preciosas para a colheita seguinte, a colheita de 2000 que assinalaria a estreia do Chryseia.

A primeira edição do Chryseia chegou ao mercado em 2002 e foi logo um enorme sucesso internacional. E não apenas pelo perfil do vinho, mais elegante, fresco e polido do que era habitual encontrar-se no Douro. O peso do nome de Bruno Prats ajudou muito, bem como as suas relações com os negociants franceses. Num modelo de comercialização inédito entre nós, o vinho foi colocado em todo o mundo através de Bordéus.

A colheita era vendida praticamente em primor aos negociants e seguia, sobretudo, para os EUA, Ásia, Inglaterra, Suíça e Alemanha. As avaliações da crítica norte-americana também foram decisivas nesses primeiros anos. A colheita de 2001 colocou o Chryseia como o primeiro vinho não fortificado português a figurar no Top100 da Wine Spectator, e logo na 19ª posição. Em 2002, um ano difícil no Douro, não houve vinho de topo, mas surgiu o Post Scriptum de Chryseia como segundo vinho, seguindo também aqui a prática bordalesa. Hoje, o Post Scriptum vale 100.000 garrafas.

Com o tempo, porém, a Prats & Symington foi encontrando algumas fragilidades num modelo de distribuição que lhes retirava controlo sobre o produto e o preço. Por outro lado, o mercado português, pouco relevante para os negociants bordaleses, ficava com uma muito pequena quota do Chryseia, 2000 garrafas entre as 35.000 (em média) produzidas anualmente, quando tinha potencial para muito mais.

Chryseia luz no Douro
A nova cave climatizada possibilita um estágio em barrica em perfeitas condições.

Quando em 2009 foi constituída a distribuidora Portfolio, através de uma parceria entre as famílias Symington e Cândido da Silva, o Chryseia passou a ser distribuído directamente. O impacto no negócio foi tremendo. Portugal a passou de uma posição quase residual para se tornar no principal mercado da marca. Actualmente, 20.000 garrafas ficam no mercado nacional, sendo as restantes exportadas para 25 a 30 países do mundo.

As uvas que fazem o vinho

Os primeiros ensaios de vinificação, em 1999, cimentaram o perfil do futuro Chryseia: um vinho feito com base nas castas Touriga Nacional e Touriga Franca, em partes praticamente iguais, recorrendo a macerações prolongadas, com extração suave e progressiva de taninos, e acabamento em barricas de luxo, procurando finura e sofisticação. “Partimos para esses ensaios, de mente completamente aberta, dispostos a avaliar castas e origens de uva, sem preconceitos. Mas no final, provados os vinhos, estávamos convencidos: Touriga Nacional e Touriga Franca. E o tempo mostrou que não nos enganámos”, diz Charles Symington.

As uvas vinham de diferentes zonas do Douro, de vinhas com distintas altitudes e exposições solares: parte da Quinta do Vesúvio, no Douro Superior, outra parte da Quinta do Bomfim, no Pinhão e uma parte mais pequena (cerca de 10% do lote), de parcelas selecionadas da Quinta da Vila Velha, em Ervedosa, na margem sul do Douro, uma propriedade pertencente a James e Rupert Symington, cujas uvas integram regularmente o lote do Vintage Graham’s.

Chryseia luz no Douro
As Tourigas, Nacional e Franca, são as castas eleitas do Chryseia.

No entanto, ambas as famílias tinham a perfeita noção de que não possuir vinha própria era uma desvantagem para o projecto. Bruno Prats reafirmava: não se pode criar um grande vinho, uma grande marca, sem ter vinha. Um conceito comum à generalidade dos produtores bordaleses, para os quais o sentido do negócio, mais do que vender vinho, assenta na constituição de um património vitícola associado a uma marca forte, um património que possa multiplicar valor com o tempo. “Quando começámos a pensar o projecto, em 1999”, diz-me a propósito Rupert Symington, “ficou desde logo assente que iriamos ser proprietários de vinha. Na época, a família Symington não tinha nada que quisesse vender, antes pelo contrário. Por isso, sabíamos que tínhamos de ir em busca de uma ou mais vinhas de qualidade.”

A primeira oportunidade surgiu em 2004, e a Prats & Symington avançou para a aquisição da Quinta da Perdiz, no vale do rio Torto: cerca de 23 hectares de vinhas, orientadas sobretudo a sul e oeste. A partir desta data, as uvas da Quinta do Vesúvio (e, por conseguinte, a componente Douro Superior) deixariam de integrar o lote Chryseia, mantendo-se Bomfim e Vila Velha. Mas a Perdiz não cumpria todos os requisitos. As duas famílias perseguiam o objectivo de ligar o Chryseia a uma propriedade de referência que, além de constituir a principal fonte de matéria prima, passasse também a ser a casa mãe de todo o projecto. Esse desígnio só seria alcançado em 2009, com a Quinta de Roriz.

A esplendorosa Roriz

Situada na margem sul do Douro, entre a foz dos rios Pinhão e Tua, perto de Ervedosa, Roriz é uma das mais históricas, bonitas e reputadas propriedades do vale. Quem sobe ou desce o rio numa embarcação, mesmo que pouco conheça de vinha e de vinho, não pode deixar de ficar extasiado a olhar para a Quinta de Roriz, de tal modo é diferente das propriedades vizinhas, com as suas vinhas dispostas numa espécie de taça que forma um anfiteatro natural virado para o Douro. A quinta é famosa desde há muito pela excelência dos vinhos que produz, e que já no século XVIII engarrafava e exportava para Londres. No século XIX, os Porto da Quinta de Roriz atingiam os valores mais altos nos leilões da Christie’s.

Chryseia luz no Douro
Situada na margem sul do Douro, a Quinta de Roriz é uma das mais históricas, bonitas e reputadas propriedades do vale.

Charles Symington e Pedro Correia conheciam muito bem o potencial enológico de Roriz. Entre 2000 e 2007, a família Symington manteve uma parceria com a família van Zeller, proprietária da quinta desde 1815, no sentido de orientar a viticultura, a produção e comercialização dos vinhos de Roriz. Essa parceria terminou em 2007 mas, dois anos depois, a Quinta de Roriz voltaria a estar na mesa das decisões familiares, desta vez com uma proposta de venda. De imediato, os Symington perceberam que estava ali a solução para o Chryseia. Contactado Bruno Prats, este assentiu de imediato e o negócio fez-se. Foi um grande investimento, mas que tornou a empresa completamente autónoma, em termos de uvas e vinificação.

A propriedade tinha uma adega nova, construída em 2004, e que foi ainda ampliada e melhorada depois da aquisição, incluindo uma cave climatizada onde estão as barricas de 400 litros de carvalho francês. Os vinhos do projecto Chryseia deixaram assim a “adega Douro” da Quinta do Sol (onde são feitos os vinhos não fortificados da Symington) e passaram a ser totalmente elaborados em Roriz. Com a compra, a Prats & Symington ficou igualmente com as marcas da quinta, nomeadamente o Prazo de Roriz (que se assumiu como “terceiro vinho” de Chryseia) e Quinta de Roriz, reservada para Porto Vintage.

“Uma das razões principais do sucesso do Chryseia é o facto de nós estarmos sempre a subir a fasquia”, diz Charles Symington

A Quinta de Roriz tem quase 96 hectares, dos quais 42 de vinha, sobretudo Touriga Nacional e Touriga Franca, com pequenas parcelas de outras castas. Com exposição predominante norte, as videiras estão assentes em solo de xisto, muito rico em outros minerais, como as antigas minas de ouro e estanho ali existentes comprovam. Tal como a generalidade das quintas clássicas do Douro, foi pensada em termos vitícolas para produzir vinho do Porto. Mas, como defende Charles, essa é uma falsa questão: “As uvas que fazem o grande Porto Vintage ou as que fazem o grande tinto do Douro vêm das mesmas parcelas, das mesmas castas e, até, são colhidas no mesmo momento de vindima, ao contrário do que muita gente diz.” E por isso, uma propriedade que faz grandes Porto faz também, de forma natural, grandes Douro.

Chryseia luz no Douro
Rupert Symington e Bruno Prats fizeram de Roriz a casa mãe do Chryseia. (crédito Luis Lopes)

Desde 2009, a Prats & Symington tem vindo a fazer novas plantações em Roriz. Charles reconhece não ter tido grande sucesso com as vinhas velhas da quinta (nem todas as vinhas velhas são boas!) que foram, portanto, replantadas. Nos novos vinhedos privilegiou-se, como seria de esperar, Touriga Nacional e Touriga Franca, esta última plantada mais perto do rio, em zona mais quente. Outras castas? É uma possibilidade, mas não uma urgência. Questionei Bruno Prats sobre se estas sequências de anos quentes e secos não podiam abrir uma janela para outras variedades mais ácidas ou de maturação tardia, como a Tinto Cão. A resposta não poderia ser mais esclarecedora: “A elegância é a principal característica do Chryseia e existe o risco de perder essa elegância com a Tinto Cão. Os Symington estão a investigar muitas outras castas e talvez encontremos uma ou outra que valha a pena considerar. Mas existem outras formas de enfrentar o aquecimento global na vinha, mexendo ao nível da gestão da sebe, gestão de água, porta-enxerto. Há ainda muita abertura para investigação e inovação nessa área”.

Chryseia luz no Douro
A adega de Roriz, construída em 2004, foi já ampliada e melhorada.

Bruno e Charles estão neste momento a equacionar a rega, que consideram, cada vez mais, uma necessidade, mesmo na sub-região do Cima Corgo. E o ano de 2020 veio reforçar essa convicção.

Elevar a fasquia

Certo é que a autonomia que Perdiz e Roriz trouxeram (o lote continua a incorporar 10% da vizinha Vila Velha), veio mudar completamente a forma de trabalhar o Chryseia. “Quando a Prats & Symington toma posse de propriedades, isso significa que todo o trabalho feito nessas quintas, nessas vinhas, tem um único propósito: fazer os vinhos do projecto”, diz Charles Symington. “Onde plantar, como plantar, o que plantar, como podar, como e quando vindimar, são decisões que tomamos em função dos nossos vinhos. E a totalidade da matéria prima está 100% à nossa disposição. Algo que nunca poderia acontecer quando recorríamos a uvas do Vesúvio, Bomfim, ou outras propriedades que não são da Prats & Symington e que, naturalmente, não são trabalhadas para fazer Chryseia. Agora podemos fazer vindima selectiva, apanhar partes de parcelas, a adega está ali ao lado, é tudo diferente, permite muito mais detalhe, flexibilidade e rapidez entre a decisão e a execução. Na adega podemos ter procedimentos de detalhe que têm consequências enormes no resultado”, acrescenta.

Todas estas alterações, na origem da matéria prima e em todo o processo produtivo significaram, inevitavelmente, mudanças no perfil dos vinhos. Quer Charles Symington quer Bruno Prats não duvidam que a mudança foi para melhor. “Acho que os vinhos agora são mais frescos e mais elegantes, isso é bem evidente. Tem a ver com as uvas, claro, mas também com a enologia, com as alterações que fomos fazendo. Por exemplo, com o tempo fomos procurando concentrar menos, queremos mais finesse, sem sacrificar a longevidade. O Chryseia de hoje destaca-se, sobretudo, pela sua precisão”, refere Charles. E Bruno acrescenta: “A Quinta de Roriz trouxe um carácter único ao Chryseia – mineralidade. Desde que é criado na propriedade, o Chryseia ganhou mais personalidade e uma nova dimensão.”

A expectativa gerada junto do mercado também tem vindo a aumentar, e muito. Charles é o primeiro a reconhecer isso. “Uma das razões principais do sucesso do Chryseia é o facto de nós estarmos sempre a subir a fasquia”, diz. “Neste ano de 2020, devemos ter perdido 30% da produção em detalhes de exigência. Se nós hoje estivéssemos a produzir o Chryseia no patamar qualitativo de há dez anos, poderíamos estar a fazer o dobro da quantidade.”

Chryseia luz no Douro
As uvas da Quinta da Perdiz estão na base do tinto Post Scriptum e contribuem para a elegância do Chryseia.

Quem ganha, na verdade, é o consumidor, tanto do Chryseia quanto do Post Scriptum. Vinhos que poderiam ter sido integrados em Chryseia há uma década, agora vão para o lote Post Scriptum. O que é óptimo para os muitos apreciadores que valorizam o Post Scriptum pela sua excelente relação qualidade/preço. Apesar de, quer Post Scriptum quer Chryseia, terem uma oferta muito inferior à procura do mercado. Charles Symington sabe-o, mas a pressão do consumo não tem influência nas suas decisões. “Nós temos uma procura enorme de Chryseia, mas mantemos uma disciplina que não nos deixa facilitar e todos os anos colocamos a fasquia mais alto. Acho que é isso que faz uma grande marca”, reafirma.

Os vinhos de 2018 que agora chegam ao mercado confirmam por inteiro as suas palavras. Num ano que alternou entre meses consecutivos de chuva, até julho, e agosto e setembro bem quentes e secos, a vindima começou em Roriz no dia 17 de setembro, já com um jovem enólogo residente, Miguel Bessa. A sua estreia não poderia ter sido mais auspiciosa, pois teve o privilégio de acompanhar Bruno Prats, Charles Symington e Pedro Correia naquela que será, certamente, uma vindima memorável para a marca. Se o Chryseia é, sobretudo, elegância e precisão, como o definem os seus criadores, o Chryseia 2018 é, a meu ver, o mais elegante e preciso de sempre.

Perguntei a Bruno Prats o que era, para ele, um “grand vin”. E veio a resposta: “para tornar curta uma história longa, um bom vinho dá-nos prazer, um grande vinho dá-nos emoção”. Assim seja.

Chryseia luz no Douro

(Artigo publicado na edição de Novembro 2020)[/vc_column_text][vc_column_text]

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