Tejo a Copo é no dia 23 de março

A edição de 2024 do Tejo a Copo vai realizar-se no dia 23 de março, no Convento de São Francisco, em Santarém. A mostra, que reúne 26 produtores com Vinhos do Tejo certificados com selos de garantia de qualidade DOC do Tejo e IG Tejo, é promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) […]

A edição de 2024 do Tejo a Copo vai realizar-se no dia 23 de março, no Convento de São Francisco, em Santarém. A mostra, que reúne 26 produtores com Vinhos do Tejo certificados com selos de garantia de qualidade DOC do Tejo e IG Tejo, é promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) desde 2019.
A edição deste ano estreia-se com horário alargado, embora a manhã seja de acesso exclusivo a profissionais do setor. As portas abrem-se ao público entre as 15h00 e as 20h30, num evento em que a entrada é livre, mas o acesso à degustação dos vinhos implica a compra do copo. A edição deste ano volta a ter uma loja de vinhos dedicada aos 26 produtores presentes no Tejo a Copo.
Como é habitual, do programa do Tejo a Copo 2024 fazem parte três provas de vinhos, comentadas por Rodolfo Tristão, sommelier, consultor e embaixador dos Vinhos do Tejo. A inscrição é gratuita e feita no local.
Nem só de vinho se faz o Tejo a Copo e nesta edição de 2024 os restaurantes convidados são o Pátio da Graça e o Tascá, ambos escalabitanos. Com presença dentro dos claustros, junto à mostra dos vinhos, a oferta gastronómica vai ser composta por seis petiscos, à venda no local. A animação musical continua garantida, com banda ao vivo e DJ.
“É com enorme agrado que nos deparamos com a crescente notoriedade da iniciativa Tejo a Copo, não só a nível regional, mas também nacional, sendo a afluência cada vez maior e mais variada. Trabalhamos, a cada ano, para que quem nos visita sinta que teve uma boa experiência vínica, gastronómica e cultural, com a capital do Ribatejo a contribuir a diversos níveis”, diz Luís de Castro, presidente da CVR Tejo, acrescentando que foi a pensar nisso que foi alargado o horário, “dedicando parte do dia a profissionais, cada vez mais atentos ao evento e aos Vinhos do Tejo.”

Kopke lança Library Collection de vinhos do Porto com 100 anos

A Kopke lançou, no mercado, a Library Collection, uma edição especial com três vinhos com 100 anos, composta por um Porto Very Very Old Tawny, um Vermute e um Quinado, estes criado a partir de uma base de vinho do Porto. Integram a “livraria” histórica da Kopke, a casa mais antiga de vinho do Porto, […]

A Kopke lançou, no mercado, a Library Collection, uma edição especial com três vinhos com 100 anos, composta por um Porto Very Very Old Tawny, um Vermute e um Quinado, estes criado a partir de uma base de vinho do Porto. Integram a “livraria” histórica da Kopke, a casa mais antiga de vinho do Porto, cuja fundação data de 1638, ou seja, têm estado em repouso há muito tempo nas suas caves de Vila Nova de Gaia.

Segundo Carlos Alves, diretor de viticultura e enologia do Grupo Sogevinus,  onde a empresa está integrada, são vinhos que estão em barrica há mais de um século, que são apenas lançados em edições especiais, como esta, ou são guardados como memória, sobretudo quando as quantidades já são muito pequenas, para servirem de exemplo a quem faz hoje os Vinhos do Porto desta casa.

“Para produzir esta edição também foi feito um pequeno trabalho de investigação, que permitiu contar melhor a história destes vinhos que nasceram no Douro e desceram o rio para ficarem armazenados nas caves da Kopke”, contou Carlos Alves durante o lançamento, que decorreu na sala do tribunal do Palácio da Bolsa, no Porto. A The Library Collection, que é comercializada numa caixa em formato de livro com três garrafas de 37,5 cl é, assim, uma edição que pretende mostrar o resultado de tradições e métodos ancestrais.

Após uma demorada imersão ao espólio de vinhos antigos e raros da Kopke, detentora de uma autêntica biblioteca vínica, as três referências históricas foram resgatadas pela sua equipa de enologia para comemorar o longo percurso deste produtor de vinhos do Porto. Os três seleccionados, cuja curadoria tem atravessado gerações, contam histórias passadas de forma singular. O Very Very Old Tawny, um lote criado por Carlos Alves com vinhos do Porto de 1890 a 1930, mostra nariz expressivo e intenso, fresco e complexo, onde se salientam notas de chá preto, caramelo, turfa, um pouco de verniz e madeira, resultantes dos anos de envelhecimento em pipas. A boca, fresca, tem volume e doçura, e um final onde se salientam notas de frutos secos e açúcar queimado. Um vinho maravilhoso, para apreciar numa pausa bem longa, como todas as coisas boas o devem ser.

Foi lançado também um Vermute, criado a partir de uma receita secreta que remonta ao começo do século passado, que permaneceu em cave, quase intocado, durante mais de 100 anos. No seu aroma complexo e atractivo, para além de notas de Porto envelhecido em cascos, salientam-se alguns frutos secos, turfa, água oxigenada e acetona. É um vermute que nunca foi replicado, porque a receita que lhe deu origem se perdeu, e só existe um pequeno volume ainda em barricas. Uma raridade e uma tentação pela sua qualidade ao fim de tanto tempo.

A terceira novidade deste lançamento foi um Quinado, género outrora abandonado, agora resgatado para completar esta tríade desta edição limitada, cuja caixa está à venda por três mil euros. É um vinho também distinto, que mostra aromas de frutos secos, acetona e madeira encerada e uma boca doce, com persistência de notas de bolacha maria, lápis aparado e castanhas e um final longo e ligeiramente amargo. Este tipo de vinho, feito com base em Vinho do Porto, levava quinino e era vendido para as antigas colónias portugueses, onde servia ao mesmo tempo de bebida e de medicamento para a malária. J.M.D.

ViniPortugal lança livro “As Regiões Vinícolas de Portugal”

ViniPortugal livro

A ViniPortugal lançou recentemente o livro “As Regiões Vinícolas de Portugal”, de Carlos Cabral, uma obra sobre as 14 regiões produtoras de vinho do país escrita em português e inglês. O livro, que tem também a chancela da editora brasileira inbook, pretende mostrar, de forma simples e despretensiosa, o panorama do sector, num país que […]

A ViniPortugal lançou recentemente o livro “As Regiões Vinícolas de Portugal”, de Carlos Cabral, uma obra sobre as 14 regiões produtoras de vinho do país escrita em português e inglês.

O livro, que tem também a chancela da editora brasileira inbook, pretende mostrar, de forma simples e despretensiosa, o panorama do sector, num país que tem atualmente 190 mil hectares de vinha e produziu, em 2022, 6,8 milhões de hectolitros de vinho.

Em cada uma das suas regiões é salientada a sua história, a geografia, a viticultura, as principais características de aromas e sabores dos seus vinhos, o enoturismo, a gastronomia local e as suas organizações vitivinícolas.

Segundo Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, este livro, que é o primeiro que engloba todas as regiões nacionais, “foi concebido sobretudo para mostrar, numa linguagem simples e fácil de entender por todos, as nossas regiões e os nossos vinhos nos principais mercados externos em que apostamos”.

Vinalda assume distribuição da marca Terras do Suão

A Vinalda juntou, ao seu portefólio, a marca Terras do Suão, de vinhos da Granja Amareleja, que pertence ao Grupo Abegoaria. Com nova imagem, são actualmente produzidos sob a direcção do enólogo António Braga e mantêm o perfil que caracteriza uma sub-região do Alentejo, da margem esquerda do Guadiana, que apresenta condições de solo e […]

A Vinalda juntou, ao seu portefólio, a marca Terras do Suão, de vinhos da Granja Amareleja, que pertence ao Grupo Abegoaria. Com nova imagem, são actualmente produzidos sob a direcção do enólogo António Braga e mantêm o perfil que caracteriza uma sub-região do Alentejo, da margem esquerda do Guadiana, que apresenta condições de solo e clima muito próprias, que contribuem, de forma marcada, para as características diferenciadas dos seus vinhos.

A marca Terras do Suão foi criada pela Adega Cooperativa da Granja-Amareleja, para valorizar os vinhos de um terroir marcado pela cultura de vinhas de sequeiro, onde se salientam as castas autóctones Moreto e Diagalves, a primeira tinta e a segunda branca. Factor fundamental para a sobrevivência das plantas é o “solão”, ou seja, são os solos argilosos, que retêm a água e protegem as raízes das vinhas do calor intenso que, há mais de dois mil anos, ali se vive no verão.

“Estamos entusiasmados por dar as boas-vindas à marca Terras do Suão à família Vinalda“, disse Bruno Amaral, administrador da empresa, a propósito da nova parceria, acrescentando que “é uma honra representar uma referência tão respeitada e admirada”. Manuel Bio, CEO do grupo Abegoaria, salienta, por seu turno, que “a Vinalda é, sem qualquer dúvida, o parceiro certo para o relançamento desta marca emblemática do Alentejo”.

Lisboa duplica produção e venda de vinho biológico

Os 13 produtores de Vinho Biológico da Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa produziram e comercializaram 250 mil garrafas, e fecharam 2023 com o dobro da produção e das vendas em relação ao ano anterior. Segundo Francisco Toscano Rico, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), “a sustentabilidade do prado ao prato […]

Os 13 produtores de Vinho Biológico da Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa produziram e comercializaram 250 mil garrafas, e fecharam 2023 com o dobro da produção e das vendas em relação ao ano anterior.

Segundo Francisco Toscano Rico, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), “a sustentabilidade do prado ao prato é um desígnio de toda a fileira agroalimentar nacional, e a Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa está cada vez mais comprometida com a estratégia definida para o setor do vitivinícola, assente no novo Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola”.

O modo de produção biológico é particularmente exigente e desafiante numa Região de Viticultura Atlântica como a de Lisboa e obriga à aquisição de conhecimento e a uma transição para práticas agrícolas e enológicas cujos resultados não são imediatos. O modo de produção biológico implica a selecção meticulosa das castas mais adaptadas ao terroir de cada parcela, a uma monitorização permanente do ciclo cultural das videiras e ao domínio das melhores práticas de preservação e de melhoria da fertilidade dos solos, e de prevenção de pragas e doenças.

Actualmente, a Região Demarcada de Lisboa tem os seguintes produtores de vinho biológico: Casa Santos Lima, AdegaMãe, Quinta do Montalto, Bio-Grape, Chão do Prado, Quinta de Sant’Ana do Gradil, Quinta da Folgorosa, Vale de Cortém, Quinta do Monte D’Oiro, Cas’Amaro, Vale da Capucha, Quintada da Boa Esperança, CPS (Carlos Pereira de Sousa).

Enólogo Osvaldo Amado regressa às Caves Primavera

Osvaldo Amado

Osvaldo Amado está de regresso às Caves Primavera, como consultor, 20 anos depois da sua última vindima pela empresa em 2004. “É com grande satisfação que volto às Caves Primavera, por regressar à casa que me viu nascer no mundo do vinho, que me volta a receber com o mesmo entusiasmo do início do meu […]

Osvaldo Amado está de regresso às Caves Primavera, como consultor, 20 anos depois da sua última vindima pela empresa em 2004.

“É com grande satisfação que volto às Caves Primavera, por regressar à casa que me viu nascer no mundo do vinho, que me volta a receber com o mesmo entusiasmo do início do meu percurso profissional”, comenta o enólogo a propósito da nova parceria com a empresa, salientando que “trabalhar com a terceira geração da família Almeida é muito estimulante”.

O regresso de Osvaldo Amado a uma casa que bem conhece, e onde ajudou a criar vinhos reconhecidos pelo mercado como o espumante Primavera Baga Bairrada, é um marco importante para as Caves Primavera, no ano em que é celebrado o 80º aniversário da empresa.

Segundo Lucénio Saraiva, diretor de Business e Comunicação das Caves Primavera, e membro da terceira geração da empresa, “o regresso do Enólogo Osvaldo Amado é uma oportunidade que não poderíamos deixar escapar, por respeito ao trabalho que desenvolveu nas Caves Primavera entre 1989 e 2004. O seu currículo no mundo dos vinhos fala por si só”.

Parceria entre as Caves Primavera e Antero Silvano chega ao fim

As Caves Primavera e Antero Silvano anunciaram recentemente o fim da parceria que ligava uma das casas mais tradicionais da Bairrada ao enólogo, que se iniciou em 2005 e tinha passado a ser, nos últimos dois anos, feita numa base de consultoria. Segundo Lucénio Saraiva, diretor de Business e Comunicação da empresa, “no trajeto de […]

As Caves Primavera e Antero Silvano anunciaram recentemente o fim da parceria que ligava uma das casas mais tradicionais da Bairrada ao enólogo, que se iniciou em 2005 e tinha passado a ser, nos últimos dois anos, feita numa base de consultoria.

Segundo Lucénio Saraiva, diretor de Business e Comunicação da empresa, “no trajeto de Antero Silvano nas Caves Primavera, onde demonstrou toda a sua qualidade e competência, salienta-se o trabalho realizado com a casta Baga, que originou grandes proveitos para a Região da Bairrada”. Por isso, “merece, sem dúvida, o reconhecimento que tem por parte dos seus pares e do mundo do vinho em geral”.

Durante os 20 anos da parceria, as Caves Primavera lançaram, no mercado, muitos produtos com o selo de qualidade único de Antero Silvano, que contribuíram para fortalecer a marca e para o seu reconhecimento no mercado. O exemplo mais recente disso é o Espumante Baga Bairrada Primavera Grande Reserva da colheita de 2017, que foi considerado o melhor espumante Baga@Bairrada na edição de 2022 do Concurso de Melhores Vinhos e Espumantes da Bairrada.

Sogrape compra Viña Mayor em Espanha

A Sogrape adquiriu, à Entrecanales Domecq e Hijos, a Viña Mayor, empresa que produz vinhos no coração da Ribera del Duero, uma das regiões vitivinícolas espanholas de maior renome. Fundada em 1986, e contando com a certificação Wineries for Climate Protection, a Viña Mayor foi uma das primeiras empresas a integrar a Denominação de Origem […]

A Sogrape adquiriu, à Entrecanales Domecq e Hijos, a Viña Mayor, empresa que produz vinhos no coração da Ribera del Duero, uma das regiões vitivinícolas espanholas de maior renome. Fundada em 1986, e contando com a certificação Wineries for Climate Protection, a Viña Mayor foi uma das primeiras empresas a integrar a Denominação de Origem (DO) de Ribera del Duero, região que tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos e que, hoje, é a segunda maior DO de vinhos tintos do país vizinho. A empresa também produz brancos da casta Verdejo na vizinha Rueda.

Em 2012, a Sogrape comprou, no país vizinho, a Bodegas LAN, na Rioja, integrando também a marca Santiago Ruiz, das Rías Baixas. Em 2018 reforçou a sua presença com a aquisição da Bodegas Aura, na Rueda. A este portefólio, junta agora a Viña Mayor, numa operação de consolidação do seu posicionamento no mercado ibérico.

No âmbito do acordo entre as duas empresas, a Entrecanales Domecq e Hijos manteve a marca Secreto, que será a sua insígnia de referência em Ribera del Duero.