ViniPortugal revela os melhores vinhos de 2024

Os Melhores Vinhos de 2024 já foram revelados na Cerimónia de Entrega de Prémios da 11ª Edição do Concurso Vinhos de Portugal, iniciativa organizada pela ViniPortugal. O Jantar de Gala decorreu no Mosteiro de Alcobaça, onde foram atribuídos os prémios aos melhores vinhos do ano. Foram 383 medalhas, entre as quais 32 medalhas na categoria […]
Os Melhores Vinhos de 2024 já foram revelados na Cerimónia de Entrega de Prémios da 11ª Edição do Concurso Vinhos de Portugal, iniciativa organizada pela ViniPortugal. O Jantar de Gala decorreu no Mosteiro de Alcobaça, onde foram atribuídos os prémios aos melhores vinhos do ano. Foram 383 medalhas, entre as quais 32 medalhas na categoria de Grande Ouro, 95 de Ouro e 256 de Prata.
Ao longo de três dias, 29 e 30 de Abril e 1 de Maio, 132 especialistas de referência do sector, dois quais 108 jurados nacionais e 24 internacionais, avaliaram criteriosamente, durante as sessões técnicas, as mais 1.300 referências a concurso. Posteriormente, o Grande Júri, constituído por Bento Amaral, Dirceu Júnior MW, James Tidwell MS, Luís Lopes e Francisco Antunes, avaliou, nos dias 2 e 3 de Maio, as referências distinguidas com Ouros, atribuindo as distinções de Melhores do Ano e Grandes Ouros. O veredicto concluiu, ainda, que a região mais premiada desta Edição foi a Região Douro e Porto, conquistando 16 medalhas. Os Melhores do Ano foram eleitos por categoria:
Melhor do Ano – Julio B. Bastos- Alicante Bouschet Alentejo 2018
Melhor do Ano Licoroso – Graham’s Single Harvest Porto 1974
Melhor do Ano Varietal Tinto – Julio B. Bastos- Alicante Bouschet Alentejo 2018
Melhor do Ano Varietal Branco – Anselmo Mendes Loureiro Private Vinhos Verdes 2020
Melhor do Ano Vinho Tinto (Blend) – Altas Quintas Reserva Alentejo 2019 – Altas Quintas-Expl Agricola e Vinícola
Melhor do Ano Vinho Branco (Blend) – Quinta do Noval Reserva Douro Branco 2022
Melhor do Ano Espumante – Quinta da Lagoa Velha Cuvée Bairrada 2015
O Concurso Vinhos de Portugal é um evento de referência no sector e, em paralelo, um ponto de encontro entre produtores, especialistas, sommeliers e influenciadores nacionais e internacionais que, durante alguns dias, partilham experiências entre si. A iniciativa reforça a posição de Portugal nos mercados externos enquanto país de excelência na produção de vinho.
Os vinhos distinguidos, no Concurso Vinhos de Portugal, com as medalhas Grande Ouro e Ouro, vão ter a presença garantida pela ViniPortugal em eventos internacionais de referência, ainda este ano.
A lista completa de premiados pode ser consultada no site do Concurso Vinhos de Portugal em: https://concursovinhosdeportugal.pt/.
Sogevinus lança quatro novos vintage da colheita de 2022

O grupo Sogevinus anunciou recentemente o lançamento de quatro novos Vintage 2022. Além dos Single Quinta, Kopke Quinta de São Luiz e Burmester Quinta do Arnozelo, também as casas Barros e Cálem declararam vintages do mesmo ano. Os mais recentes lançamentos refletem o longo legado das quatro marcas. De acordo com os registos do Instituto […]
O grupo Sogevinus anunciou recentemente o lançamento de quatro novos Vintage 2022. Além dos Single Quinta, Kopke Quinta de São Luiz e Burmester Quinta do Arnozelo, também as casas Barros e Cálem declararam vintages do mesmo ano.
Os mais recentes lançamentos refletem o longo legado das quatro marcas. De acordo com os registos do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), a Burmester produz vintages desde 1788 e a Kopke desde 1820. Também a Barros, marca histórica assente na portugalidade, e a Cálem, que celebra 165 anos em 2024, contam com vintages declarados ao longo de décadas. As suas primeiras colheitas remontam ao início do século XX.
O quarteto de novos vintages resulta de um ano quente e seco e de uma vindima com uma janela de maturação mais curta, onde o detalhe aplicado a cada parcela e o controlo permanente das uvas foram decisivos para alcançar vinhos com perfis clássicos e intemporais, com grande potencial de guarda. Todos eles envelheceram dois anos nas caves de Gaia antes de serem engarrafados, e são o reflexo do local que lhes dá origem.
Vinhos de precisão e de dedicação, traçados pelo terroir, incluindo a mão do homem, os quatro vintages da Sogevinus apresentam-se na forma de edições limitadas, disponíveis a partir de Setembro. Do Vintage da Kopke foram produzidos 9.500 litros, da Burmester 8.000 litros e, dos outros dois, 4.000 litros.
Eventos da Ordem da Cabidela começam a 11 de maio

Os eventos da Ordem da Cabidela estão de volta e vão percorrer o país de norte a sul. São momentos para celebrar a gastronomia em ambiente descontraído e informal, onde cada chefe anfitrião é desafiado a convidar um conjunto de outros, para preparar um menu onde se incluem, para além da tradicional cabidela, outros pratos […]
Os eventos da Ordem da Cabidela estão de volta e vão percorrer o país de norte a sul. São momentos para celebrar a gastronomia em ambiente descontraído e informal, onde cada chefe anfitrião é desafiado a convidar um conjunto de outros, para preparar um menu onde se incluem, para além da tradicional cabidela, outros pratos inspirados nela, desde as entradas à sobremesa.
Na Quinta do Monte d’Oiro, onde decorre o primeiro jantar, João Simões, do restaurante Casta 85, irá ter, como convidados, Alexandre Silva, do Loco (uma estrela Michelin) e do Fogo, Carlos Gonçalves, do Kampo e do Akua, Manuel Bóia, do Palácio do Chiado, Gastão Reis, do Do it Gastro, Maria Ramos, do Bairro Alto Hotel, Ana Vinagre, do JNcQUOI, Joana Pires, da Casta 85, Miguel Ribeiro, do Kabuki (uma estrela Michelin) e Ricardo Coutinho, do Cão Raposo. Segue-se, no mês seguinte, a 20 de Junho, um jantar no Restaurante Muralhas, em Leiria, do chefe João Cordeiro.
O terceiro e quarto jantares têm lugar no Restaurante Porinhos, em Fafe, do chefe Diogo Novais Pereira, a 18 de Setembro e no Restaurante Numa, em Portimão, do chefe Nuno Martins, a 11 de Outubro.
A 7 de Novembro, Oeiras recebe o penúltimo jantar da iniciativa no Restaurante Zé Varunca. O derradeiro acontece a 9 de Dezembro, na Casa Chef Victor Felisberto, do chefe Victor Felisberto, em Abrantes.
Adega do Ataíde da Symington Family Estates certificada

A Adega do Ataíde da Symington Family Estates foi certificada pelo Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), sistema de avaliação de mérito ambiental de edifícios com maior reconhecimento internacional, que é aplicado em mais de 150 países dos cinco continentes. A Adega do Ataíde fica na Região Demarcada do Douro e é a nova […]
A Adega do Ataíde da Symington Family Estates foi certificada pelo Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), sistema de avaliação de mérito ambiental de edifícios com maior reconhecimento internacional, que é aplicado em mais de 150 países dos cinco continentes.
A Adega do Ataíde fica na Região Demarcada do Douro e é a nova casa dos vinhos DOC Douro de gama alta da Symington. Além de ser a primeira adega em Portugal a obter a certificação, é também a primeira da Europa a ultrapassar os 60 pontos, e a quarta em todo o mundo com maior pontuação LEED, entre mais de meia centena de adegas já certificadas ou em processo de certificação. Os factores que mais contribuíram para o resultado alcançado foram a sua eficiência hídrica e energética, a inovação e a sustentabilidade do terreno.
Segundo Rupert Symington, CEO da Symington, “a concepção e construcção da Adega do Ataíde materializa e reflecte simultaneamente vários dos grandes objetivos traçados na nossa estratégia Missão 2025”. Entre eles estão “a redução da pegada de carbono, adaptação às alterações climáticas, viticultura, enologia de impacto ambiental reduzido, bem-estar dos colaboradores e o apoio às comunidades locais”, explica o gestor, acrescentando que “é assim, com muito orgulho, que vemos reconhecida, e valorizada, a nossa aposta nesta adega que, para além de cumprir os requisitos do LEED, integra um leque considerável de soluções inovadoras no campo da enologia”.
Extravaganza 2024: a prova continua!

Em Portugal temos alguns dos melhores vinhos generosos do Mundo. Certamente! E também ótimos eventos dedicados a este tipo de vinho, os casos do Nobre Gosto, em Oeiras, organizado por esta revista e daquele que é o mais antigo, elitista e quase familiar Extravaganza, em Sintra. Já passou algum tempo da sua última edição, mas […]
Em Portugal temos alguns dos melhores vinhos generosos do Mundo. Certamente! E também ótimos eventos dedicados a este tipo de vinho, os casos do Nobre Gosto, em Oeiras, organizado por esta revista e daquele que é o mais antigo, elitista e quase familiar Extravaganza, em Sintra. Já passou algum tempo da sua última edição, mas muitos dos vinhos provados ainda não saíram da nossa cabeça, tanta era a sua qualidade. Depois de eventos dedicados ao Vinho Madeira e Moscatel, a edição de 2024 voltou a centrar-se no Vinho do Porto, paixão maior do organizador, mentor e entusiasta Paulo Cruz. O local, sempre escolhido na vila de Sintra, voltou a ser a Casa dos Penedos, e o evento espraiou-se por três dias.
O primeiro foi totalmente dedicado à empresa J. H. Andresen, com a apresentação dos vinhos a cargo de Carlos Flores, que lidera a companhia (o enólogo é o experiente Álvaro Van Zeller). Foram provados mais de uma dezena de vinhos, de 1991 (o mais recente) a 1900, todos colheitas e todos a grande nível. A par dos vetustos 1910 e 1900, ambos verdadeiramente do outro mundo, destaque maior para os excelentes 1975 e 1963, complexos e cheios de acidez vibrantes.
O segundo dia esteve a cargo da brigada da bem conhecida empresa Symington, com a apresentação capitaneada pelo chefe de enologia Charles Symington, bem secundado por Gonçalo Brito da área comercial. Entre tawnies e vintages, mais novos e mais antigos, destaque para duas garrafas impecáveis de Dow’s vintage 1963, a fazer jus à fama, e o novo lançamento Graham Porto tawny 50 anos, um verdadeiro monumento!
Por fim, no terceiro e último dia de prova, foi a vez da empresa Rozés apresentar as suas categorias especiais, a cargo do enólogo (e enólogo do ano de vinhos generosos para a nossa revista) Manuel Henrique Silva, com a participação especial de António Saraiva, o administrador da empresa, em vários instantes de conversa. Também nesta prova houve muitos momentos altos, desde logo com um fantástico LBV 1983 a dar ares de vintage clássico, e dois magníficos colheitas, de 1950 e 1935! Nota ainda para um brunch vínico no início do segundo dia de provas, organizado pelo enófilo e grande conhecedor Paulo Bento, um momento de grande convívio em redor de garrafas raras. N.O.G.
Enoturismo do Alentejo cresceu 27% em 2023

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) anunciou que o enoturismo do Alentejo cresceu 27% em 2023. Entre os turistas que mais visitam a região para desfrutar de programas vínicos estão, em primeiro lugar, os portugueses, seguindo-se dos brasileiros e dos norte-americanos. Para além destes, destacam-se os cidadãos de países como a Suíça, Espanha, França, Bélgica […]
A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) anunciou que o enoturismo do Alentejo cresceu 27% em 2023.
Entre os turistas que mais visitam a região para desfrutar de programas vínicos estão, em primeiro lugar, os portugueses, seguindo-se dos brasileiros e dos norte-americanos. Para além destes, destacam-se os cidadãos de países como a Suíça, Espanha, França, Bélgica e Reino Unido. De salientar que o Canadá foi o país que registou o maior crescimento em 2023, na ordem dos 75%.
“O enoturismo é uma referência para o Alentejo, pois potencia a vinda de turistas à região e contribui para a dinamização da sua economia”, salienta Francisco Mateus, presidente da CVRA, acrescentando que “a tradição vitivinícola milenar, os vinhos de qualidade que produz, reconhecidos internacionalmente, e os programas diversificados de atividades ligadas ao enoturismo atraem cada vez mais turistas interessados em conhecer a região, a cultura, a gastronomia e as gentes alentejanas”.
Entre os diferentes programas vínicos destacam-se as visitas guiadas às vinhas, às adegas e às caves, as provas de vinhos, os workshops e cursos vínicos, as sessões de vinoterapia, os passeios a pé, de bicicleta e, até, a cavalo pelas vinhas.
De entre os diferentes itinerários disponíveis nos três distritos do Alentejo – Rota de São Mamede (Distrito de Portalegre), Rota Histórica (Distrito de Évora) e Rota do Guadiana (Distrito de Beja) – a Rota Histórica é a que tem mais enoturistas. No entanto, a Rota do Guadiana foi a que apresentou um maior crescimento (+44%) em 2023, face ao ano anterior.
Sumagrais com azeite bio

O produtor e enólogo Paulo Coutinho é igualmente um apaixonado produtor de azeite. Localizado junto à Vinha da Fonte, onde nascem os vinhos de produção biológica com a sua marca, o Olival dos Sumagrais, constituído por oliveiras centenárias, foi adquirido por Paulo Coutinho em 2020. Após um período inicial de quarentena, deu-se início à sua […]
O produtor e enólogo Paulo Coutinho é igualmente um apaixonado produtor de azeite. Localizado junto à Vinha da Fonte, onde nascem os vinhos de produção biológica com a sua marca, o Olival dos Sumagrais, constituído por oliveiras centenárias, foi adquirido por Paulo Coutinho em 2020.
Após um período inicial de quarentena, deu-se início à sua conversão para agricultura biológica, agora concluída com a certificação da colheita de 2023. O processo, rigoroso, incluiu não apenas o azeite, mas também confirmação nas oliveiras, por colheitas directas de folha e posterior pesquisa de resíduos. “Finalmente concretizamos o nosso objectivo”, diz Paulo Coutinho. “Sempre ambicionámos a certificação total dos nossos produtos, vinho e azeite”, acrescenta.
Mais impactante do que a certificação, digo eu, é a excelsa qualidade desde azeite produzido a partir destas vetustas oliveiras com as variedades autóctones do Douro. Tem apenas um senão: a minúscula quantidade produzida que, consoante a safra, varia entre as 300 e as 150 garrafas de 500ml. Paulo Coutinho, no entanto, revela ambição para o futuro: “à medida que o olival se dirige ao seu equilíbrio, contamos com um crescimento regular até às expectáveis…400 garrafas!”
O azeite Olival dos Sumagrais Bio (colheita 2023), está disponível por €21 na loja online www.paulocoutinho.wine. Como esta colheita só deu 150 garrafas, é melhor não perder tempo. LL
Vinho na Vila é no dia 11 de Maio

Considerada por muitos a “mais branca aldeia de Portugal”, a Vila Alva engalana-se em Maio para a festa do ano. É já no próximo dia 11 que os seus habitantes voltam a abrir as portas das suas casas, para acolher os visitantes em provas de vinhos e petiscos, em mais uma edição do “Vinho na […]
Considerada por muitos a “mais branca aldeia de Portugal”, a Vila Alva engalana-se em Maio para a festa do ano. É já no próximo dia 11 que os seus habitantes voltam a abrir as portas das suas casas, para acolher os visitantes em provas de vinhos e petiscos, em mais uma edição do “Vinho na Vila”, onde algumas dezenas de produtores de todo o país se juntam para celebrar a gastronomia e o vinho em ambiente de festa.
Pelo aglomerado rústico, nas 13 adegas da terra e nas bancas de mais 35 produtores de todo o país, no Largo da Fonte ou na Praça da Igreja Matriz, vão estar em prova mais de 250 referências de vinhos, a par das comidas típicas da região. A organização cabe ao Enóphilo e ao produtor XXVI Talhas e conta com o apoio do município de Cuba.
“O ano passado recebemos cerca de meio milhar de pessoas. Foi indescritível o ambiente que se criou!”, salienta Alda Parreira, uma das mentoras do projeto, e representante da marca XXVI Talhas, juntamente com o irmão, Daniel Parreira. “Este projeto é muito mais do que um encontro em redor do vinho e dos petiscos. É um convite a que nos descubram, a que sejam contagiados pelas maravilhas que se escondem no interior profundo do nosso país, nomeadamente o Alentejo”, acrescenta.
Este ano, na véspera do evento, dia 10 de maio, há a novidade “Chefs na Vila”, com João Narigueta e Filipe Ramalho a preparar uma refeição a quatro mãos para vinhos de três produtores: XXVI Talhas, Mainova e Joaquim Arnaud. A degustação terá início às 20h00, na adega do Mestre Daniel, a casa dos XXVI Talhas, em Vila Alva.
Para Luís Gradíssimo, do Enóphilo, a quem cabe a organização, pelo segundo ano, do Vinho na Vila, esta iniciativa é “das mais genuínas e pitorescas”, nas quais está envolvido. “Depois da edição de 2023, os habitantes envolveram-se intimamente com o projeto, retocando a cal das paredes para avivar a sua brancura e abrindo as portas das próprias casas para acolher os forasteiros que chegam de todo o país. É único!”
A partir das 20h30, é servido o Jantar com Vinho, no largo da Igreja Matriz de Vila Alva, para dar protagonismo à comida tradicional alentejana harmonizada com vinhos do produtor XXVI Talhas. “Sentimos que devemos devolver algo à comunidade que nos viu nascer e crescer, contribuindo para que a riqueza que esta povoação tem nas suas adegas de talha ancestrais, seja valorizada”, remata Daniel Parreira.
