Taylor’s apresenta a nova garrafa

Mais leve e com um design mais sustentável, a nova garrafa da Taylor’s, desenvolvida pela Vidrala, será introduzida progressivamente em toda a gama a partir deste mês. Apesar de manter os pormenores que definem a identidade da marca, como a silhueta e o brasão em relevo, apresenta alterações subtis que permitirão poupar cerca de 350 […]

Mais leve e com um design mais sustentável, a nova garrafa da Taylor’s, desenvolvida pela Vidrala, será introduzida progressivamente em toda a gama a partir deste mês. Apesar de manter os pormenores que definem a identidade da marca, como a silhueta e o brasão em relevo, apresenta alterações subtis que permitirão poupar cerca de 350 toneladas de vidro por ano, como o peso – são 440 gramas, isto é, menos 140 gramas a menos em comparação com os 580 gramas da anterior, o que representa uma redução de aproximadamente 24%.
Adrian Bridge, Diretor-Geral da Taylor’s, afirma, em comunicado, que esta nova garrafa “demonstra que é possível alcançar melhorias ambientais significativas sem comprometer a qualidade, a elegância e a identidade que definem a Taylor’s há mais de três séculos.”
Em números, dentro do universo da produção anual da Taylor’s, correspondente a aproximadamente 2,5 milhões de garrafas, esta redução traduzir-se-á na redução de cerca de 350 toneladas de vidro por ano, evitando à volta de 210 toneladas de emissões de dióxido de carbono associadas ao fabrico das garrafas. Por outro lado, contribui para uma maior eficiência no transporte ao longo de toda a cadeia logística.
Há ainda a opção pelo papel proveniente de fontes responsáveis e o aumento da reciclabilidade dos materiais, bem como de topos de rolhas RE:WOOD®, composto fabricado a partir de resíduos de madeira e fibras provenientes de serralharias, bem como a redução progressiva da utilização de plástico virgem em toda a gama. O redesenho da garrafa e rotulagem é da autoria da agência criativa This Is Pacifica. A produção dos rótulos esteve a cargo da Etiquel e a nova rolha foi desenvolvida pela Amorim Cork Solutions.

Há uma nova esplanada em Celeirós

Com o verão no auge, que tal conhecer o Casal de Celeirós Visitors’ Center, no Douro, onde há uma nova esplanada a céu aberto? Está instalada no topo do edifício e foi criada para a realização de provas vínicas (a partir de €20). Ao todo, são 11. Estão disponíveis as clássicas e as de introdução […]

Com o verão no auge, que tal conhecer o Casal de Celeirós Visitors’ Center, no Douro, onde há uma nova esplanada a céu aberto? Está instalada no topo do edifício e foi criada para a realização de provas vínicas (a partir de €20). Ao todo, são 11. Estão disponíveis as clássicas e as de introdução ao vinho do Porto, bem como as mais segmentadas e exclusivas, centradas em terroirs distintos, vinhos do Porto Tawny, vinhos moscatel, rosés e brancos, e podem ser acompanhadas por degustações de produtos tradicionais, como azeite, tábuas de queijos e enchidos portugueses, bolachas regionais e amêndoas da terra. A oferta é complementada pela calmaria da aldeia histórica de Celeirós e pela vista privilegiada para os vinhedos da região.

Disponíveis todos os dias, das 10h00 às 18h00, as provas de vinhos são antecedidas pela visita às vinhas desta propriedade pertencente à The Fladgate Partnership, à sala de estágio dos vinhos e às caves de envelhecimento dos vinhos fortificados. Para uma experiência completa, fica a sugestão da The Manor House de Celeirós, a unidade hoteleira do mesmo grupo, com piscina exterior, e a Casas das Pipas Restaurant.

Weingut Dr. Hermann na Sogrape Distribuição

A Sogrape Distribuição reforça a oferta de referências internacionais de topo com a distribuição, em Portugal, dos vinhos da Weingut Dr. Hermann, a histórica casa alemã e uma das mais prestigiadas produtoras de Riesling no Mosel, em Erden, no noroeste da Alemanha. Com esta nova ‘aquisição’, integrada no segmento dos vinhos premium, a empresa portuguesa […]

A Sogrape Distribuição reforça a oferta de referências internacionais de topo com a distribuição, em Portugal, dos vinhos da Weingut Dr. Hermann, a histórica casa alemã e uma das mais prestigiadas produtoras de Riesling no Mosel, em Erden, no noroeste da Alemanha. Com esta nova ‘aquisição’, integrada no segmento dos vinhos premium, a empresa portuguesa do sector do vinho passa a disponibilizar uma selecção de Rieslings que traduzem diferentes expressões do Mosel, desde um Riesling seco e mineral a um Grosses Gewächs de uma das vinhas mais emblemáticas da região, complementados por um Kabinett e um Auslese provenientes das históricas vinhas do Ürziger Würzgarten.

“Estes vinhos trazem uma combinação rara de elegância, frescura e capacidade gastronómica, reforçando o nosso compromisso de disponibilizar aos clientes e consumidores portugueses algumas das mais relevantes referências internacionais do universo do vinho”, declara, em comunicado, Gonçalo Sousa Machado, CEO da Sogrape Distribuição.
Christian Hermann, proprietário e enólogo da Weingut Dr. Hermann, afirma o seguinte: “partilhamos uma paixão pela qualidade, pela autenticidade e pela expressão do terroir, o que torna esta colaboração uma escolha natural.”

AEVP contra o uso de aguardente duriense no Vinho do Porto

Segundo a Associação de Empresas de Vinho do Porto (AEVP), o projecto-lei do deputado do partido Juntos Pelo Povo aprovado, no passado dia 30 de Janeiro, em Assembleia da República, “põe seriamente em causa a continuidade da Denominação de Origem Douro (DOC Douro)” e irá ter repercussões negativas “na credibilidade, imagem, reputação e competitividade internacional” […]

Segundo a Associação de Empresas de Vinho do Porto (AEVP), o projecto-lei do deputado do partido Juntos Pelo Povo aprovado, no passado dia 30 de Janeiro, em Assembleia da República, “põe seriamente em causa a continuidade da Denominação de Origem Douro (DOC Douro)” e irá ter repercussões negativas “na credibilidade, imagem, reputação e competitividade internacional” de um negócio centenário e reconhecido além-fronteiras, o do Vinho do Porto”. A decisão recai na obrigatoriedade do uso exclusivo de aguardente vínica da Região Demarcada do Douro na produção do Vinho do Porto.

No sentido de sustentar este argumento, a AEVP remete para o resultado de um estudo efectuado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), a pedido do Governo, em 2024, segundo o qual esta imposição “é tecnicamente inviável, economicamente insustentável e estrategicamente arriscada”. De acordo com a conclusão dos técnicos do IVDP, além do excedente de vinho DOC Douro não ser suficiente para a produção de aguardente, o que implicaria o aumento de preço desta última, o número de destilarias da região não iria assegurar a quantidade necessária deste produto.

Face a este cenário, a AEVP “reafirma a sua oposição firme a esta medida, que reputamos de perigosa, irresponsável, demagógica e populista, subscrevendo as conclusões do estudo levado a cabo pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto”. Acresce ainda que o uso da aguardente duriense se estende à produção de Moscatel do Douro.

Serras, o novo terroir dos Vinhos do Tejo

São 375 hectares dispersos pelas zonas serranas dos concelhos de Ferreira do Zêzere, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Abrantes, Sardoal e Mação, dentro da região dos Vinhos do Tejo. As vinhas, plantadas nas encostas e nos planaltos, são muito antigas, sendo 1978 o ano médio de plantação das mesmas. Nas castas, há o registo […]

São 375 hectares dispersos pelas zonas serranas dos concelhos de Ferreira do Zêzere, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Abrantes, Sardoal e Mação, dentro da região dos Vinhos do Tejo. As vinhas, plantadas nas encostas e nos planaltos, são muito antigas, sendo 1978 o ano médio de plantação das mesmas. Nas castas, há o registo da mistura de variedades ou field blend, com a forte presença da Fernão Pires, nas brancas, e da Castelão, nas tintas. Os solos são muito pedregosos, com o xisto e o granito a predominar, característica indicadora da existência de videiras “com raízes mais profundas”, nas palavras de João Silvestre, Diretor-Geral da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Tejo. O clima é fresco e húmido, e a precipitação ocorre acima dos 800 milímetros, podendo atingir os 2000. Este conjunto de características atribuídas ao terroir Serras tem impacto na maturação das uvas, que resulta mais lenta, e as “produções são mais moderadas”, segundo o Director-Geral da CVR do Tejo.

O terroir Serras envolve 11 produtores de vinho – Casal das Freiras, Solar dos Loendros, Herdade dos Templários, Adega Casal Martins, Pedro Sereno, Santos & Seixo, Quinta da Alba, Quinta da Anunciada, Adega da Gaveta, Quinta do Vale do Armo e Quinta do Côro – e “representa apenas 3% de toda a região [do Tejo]”, afirma João Silvestre. O Director-Geral da CVR do Tejo adiantou ainda à Revista Grandes Escolhas o trabalho efectuado, em simultâneo, por duas empresas, que, com base no estudo dos solos, a par com a informação fornecida sobre as vinhas pelo Instituto da Vinha e do Vinho e com dados climáticos obtidos a partir das estações meteorológicas da região, conseguiram chegar às características específicas deste novo terroir. Esta investigação começou na pós-pandemia. “Havia essa necessidade, porque os vinhos revelavam características diferentes”, remata.

Estreia nos Países Baixos e outros investimento além-fronteiras

Os Vinhos de Setúbal estreiam-se, entre final de Março e início de Abril, no mercado dos Países Baixos, com uma prova de vinhos em Amesterdão, na qual vão participar 10 produtores. De acordo com o Plano de Promoção Internacional 2026, está previsto o regresso a Angola, com a realização de dois encontros com profissionais do […]

Os Vinhos de Setúbal estreiam-se, entre final de Março e início de Abril, no mercado dos Países Baixos, com uma prova de vinhos em Amesterdão, na qual vão participar 10 produtores. De acordo com o Plano de Promoção Internacional 2026, está previsto o regresso a Angola, com a realização de dois encontros com profissionais do sector, a ter lugar em Luanda, em data próxima ao Festival de Vinhos de Portugal em Angola, evento da ViniPortugal marcado para 18 de Junho. No mercado brasileiro, mantêm a participação na Prowine São Paulo, agendada entre os dias 6 a 8 de Outubro, e prevêem um encontro com jornalistas, em São Paulo, e uma prova, no Rio de Janeiro.

Entretanto, de 9 a 11 de Fevereiro, os Vinhos de Setúbal estarão presentes na Wine Paris 2026, onde reúnem sete produtores: Adega Camolas, Brejinho da Costa, Filipe Palhoça Vinhos, Herdade Canal Caveira, Herdade do Portocarro, Quinta de Catralvos e Quinta do Piloto.

“O Plano de Promoção Internacional de 2026 representa um reforço estratégico da afirmação dos Vinhos de Setúbal nos mercados externos. A consolidação da nossa presença no Brasil, o regresso a Angola e a estreia nos Países Baixos reflectem uma aposta em mercados com elevado potencial para a valorização dos nossos vinhos, o reforço da notoriedade da região e criação de novas oportunidades para os nossos produtores”, enaltece Henrique Soares, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal.

José Maria Vieira S.A. com distribuição exclusiva

A partir de 1 de Janeiro de 2026, a José Maria Vieira S.A. (JMV) passa a distribuir, a nível nacional e em exclusivo, os vinhos Cabo da Roca, do produtor e enólogo Hélder Cunha. A gama é constituída pelas referências vínicas Cabo da Roca branco, rosé e tinto, Cabo da Roca Reserva Arinto branco, Cabo […]

A partir de 1 de Janeiro de 2026, a José Maria Vieira S.A. (JMV) passa a distribuir, a nível nacional e em exclusivo, os vinhos Cabo da Roca, do produtor e enólogo Hélder Cunha. A gama é constituída pelas referências vínicas Cabo da Roca branco, rosé e tinto, Cabo da Roca Reserva Arinto branco, Cabo da Roca Reserva Syrah tinto e Cabo da Roca Reserva Touriga Nacional tinto, com preços de venda ao público que variam entre os €6 e os €14, valores indicativos de uma proposta acessível e transversal ao consumo.

O projecto Cabo da Roca reflecte uma forte componente regional e, acima de tudo, a influência do Atlântico, já que os vinhos são feitos a partir de uvas vindimadas em vinhas com localização próxima da orla marítima, a qual está integrada na Região dos Vinhos de Lisboa. Somam-se a valorização das castas adaptadas a este terroir e as práticas associadas à sustentabilidade, dois aspectos em destaque neste trabalho de Hélder Cunha, que evidencia ainda a preocupação com o futuro da viticultura costeira.

Por sua vez, com esta parceria, a José Maria Vieira S.A. reforça o portefólio de distribuição nacional e consolida a aposta em vinhos portugueses.

Conservas, a arte de preservar

conservas

E se reunisse 19 diferentes conservas numa só refeição? Sem qualquer dificuldade, diríamos, até porque existem 36 espécies de pescado e marisco em lata, de acordo com os dados da Associação Nacional dos Industriais das Conservas de Peixe (ANICP), trabalhadas por 20 empresas ativas em Portugal, e mais de 800 referências, tendo em conta a […]

E se reunisse 19 diferentes conservas numa só refeição? Sem qualquer dificuldade, diríamos, até porque existem 36 espécies de pescado e marisco em lata, de acordo com os dados da Associação Nacional dos Industriais das Conservas de Peixe (ANICP), trabalhadas por 20 empresas ativas em Portugal, e mais de 800 referências, tendo em conta a diversidade de molhos e coberturas. Mas o Chef transmontano Vítor Adão foi além do que se estava à espera, no restaurante Plano, em Lisboa, com as quase 20 variedades. Objetivo? Mostrar quão versáteis são os enlatados e quão criativa se pode tornar uma refeição.

Do início ao fim, o Chef Vítor Adão juntou três ingredientes conservados em cada momento. O primeiro reuniu uma manteiga sem sal de salmão, cavala e anchovas, as duas últimas servidas sem qualquer intervenção. Para acompanhar, foram dispostos, na mesa, pão de trigo e pão de centeio, o azeite biológico de Valpaços e as azeitonas, que fazem parte dos menus de degustação deste espaço de bem comer, onde os fermentados, os preservados e as conservas caseiros são uma constante.

A delicadeza de cada criação foi revelada ao longo do almoço. O piso de espinafres selvagens e amêndoa a acompanhar a raia, o lingueirão e o berbigão, encimados por um pickle de pêra, testemunhou a arte conjugar sabores e texturas. A subtileza do detalhe foi comprovada igualmente pelo mil folhas de sardinha e batata, constituído por três variedades deste tubérculo: Kennebec, Désirée e outra de Aljezur. “Os camarões foram aquecidos directamente na lata”, aos quais o Chef Vítor Adão juntou “uma salada, para realçar o sabor”. A tartelete de mexilhões de escabeche complementou este prato.

O mais arrojado prato foi o das ovas de bacalhau e búzios, inusitadamente conjugados com coco e batata doce. Os citrinos mão-de-buda e limão galego, usados com parcimónia, conferiram a acidez necessária, a par com os amendoins ligeiramente caramelizados. No fundo, comprovou, uma vez mais, que uma simples conservas é a base de uma criatividade infinita, aprimorada pela pelo trio composta por pescada, polvo e enguia. A estes, o Chef Vítor Adão juntou choco, halófita, batata Atlântica, de Boticas, no distrito de Vila Real, e acrescentou beurre blanc, bem como espuma da pescada.

Para finalizar o almoço, inteiramente harmonizado com vinhos da Quinta de Cypriano, localizada em Ponte de Lima, na região dos Vinhos Verdes, o Chef transmontano preparou um lingote de chocolate e lemon curd, cuja acidez cítrica se conjugou na perfeição, com o granizado de Queijo Terrincho, sendo este feito a partir de leite de ovelha Churra, existente na Terra Quente de Trás-os-Montes. Este último fez a ligação com as raspas deste produto, que Vítor Adão coloca generosamente por cima do pão-de-ló, a clássica sobremesa do Plano.

De volta às conservas, arte ancestral de preservar sabores e de promover a sustentabilidade alimentar, é de salientar que cerca de 80 por cento da produção é destinada à exportação, segundo as palavras de Marta Azevedo, Directora de Marca e Comunicação da ANICP, fundada em 1977. Além da diversidade, a nossa cicerone salienta a praticidade deste produto, que facilmente ganha protagonismo numa refeição intensamente saborosa e claramente criativa. Para o ano, ficou no ar a ideia de se fazer um almoço em que os presentes iriam “pôr a mão na massa”.

Enquanto esse dia não chega, nada melhor do que assinalar este Dia Nacional das Conservas de Peixe, que se comemora hoje, 15 de Novembro, com uma visita (2,50€ estudantes, professores e reformados/5€ público geral) à exposição “O Milagre da Sardinha – Memórias e Mistérios de um Ícone Nacional”, patente no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, até 30 de Dezembro. A mostra convida a viajar pelas variadas fases inerentes à conserva, desde a pesca à preservação de uma espécie de peixe que é símbolo de Portugal, e é complementada com uma conversa partilhada entre António Marques, do Centro de Arqueologia de Lisboa, e Ana Ferreira Fernandes, autora da transcrição sobre o regulamento de venda das sardinhas, no próximo dia 23 de Novembro, sob o título “O Milagre da Sardinha”.