Chegou o Barca Velha 2015

O tão aguardado “novo” Barca Velha já aí está, um ícone do Douro curiosamente apresentado no Alentejo. Foi no cenário clássico do Paço Ducal, em Vila Viçosa, que a Sogrape apresentou ontem o Barca Velha 2015, um vinho que, nas palavras do seu enólogo, Luís Sottomayor, conseguiu unir as características dos seus “irmãos mais velhos”: o volume […]
O tão aguardado “novo” Barca Velha já aí está, um ícone do Douro curiosamente apresentado no Alentejo. Foi no cenário clássico do Paço Ducal, em Vila Viçosa, que a Sogrape apresentou ontem o Barca Velha 2015, um vinho que, nas palavras do seu enólogo, Luís Sottomayor, conseguiu unir as características dos seus “irmãos mais velhos”: o volume e a estrutura do 2011 e a harmonia e a frescura do 2008. É, sem sombra de dúvida, um grandíssimo vinho (outra coisa não seria de esperar de uma marca com este histórico e pergaminhos), com muita classe e sofisticação, colocado no mercado em perfeito momento de prova, mas ainda com muito para crescer na garrafa. Como qualquer Barca Velha, o preço acompanha a qualidade e a notoriedade do nome, e até cresceu face a colheitas anteriores, devendo estar no retalho, nesta primeira fase, entre os €800 e €900.
Adega de Redondo – Esclarecimento

“Na edição de abril da revista Grandes Escolhas foi apresentada uma reportagem efetuada na Adega de Redondo, sob o título ‘Aqui nasce o Porta da Ravessa’ onde, além de provados vários vinhos, foram comentados diversos temas desta que é uma das mais antigas adegas cooperativas do Alentejo. Ao ler a reportagem publicada, deparei-me com um […]
“Na edição de abril da revista Grandes Escolhas foi apresentada uma reportagem efetuada na Adega de Redondo, sob o título ‘Aqui nasce o Porta da Ravessa’ onde, além de provados vários vinhos, foram comentados diversos temas desta que é uma das mais antigas adegas cooperativas do Alentejo. Ao ler a reportagem publicada, deparei-me com um excerto de uma frase minha que, da forma como foi publicada ou lida fora de todo o contexto, pode levar a uma interpretação errada das palavras utilizadas, situação que me levou a pedir junto da revista uma retificação ao artigo. Nesse artigo, João Paulo Martins faz um enquadramento da Adega de Redondo que se rege pelo Código Cooperativo, que determina que, em Assembleia Geral, cada associado representa um voto, independentemente da área de vinha que tem na sua exploração. Refere ainda que, atendendo a que na Adega Cooperativa de Redondo cerca de 20 associados entregam 70% de toda a produção e que alguns têm perto de 100 ha de vinhas, poder-se-ia considerar que há alguma injustiça nesta regra, indicando que eu concordava afirmando ‘não está certo, mas é algo que não podemos mudar’.
De forma a que não haja nenhum mal entendido, é importante referir que o contexto apresentado, quando se falou na questão dos associados, foi especificamente no caso em que se estivéssemos a analisar ou a comparar com uma empresa comercial privada. Numa ótica empresarial não estaria certo, pois nestas empresas os poderes de decisão, ou de voto, são de acordo com as quotas de cada um, mas sendo uma adega cooperativa e que se rege pelo código cooperativo, nada podemos alterar. É assim que funciona e quem se propõe para associado de uma adega cooperativa já sabe que, independentemente da sua área de vinha, apenas tem direito a um voto.
Não nos podemos esquecer do importante papel que as adegas cooperativas tiveram, e ainda têm, no sector vitivinícola não só no Alentejo, onde conta com cinco adegas cooperativas em atividade, como em todo o país. Convém também recordar o não menos importante papel económico e social nas regiões onde as adegas cooperativas se encontram, com os diversos postos de trabalho gerados, quer de forma direta, quer indireta. O associativismo, que muito valorizo, através das adegas cooperativas, é a forma de muitos viticultores poderem estar presentes num sector cada vez mais competitivo, em que, por vezes, parece continuar a existir algum estigma das adegas cooperativas razão pela qual, da forma como o excerto da frase publicada, poderia levar a interpretações contrárias àquilo que defendo e que foi comentado.” Nuno Pinheiro de Almeida
Novo Vinho de Carcavelos estagiou no Farol do Bugio

A Câmara Municipal de Oeiras e a Direcção de Faróis vão celebrar os 100 anos desta instituição, com a assinatura de um protocolo de colaboração institucional e a apresentação pública de uma edição especial de Vinho de Carcavelos, o Villa Oeiras Colheita 2012 – 1924 PHAROES 100 Anos. O evento decorrerá no dia 28 de […]
A Câmara Municipal de Oeiras e a Direcção de Faróis vão celebrar os 100 anos desta instituição, com a assinatura de um protocolo de colaboração institucional e a apresentação pública de uma edição especial de Vinho de Carcavelos, o Villa Oeiras Colheita 2012 – 1924 PHAROES 100 Anos. O evento decorrerá no dia 28 de Maio no Forte de S. Lourenço da ilha do Bugio, na foz do Rio Tejo.
A Câmara Municipal de Oeiras e a Direção de Faróis acordaram na colaboração em variados temas comuns, entre outros, na área de investigação sobre a influência da proximidade do oceano Atlântico nos processos de estágio em barricas do Carcavelos Villa Oeiras. A edição que está a ser lançada estagiou durante 11 anos na Adega do Palácio do Marquês de Pombal e um ano no Forte de S. Lourenço da ilha do Bugio, em barricas de 225 litros de carvalho português.
MÁRCIO LOPES COMPRA QUINTA DO MALHÔ A GRUPO FRANCÊS

Invertendo a tendência de aquisição de Quintas no Douro por investidores estrangeiros, o enólogo Márcio Lopes adquiriu a Quinta do Malhô, em Ervedosa do Douro, no Cima Corgo, à Cap Wine Portugal, empresa detida pelo grupo francês Cap Wine International, expandindo a sua posição no Douro e a sua capacidade de vinificação na região para […]
Invertendo a tendência de aquisição de Quintas no Douro por investidores estrangeiros, o enólogo Márcio Lopes adquiriu a Quinta do Malhô, em Ervedosa do Douro, no Cima Corgo, à Cap Wine Portugal, empresa detida pelo grupo francês Cap Wine International, expandindo a sua posição no Douro e a sua capacidade de vinificação na região para meio milhão de litros.
O produtor detinha já a Quinta do Pombal, em Vila Nova de Foz Côa, com cerca de cinco hectares, de onde provêm vinhos como o Proibido Vinha Velha do Pombal e, em Melgaço, na região dos Vinhos Verdes, o projeto Pequenos Rebentos. Com esta aquisição prevê duplicar, nos próximos cinco anos, a sua capacidade de produção e aumentar em 30% os postos de trabalho.
Para Márcio Lopes, “esta Quinta é uma jóia no berço do Douro. O vale onde está inserida é icónico e a sua localização, a par da altitude, são excecionais para a produção de vinhos de altíssimo nível. Esta aquisição é, para nós, um desafio e um grande compromisso com o Douro”. O investimento aumenta a capacidade de vinificação do projeto Proibido e abre portas a um projeto de enoturismo.
O negócio inclui um centro de vinificação, habitações envolventes, lagares e cerca de 20 hectares de vinha, olival e floresta. A maior parte da vinha é muito velha, com cerca de um século, e é constituída apenas por castas tintas. O olival, com cerca de cinco hectares, permitirá, ao produtor, alargar o seu portefólio a uma gama de azeite. É ainda objetivo a entrada nos Vinhos de Porto de Quinta. São áreas de negócio que já estavam nos planos do produtor e que poderão agora ser desenvolvidas. O processo de aquisição inclui as marcas de vinho Quinta do Malhô, que passarão a integrar o projeto “Proibido”, e stocks de colheitas antigas.
Márcio Lopes, que exporta os seus vinhos para 22 países, foi galardoado, em 2019, pela Grandes Escolhas com o Prémio de Singularidade. Para além disso, o seu Proibido Grande Reserva 2017 foi distinguido, em 2020, como um dos vinhos do top 100 “Melhores descobertas do Mundo” pelo crítico Robert Parker.
Adega do Cartaxo assinala 70 anos com 1954 garrafas de um tinto especial

O Adega do Cartaxo 70 Anos – Edição Comemorativa (1954-2024) é um tinto especial, que resulta de um blend das melhores barricas da colheita de 2015 – com estágio de 12 meses em carvalho francês com grão extrafino –, selecionadas pelo enólogo Pedro Gil de entre as que se destinavam aos vinhos Desalmado, Bridão Reserva, […]
O Adega do Cartaxo 70 Anos – Edição Comemorativa (1954-2024) é um tinto especial, que resulta de um blend das melhores barricas da colheita de 2015 – com estágio de 12 meses em carvalho francês com grão extrafino –, selecionadas pelo enólogo Pedro Gil de entre as que se destinavam aos vinhos Desalmado, Bridão Reserva, Bridão Private Collection, Bridão Alicante Bouschet, Bridão Touriga Nacional e Bridão Trincadeira. É, por isso, um vinho com várias castas: Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Tinta Roriz. Em 2024, a celebrar sete décadas, a Adega do Cartaxo lança 1954 garrafas de um vinho comemorativo. Não é a primeira vez que o faz. Aquando dos 50 anos, em 2004, lançou-se um Reserva com edição limitada e numerada com a marca Adega do Cartaxo Cinquentenário.
Adega do Cartaxo 70 Anos – Edição Comemorativa (1954-2024) – tinto 2015 – PVP: €70,00
Com vista a aumentar o relacionamento com os enófilos e a notoriedade, a Adega tem vindo a apostar na vertente de enoturismo. Para além da loja de vinhos – que também existe on-line, em www.adegadocartaxo.pt –, promove visitas e provas de vinhos variadas. Em tempo de vindimas, tem um programa especial, que inclui ida à vinha, para o tão desejado corte das uvas, experiência de pisa a pé, almoço e passeio de barco no rio Tejo.
Sharish Gin Distiller’s Cut é Produto Português do Ano

O Sharish Gin Distiller’s Cut, a Receita do Patrão, conquistou o Prémio de Produto Português do Ano 2023, no Lisbon Bar Show de 2024, o maior reconhecimento que uma marca de bebidas espirituosas pode receber em Portugal, distinção escolhida e votada por profissionais do setor de Bar e Hotelaria. O Sharish Gin, que está actualmente […]
O Sharish Gin Distiller’s Cut, a Receita do Patrão, conquistou o Prémio de Produto Português do Ano 2023, no Lisbon Bar Show de 2024, o maior reconhecimento que uma marca de bebidas espirituosas pode receber em Portugal, distinção escolhida e votada por profissionais do setor de Bar e Hotelaria.
O Sharish Gin, que está actualmente presente em 30 países, está a comemorar o 10º Aniversário de lançamento da marca. Produzido no Alentejo, o Sharish foi buscar o seu nome à vila de Monsaraz, porque o termo utilizado durante a ocupação muçulmana da região, Monte Sharish significa monte erguido num impenetrável bosque de estevas, aquele que originou posteriormente Monsaraz.
António Cuco, o criador da marca e o seu mestre destilador, salienta que não teve uma formação tradicional, e que o conhecimento que adquiriu foi através do estudo e da experimentação. “Sou autodidata, nunca tive formação tradicional e tudo o que fiz foi por método tentativa erro”, revela. Diz, também, que o que marca a diferença nos seus gins são os produtos frescos que utiliza. “A minha assinatura, enquanto destilador, é a utilização de fruta fresca, e sempre portuguesa, porque estamos no sul da Europa, a temos, e tem muito boa qualidade”.
aCRESCEnta – o Programa de Desenvolvimento Local da Menin

A paixão imediata pela Região do Douro levou Rubens Menin e Cristiano Gomes, os dois empresários, a criar a Menin Wine Company em 2018. Esteve sempre nos seus planos produzir grandes vinhos nesta Região. Apesar deste propósito, quase missão, a actuação desta Empresa não se resume em elaborar vinhos de grande nível, mas também contribuir […]
A paixão imediata pela Região do Douro levou Rubens Menin e Cristiano Gomes, os dois empresários, a criar a Menin Wine Company em 2018. Esteve sempre nos seus planos produzir grandes vinhos nesta Região. Apesar deste propósito, quase missão, a actuação desta Empresa não se resume em elaborar vinhos de grande nível, mas também contribuir para a valorização destes territórios, com processos alicerçados na sustentabilidade ambiental e sobretudo na sustentabilidade social. É sobre este último objetivo que, no passado mês de abril, apresentaram no Museu do Douro, Peso da Réguaa, o projeto de responsabilidade social – “aCRESCEnta – o Programa de Desenvolvimento Local”. Esta edição foi dedicada ao tema “Enoturismo – Veículo para o Crescimento da Região” onde vários oradores partilharam a sua visão sobre o tema: Alexandre Sousa Guedes, Director Turismo, UTAD, Susana Martins, Directora, Associação de Turismo do Porto, Paulo Osório da APENO, Vasco Parente, Director do Vila Galé Douro Vineyards e Cristiano Gomes, Administrador da Menin Wine Company.
Imbuídos de espírito altruísta que já praticavam no Brasil, de onde são oriundos, criaram este programa dirigido a instituições (públicas ou privadas) e pessoas em nome individual com projectos de valor comprovado em prol do desenvolvimento social, económico e cultural da região, com foco nos municípios de Santa Marta de Penaguião, Sabrosa e Vila Real. Candidataram-se e venceram os projectos que contribuíram para a melhoria do nível de vida da comunidade e da região, com realce para a fixação de novas gerações ao território: Associação da Região do Douro para Apoio a Deficiente (tem por missão transmitir valores e competências que promovam a inserção activa das pessoas com deficiência); Associação O Baguinho (IPSS com as valências de creche e pré-escolar);
Associação Cultural e de Melhoramentos de Donelo do Douro (promove apoio a todos os privados de meios de subsistência no lugar de Donelo); Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real (tem como objetivo a reabilitação, apoiando pessoas com deficiência e incapacidade para que possam realizar actividades de vida diária); Projeto Do Douro Sem Ouro, da Galafura (na vila não existe parque infantil ou centro de dia, mas existe o sonho de criar um local onde se promova o convívio social e onde as crianças possam crescer saudáveis).
Para além destes apoios sociais, a Menin Wine Company promove processos de contratação prioritários para os durienses, contribuindo para a valorização das pessoas e das comunidades locais, para a inovação das profissões no âmbito do enoturismo permitindo que os jovens se fixem no território. De forma muito convicta e segura, Cristiano Gomes, Administrador da Menin Wine Company, afirma que a empresa veio para a região não para “se servir do Douro, mas para servir o Douro”. Nas suas palavras, “para perceber o Douro e defender o Douro, é necessário sentir o Douro, a região mais importante do mundo em beleza e história”. Agostinho Peixoto
212 milhões de euros de vinho exportado no primeiro trimestre

As exportações totais de vinhos portugueses no 1º trimestre de 2024 alcançaram 212 milhões de euros em valor e 74 milhões de litros em volume, o que corresponde a um preço médio de venda de 2,85€/litro. Em comparação com o mesmo período de 2023, verifica-se um pequeno crescimento em valor (+0,01%) e do preço médio […]
As exportações totais de vinhos portugueses no 1º trimestre de 2024 alcançaram 212 milhões de euros em valor e 74 milhões de litros em volume, o que corresponde a um preço médio de venda de 2,85€/litro. Em comparação com o mesmo período de 2023, verifica-se um pequeno crescimento em valor (+0,01%) e do preço médio de (2,20%), mas um decréscimo em volume de 2,14%.
No que diz respeito aos mercados de exportação, aqueles que mais se destacam em valor são a França (24,8 milhões de euros), Estados Unidos da América (23,7 milhões de euros) e o Brasil (18,3 milhões de euros). Saliência para a tendência de recuperação do mercado da China, após vários anos em queda, para um valor de dois milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa uma subida 12,13% em relação ao período homólogo anterior.
França mantém a posição de liderança em termos de volume exportado (oito milhões de litros), enquanto Angola surge em segundo lugar (6,6 milhões de litros) e, em terceiro, o Brasil (seis milhões de litros). O país onde o preço médio dos vinhos portugueses exportados mais cresceu nos primeiros três meses deste ano, em relação ao mesmo período anterior, foi a Holanda, com uma subida de 32,93%.
“Nos últimos anos, as exportações de vinhos portugueses têm demonstrado uma resiliência constante, impulsionada pela qualidade dos produtos, pela eficiência das estratégias de marketing e pela expansão dos canais de distribuição”, explica Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, quando comenta os dados revelados pela sua organização, salientando que o sector vitivinícola nacional tem, como objectivo, “continuar a crescer, trazendo sustentabilidade económica ao sector e contribuindo para a promoção da cultura e do património vitivinícola do país a nível global”.
