O Barca-Velha e eu

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Tudo começou com o 1966. De então para cá tenho acompanhado a história deste vinho icónico. Com percalços e momentos de exaltação, como compete a uma relação que se preze.
TEXTO: João Paulo Martins
Foi na minha juventude, no final dos anos 60, que comecei a ouvir falar neste tinto do Douro. Não liguei. Não só eu não comprava vinhos como não tinha qualquer informação sobre a região, o vinho e a sua história. Mas falava-se, é verdade. Na altura já se dizia que não era um vinho barato, mas para mim era estratosférico.
Foi na segunda metade dos anos 70 que me dispus a comprar uma garrafa, com um intuito comemorativo, após o nascimento da minha filha Rita. Lembro-me que a compra me custou. Mas não doeu muito. À época (1978) eu já comprava vinhos, mas, seguindo os gostos da época, eram os vinhos velhos que me chamavam a atenção. Numa era pré-histórica, sem Net ou telemóvel, sem imprensa especializada, o que se falava de vinhos era no boca-a-boca, ouvia-se aqui e ali uns comentários e pronto.
Para o meu tecto habitual de gasto em vinho, o meu Barca-Velha 1966 custou quatro vezes mais e, por isso, foi sempre tido como vinho especial. Só retomei o contacto com a marca quando saiu o Reserva Especial de 1980, nos finais dessa década. Desde então tenho estado atento ao perfil, ao estilo e às mudanças de personalidade do vinho.
Confesso que, por gosto pessoal, me inclino sempre mais para as edições mais recentes, que procuro consumir no máximo até 10 anos depois da saída do vinho. Eu sei que ele dura mais, mas o prazer já não é o mesmo. Apercebi-me que alguns Reserva Especial poderiam ter sido Barca-Velha (como o 1980 ou o 1986) e que outros (como o Barca-Velha 1982) deveriam ter tido outra designação.
Essa é a idiossincrasia do vinho, sempre capaz de nos surpreender, para um lado ou outro. Não cheguei a conhecer pessoalmente Fernando Nicolau de Almeida, mas a enologia da Ferreira aprendeu bem a lição de não ceder nos princípios e de não facilitar na decisão. Por isso demora tanto tempo escolher o epíteto: Barca-Velha ou Reserva Especial?
Percebe-se a delonga, porque sabemos que os vinhos, nos primeiros três a quatro anos, andam “para cima e para baixo” e é na estabilização pós-tormenta que melhor se pode compreender a valia do que está dentro da garrafa. Como tive oportunidade (única) de provar esses vinhos que estão “no forno”, posso assegurar que a espera é justificada. Outros preparam os vinhos para estarem em condições de consumo dois a três anos após a colheita. Na Ferreira sabe-se que, com essa idade, os grandes tintos ainda estão em estado imberbe, ainda no infantário. Por isso tudo vai continuar como até aqui. E nós, como apreciadores da marca, agradecemos.
(Artigo publicado na edição de Outubro 2020)
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O costureiro da Foz do Tua

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[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Três hectares de vinha, num dos melhores “spots” do Douro, transformaram em realidade o sonho de um empresário têxtil de Barcelos. João Fernandes e a sua família dedicaram-se de corpo e alma àquele pequeno paraíso e, depois dos primeiros vinhos, chega agora ao mercado um tinto de “haute couture”: o Costureiro.
Texto: Luís Lopes
Crédito nas fotos: Foz Tua/Carlos Vinagre
Nascido e criado em Barcelos, foi naquela cidade e na indústria têxtil que João Fernandes se lançou na actividade profissional e construiu, após décadas de muito trabalho e investimento, um sólido sucesso enquanto empresário. Sempre que possível, o fim de semana era o momento de espairecer as vistas e a mente, e o Douro o destino de eleição.
Sem qualquer ligação ao mundo do vinho, João Fernandes e família acabaram por a pouco e pouco ir nele mergulhando, entre visitas a quintas, vinhas e adegas. O resultado antevia-se e era quase inevitável: a produção de um vinho a que pudessem chamar seu.
A ocasião surgiu em 2014. No concelho de Carrazeda de Ansiães estava à venda uma parcela de terreno com cerca de 6 hectares, dos quais 3 de vinha e os restantes plantados com oliveiras, amendoeiras e laranjeiras. O local, pelo menos no que ao potencial vínico diz respeito, era muito recomendável: na foz do rio Tua, mesmo na curva do último monte que confronta simultaneamente com o rio Douro a Sul e com o rio Tua a poente, com vistas para dois ilustres vizinhos, a Quinta dos Aciprestes e a Quinta dos Malvedos.

A vinha da propriedade tem várias plantações, desde o início dos anos 80 até 2004. Disposta sobretudo em patamares de dois bardos, é limitada pelas voltas da estrada que liga Foz do Tua a Carrazeda de Ansiães, e entre as cotas de 185 metros e 270 metros apresenta as castas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Foi uma compra de impulso, confessa João Fernandes. O filho César, acrescenta, rindo, “primeiro comprou a vinha, depois pensou no que fazer com ela.”
Mas a razão de ser daquelas uvas só poderia ser vinho, e vinho se fez logo em 2014. No mesmo ano, foi criada a empresa agrícola Foz do Tua e arranjou-se forma de contratar localmente o granjeio da vinha e o aluguer do espaço de vinificação numa adega próxima. A enologia foi entregue à empresa Duplo PR. Pisadas a pé em lagar e depois maceradas e fermentadas em cubas inox, essas uvas deram origem a um vinho estagiado em barricas de carvalho francês e engarrafado em 2016. Nascia assim o primeiro FozTua.
Logo em 2015, a família Fernandes resolveu que tinha de possuir uma adega própria. Mais uma vez o destino veio ao seu encontro sob a forma de uma adega típica do sec. XIX, com lagares em cima e toneis em baixo, localizada junto à estação de caminho de ferro do Tua (bem próximo das vinhas) e desactivada desde 1992. Um projecto à medida de César Fernandes, o filho arquitecto, que ali aplicou a sua arte no sentido de preservar o travejamento original das coberturas e outros elementos técnicos e históricos do edifício, melhorando ao mesmo tempo o isolamento térmico, as acessibilidades, iluminação e as infra-estruturas eléctricas, de água e esgotos.
Os três lagares de pedra foram mantidos e um deles adaptado, com aço inoxidável, para ali se receber e pisar as uvas. No piso inferior, instalaram-se as cubas de fermentação e armazenamento, prensa e barricas e a adega ficou operacional na vindima de 2018. As novas instalações, preparadas para 30.000 litros, permitiram igualmente a elaboração de vinhos brancos, a partir de uvas Rabigato e Viosinho adquiridas em zonas altas de S. João da Pesqueira.

O portefólio da casa é quase tão pequeno quanto a vinha: um branco, DouTua, e depois, subindo na pirâmide, três tintos, DouTua, FozTua e o agora apresentado, Costureiro. O nome e a imagem no rótulo não podiam ser mais explícitos: o topo de gama da empresa pretende homenagear a confeção têxtil, em geral, e o trabalho e dedicação da família de João Fernandes a esta actividade. Surgirá apenas nos melhores anos (João está convicto de que este, de 2020, será um deles) a partir das uvas das parcelas mais antigas da quinta.
Uma pequena vinha, uma adega “boutique” e muita paixão e vontade são assim os ingredientes necessários para gerar um projecto vínico assente no rigor e na qualidade. Ali, a vindima é uma festa de família onde participam o casal João e Amélia Fernandes, acompanhados de três filhos e seis netos. Como se vê numa das fotos que ilustra esta peça, os mais pequenos não são os menos empenhados. E essa é a melhor garantia de futuro que o costureiro da Foz do Tua poderia ter.
(Artigo publicado na edição de Outubro de 2020)[/vc_column_text][vc_column_text]
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Quinta de Ventozelo: Um pedaço do paraíso

Ocupando 400 hectares de área, Ventozelo é uma das maiores quintas do Douro. Conhecida desde há muito pelos vinhos de superior qualidade, associa-lhes hoje um outro produto de excelência: o turismo. A localização e beleza natural da propriedade, o conceito e oferta turística disponibilizados, aliam-se a um portefólio vínico de respeito, fazendo da Quinta de […]

Ocupando 400 hectares de área, Ventozelo é uma das maiores quintas do Douro. Conhecida desde há muito pelos vinhos de superior qualidade, associa-lhes hoje um outro produto de excelência: o turismo. A localização e beleza natural da propriedade, o conceito e oferta turística disponibilizados, aliam-se a um portefólio vínico de respeito, fazendo da Quinta de Ventozelo um destino obrigatório para quem quer sentir verdadeiramente o Douro.
TEXTO Luís Lopes
“Ventozelo é um daqueles sítios especiais, mágicos, difíceis de descrever”. As palavras de Jorge Dias, que abrem um bonito livro sobre a quinta, reflectem por inteiro o impacto daquele local em quem o visita, mas não dizem da extraordinária dedicação pessoal que o director-geral da Gran Cruz colocou em todo o processo que levou ao renascimento de uma das mais emblemáticas propriedades durienses. Profundo conhecedor do Douro, desde a aquisição de Ventozelo pelo Grupo Gran Cruz no final de 2014, Jorge Dias tem liderado de forma empenhada e apaixonada a requalificação da propriedade em todas as suas vertentes, vinha, vinho, cultura, turismo.
Na margem esquerda do Douro, a Quinta de Ventozelo estende-se ao longo de três quilómetros de frente de rio, uma localização privilegiada tanto nos dias de hoje quanto nos primórdios da sua existência, no início do século XVI. Na verdade, a menção ao lugar de Ventozelo é bem anterior, vem do século XIII, mas só a partir de 1500 a quinta aparece registada como fazendo parte do extenso património do mosteiro de São Pedro das Águias, que por emprazamento a entregou aos fidalgos da Casa do Poço, de Lamego.
Na freguesia de Ervedosa do Douro (S. João da Pesqueira), Ventozelo desenvolve-se numa espécie de anfiteatro virado para o rio, desde a margem até aos 600 metros de altitude. A água trazida pela Ribeira de Ervedosa, que atravessa a quinta, foi no passado essencial para a manutenção de uma actividade agrícola importante, centrada no olival, nas hortas, e na plantação de cereais e sumagre, para além da exploração da caça, abundante nas matas que ainda hoje ocupam grande parte da propriedade.
Na história da Quinta de Ventozelo, o vinho só viria a ter relevância de primeira ordem a partir de finais do século XVIII, com vastas áreas de vinha plantadas nos três núcleos em que está subdividida: Ventozelo Velho, Ventozelo Novo e Quinta Nova. A quinta permaneceu na posse dos descendentes da Casa do Poço até às crises do oídio e filoxera, passando no final do século XIX para as mãos da Companhia Vitícola, Vinícola e Agrícola de Ventozelo. O vinho do Porto continuava a ser a principal fonte de riqueza, mas procurou-se a diversificação, com grandes investimentos em uva de mesa, fruta, azeite, cereais e floresta. No século XX a quinta mudou várias vezes de mãos.
Como marco relevante, o início do engarrafamento de Vinho do Porto na propriedade, nos anos 80. Em 1999, Ventozelo foi comprada pela empresa espanhola Proinsa, que ali fez enormes investimentos na vinha (a área plantada mais do que duplicou, chegando aos actuais 200 hectares) e na comercialização de vinhos do Douro e do Porto. Não obtendo o retorno esperado, a Proinsa procurou parcerias, em modelos diversos, primeiro com a Real Companhia Velha, em 2008, depois com a Gran Cruz, em 2011, passando este grupo (ligado à francesa La Martiniquaise, de Jean-Pierre Cayard) a vinificar os vinhos de Ventozelo. O conhecimento da quinta e dos seus vinhos terá certamente pesado na decisão que levou à compra de Ventozelo em dezembro de 2014. A Gran Cruz, exportador líder de Vinho do Porto, avançava assim para a produção própria no Douro.

O Douro numa quinta
O tamanho, localização e características de Ventozelo permitiram a Jorge Dias integrar a quinta no projecto estratégico que já estava a ser desenvolvido na Gran Cruz e dotar a propriedade de outro alcance e valências, sob o lema “O Douro numa Quinta”. Mas sem nunca perder de vista que, antes de tudo, Ventozelo produz uva e vinho. E 200 hectares de vinha, com diferentes altitudes, tipologia de solos, exposição e castas, são um verdadeiro puzzle cujas peças o responsável de viticultura, Tiago Maia, vai pacientemente estudando para encaixar no sítio certo.
Mais de 40 hectares foram, entretanto, reestruturados, para corrigir alguns erros de plantações anteriores e elevar o potencial qualitativo da quinta. Nas novas plantações foram abandonados os patamares de duas linhas, adoptando-se a linha única. O conceito vitícola actual assume especial relevo na parcela do Chorão, onde em 4 hectares de terraços pós-filoxéricos se plantaram em field blend 21 variedades clássicas do Douro que já deram a primeira produção em 2019. Mantiveram-se e cuidaram-se outras parcelas plantadas nos anos 50, bem como a notável colecção ampelográfica de 54 castas criada em 2005. A sustentabilidade do solo é uma preocupação constante, com um coberto vegetal nos vinhedos proporcionado por vegetação espontânea ou sementeira de leguminosas e gramíneas. Esta vegetação, controlada através de cortes mecânicos, protege da erosão, ajuda a conservar água e fomenta a biodiversidade.
No global, a vinha de Ventozelo está organizada em 17 parcelas, subdivididas em 135 talhões. As castas tintas representam 90% do total, com Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional como mais representativas. Nas variedades brancas, destaca-se a Viosinho, seguida de Malvasia Fina e Rabigato.
Os vinhos são elaborados na moderníssima adega Gran Cruz em Alijó, um centro de vinificação de excelência que custou 20 milhões de euros, construído sob a supervisão do director de enologia José Manuel Sousa Soares e que iniciou a laboração na vindima de 2013. Mas apesar de todas as condições existentes em Alijó, a equipa da Gran Cruz tem em mente reactivar os belíssimos lagares tradicionais de Ventozelo. Algo que o crescente peso do enoturismo na propriedade pode até tornar imperativo…
O portefólio de Ventozelo é vasto (cerca de 20 referências) e de grande consistência qualitativa. Na oferta vínica, que se inicia com o blend Azul de Ventozelo, avultam sete varietais (oito, se contarmos que o Syrah aparece em duas versões, com e sem madeira), para além de vários blends, culminando no Essência de Ventozelo, elaborado a partir do lote dos melhores vinhos de cada ano, independentemente do talhão/parcela que lhes deu origem. A ideia passa por colocar dentro da garrafa o “espírito” da quinta, com todas as suas expressões e diversidade. Também há Porto, claro, LBV e Vintage. E fora do âmbito estritamente vínico, mas com enorme sucesso junto dos visitantes e hóspedes da quinta, o Gin de Ventozelo, obtido a partir de um blend botânico de ervas aromáticas da quinta maceradas em álcool vínico destilado de vinhos da propriedade. E depois, o azeite, como não podia deixar de ser.

O turismo, pois então
Aqui chegado, é imperativo falar do enoturismo de Ventozelo. O turismo, associado à cultura e à experiência sensorial, sempre foi encarado por Jorge Dias como indissociável do mundo do vinho. A Gran Cruz, aliás, tem sido pioneira na forma de abordar o turismo vínico de forma diferenciadora. O Espaço Porto Cruz, inaugurado em 2012 no centro histórico de Gaia, com a sua expressão multidisciplinar e multissensorial do vinho do Porto, é um perfeito exemplo disso mesmo. Em 2018 foi a vez do hotel Gran Cruz House, na praça da Ribeira, no Porto.
A gastronomia acompanha a experiência vínica, e a parceria com o chefe Miguel Castro Silva, activada em Gaia e na Ribeira, estendeu-se ao restaurante de Ventozelo, apropriadamente chamado Cantina, e onde os sabores do Douro, Trás-os-Montes e Beira Alta estão em evidência, privilegiando sempre os produtos cultivados nas hortas da quinta ou de fornecedores de proximidade.
Em termos de alojamento, Ventozelo é uma pequena aldeia, com 29 quartos distribuídos por sete edificações distintas. Casas e construções agrícolas que já existiam e que foram recuperadas com originalidade, bom gosto e a preocupação de integração na paisagem, com pedra à vista, pedra caiada, reboco caiado e madeira pintada. A Casa do Feitor, deu lugar a cinco quartos duplos e uma suite, incluindo uma sala de estar comum com lareira e varanda com vistas de rio.
Um antigo celeiro foi reconvertido na Casa do Laranjal, com cinco quartos duplos e pátio individual com vista para o laranjal. Um armazém de alfaias é agora uma suite romântica. O edifício dos Cardanhos (camaratas dos trabalhadores agrícolas) transformou-se em sete quartos duplos. Talvez o alojamento mais original sejam os dois balões de cimento, onde se armazenavam grandes volumes de vinho, e que hoje albergam duas amplas suites. Afastado deste “núcleo urbano” (que integra uma magnífica piscina exterior e uma Mercearia, com produtos da quinta e da região) está o alojamento mais imponente, a Casa Grande, que dispõe de seis quartos duplos, biblioteca, sala de jantar, cozinha e ainda uma exclusiva piscina infinita sobre o Douro. Mais junto à água (Ventozelo tem cais privativo e proporciona passeios de barco), a Casa do Rio, com dois quartos duplos, sala, cozinha e terraço.
Mas no Douro não basta fornecer alojamento e alimentação de qualidade. É preciso dar que fazer aos visitantes. E no Ventozelo não faltam motivos para sair do quarto. Desde logo, o Centro Interpretativo, uma espécie de museu vivo e interactivo criado pela museóloga Natalia Fauvrelle e que oferece uma espectacular experiência sensorial (incluindo efeitos visuais, sons e aromas) na descoberta de Ventozelo e da sua história.

Um passeio a pé mais descansado pode incluir uma visita à capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, aos lagares e adega, alambique, hortas biológicas, pomares e jardim das aromáticas, culminando com a prova de vinhos. Áudio-guias estão disponíveis nos passeios em viatura todo o terreno, ajudando assim a interpretar a paisagem vitícola. Mas o melhor mesmo é usufruir da diversidade paisagística e biológica e ao mesmo tempo fazer exercício, puxando pelas pernas e aventurando-se num dos sete percursos pedestres sinalizados, com diferentes níveis de dificuldade. E se quisermos elevar essa experiência ao seu pináculo, basta acertar com o hotel e, no ponto escolhido, estará à nossa espera uma cesta com tudo o que precisamos para retemperar forças e ficar mais algum tempo em contemplação deste mundo mágico de Ventozelo.

(Artigo publicado na edição de Outubro de 2020.)
Grupo Terras & Terroir entra na Bairrada, com compra da Quinta do Ortigão

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Agora presente em três regiões vitivinícolas, o grupo Terras & Terroir acaba de anunciar que adquiriu a Quinta do Ortigão, em Anadia, na Bairrada. Em posse do grupo estavam já a duriense Quinta da Pacheca, desde 2012; […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Agora presente em três regiões vitivinícolas, o grupo Terras & Terroir acaba de anunciar que adquiriu a Quinta do Ortigão, em Anadia, na Bairrada. Em posse do grupo estavam já a duriense Quinta da Pacheca, desde 2012; a Quinta de São José do Barrilário, desde 2017, também no Douro; e a Caminhos Cruzados, no Dão, desde 2020.
À semelhança do que aconteceu nos outros projetos, a equipa responsável da Quinta do Ortigão mantém-se na íntegra, ficando o gestor Pedro Alegre com parte da sociedade, “garantindo desta forma uma transição tranquila”, refere a Terras & Terroir, que tem Paulo Pereira e o casal Maria do Céu e Álvaro Lopes como proprietários e administradores.
A centenária Quinta do Ortigão é constituída por 15 hectares de vinha, onde estão plantadas castas típicas da Bairrada, como as brancas Maria Gomes, Arinto e Bical. Nas tintas domina a típica Baga, complementada pelas castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Cabernet Sauvignon.
“No nosso percurso profissional, com mais de 30 anos a comercializar produtos portugueses pelo mundo, conhecemos muito bem as várias regiões do nosso país. Juntamos a essa visão a nossa capacidade de trabalho e de envolvimento das equipas, e estamos certos de estar a trilhar um caminho excepcional”, garantem os administradores do grupo. Pedro Alegre, por sua vez, mostra-se contente com a transacção: “Com a entrada de novos acionistas no capital da empresa, a Quinta do Ortigão ganha dimensão e visibilidade, mantendo a sua identidade, cimentada ao longo de quatro gerações a produzir vinhos e espumantes de reconhecida qualidade”.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
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Herdade do Mouchão: Um primeiro entre iguais

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Mouchão não é apenas um nome incontornável no Alentejo. É uma das maiores referências nacionais, tributário de um terroir muito próprio e de uma casta – Alicante Bouschet – sem dúvida temperamental. Um tinto e uma marca, […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Mouchão não é apenas um nome incontornável no Alentejo. É uma das maiores referências nacionais, tributário de um terroir muito próprio e de uma casta – Alicante Bouschet – sem dúvida temperamental. Um tinto e uma marca, cuja actual gama tem também brancos, sempre num perfil longevo e intenso, com uma grande e fiel legião de fãs. Numa palavra: deslumbrante.
TEXTO: Nuno de Oliveira Garcia
FOTOS: Ricardo Gomez
Passo por Casa Branca, não longe de Sousel, e a Herdade do Mouchão aproxima-se entre sobreiros, pinheiros e eucaliptos enormes. Este é o momento em que penso sobre o que significam para mim os vinhos do Mouchão.
Da memória surge-me a prova mítica da colheita de 1974 (com o João Paulo Martins e o cineasta João Canijo), do melhor tinto de 1954 (Reserva 1954) que já bebi, e óptimas garrafas de 1963 e 1969, e 1982 (a última com o advogado e amigo Ricardo Reigada Pereira). Recordo, ainda, a minha convicção de que um Mouchão é uma marca de vinho tinto que transpõe as barreiras da região e de gerações.
Comecei a prová-lo, sempre tinto (as actuais versões brancas são nas referências Ponte e Dom Rafael), faz muito tempo, mas Mouchão sempre foi Mouchão, um ‘primus inter-pares’, um daqueles poucos vinhos que faz tremer e temer os melhores tintos das demais regiões portuguesas.
A frescura de um terroir mais nortenho que o habitual na região, em conjunto com notas clássicas alentejanas (em parte fruto do uso de alguma Trincadeira), e uma longevidade lendária, há muito que são atributos da marca procurados por seguidores exigentes.
Rigorosamente, não há nada de vulgar na Herdade do Mouchão, nem sequer os enormes eucaliptos que acima referi e que provém, nada menos nada mais, do que da Nova Zelândia, trazidos por membros da família Reynolds, ali plantados faz mais de um século. No que respeita a história, aliás, o Mouchão é ímpar na região, sendo ainda hoje a adega comercial (não-familiar) mais vetusta do Alentejo, datando de 1901 (o edifício estaria totalmente terminado em 1904).
Mas vamos mais atrás ainda no tempo… pois foi ainda antes da segunda metade do século XIX que família Reynolds funda a companhia ‘Thomas Reynolds & Son’ e se instala no norte de Portugal, comercializando Vinho do Porto, azeite, mel, lã, e cortiça em prancha. A cortiça comercializada provinha de várias herdades a sul, do Montijo ao Alentejo, incluindo a Herdade do Mouchão, e algumas até em Espanha, todas arrendadas pela família. Em 1870, com o desenvolvimento da venda da cortiça como área de negócio, parte da família, então liderada por John Reynolds, instala-se definitivamente no Alentejo, comprando a Herdade do Mouchão e, assim, controlando a cadeia de produção desde o início.
Dez anos volvidos, chegam à herdade dois académicos da Universidade de Montpellier peritos em solos e castas, e uma vinha de Alicante Bouschet é, pela primeira vez, sugerida e aconselhada para solos alentejanos (diz-se que os próprios professores teriam trazido algumas varas da variedade que na altura representava um progresso por ser tintureira). Pouco depois, a casta é efectivamente plantada na herdade e, atualmente, é raro encontrar um topo de gama em todo o Alentejo sem esta uva no lote!
Aliás, os solos de aluvião onde se encontra a Vinha dos Carapetos – de onde provém as uvas para o imponente topo de gama Tonel 3-4 – foram primeiramente plantados com Alicante logo em 1890. Mais uma década volvida, e é construída a adega onde os vinhos começariam a ser produzidos para, em parte serem vendidos a granel (em garrafão ou barrica) sobretudo em Lisboa, e outra parte para consumo da casa e dos trabalhadores da herdade. Sim, por que quando falamos do Mouchão falamos, como noutros lugares do Alentejo, de uma herdade no sentido clássico e enquanto núcleo económico e social, produzindo-se cortiça, azeitona para azeite e, claro, vinho. E ainda aguardente, a partir da destilaria da propriedade datada de 1929, prática que anda hoje se mantém, a par de um tinto generoso de grande qualidade.

Uma casa com muita história
Por tudo isto, a fama dos tintos do Mouchão não é propriamente recente… O primeiro engarrafamento é de 1949, mas só a partir de 1950 do século passado começaram a ser rotulados e vendidos (se puderem, não deixem de tudo fazer para provar uma garrafa de 1954) e, durante os 25 anos seguintes, são produzidas várias colheitas magníficas – muitas delas a dar ainda óptima prova e a serem comercializadas a preços pouco comedidos –, sempre com um lote a partir de uma maioria de Alicante Bouschet, com alguma Trincadeira.
Este trajecto seria apenas interrompido com a Revolução de Abril (1974) e, mais propriamente, com a expropriação, pouco depois, da propriedade. Algumas colheitas mantiveram o nível alto, como a histórica de 1974, mas também as de 1979 e de 1982, e existe a particularidade de algumas garrafas terem um rótulo com referência à ‘Cooperativa de Produção Agrícola 25 de Abril de Mouchão e Anexos’ a lembrar-nos, precisamente, desse tempos agiutados. A propriedade entraria, todavia, em declínio, e a vinha e adega progressivamente abandonadas.
Em 1985, pela mão de Albert Reynolds, a família recupera o património e rapidamente começa a retomar os negócios. Os tonéis começam a ser recuperados (tarefa que demorou mais de dois anos a terminar), a eletricidade é instalada (imagine-se, apenas em 1991!), e a adega inicia obras de reconstrução que mantiveram a traça e funcionalidades originais. Também a vinha foi parcialmente recuperada e foram plantados 27 hectares entre 1988 e 1995.
Hoje, a vinificação pouco difere das gloriosas décadas de cinquenta a sessenta, com a vindima a começar bem cedo pela manhã. Tirando o cuidado com o uso de caixas de 15 quilos, tudo o resto é praticamente igual desde há décadas. A fórmula é o que sai da vinha: produções naturalmente baixas (nunca superiores a 4,5 ton./ha.), bagos pequenos, película forte, entrada em lagar sem desengace. Claro que existe uma equipa atrás, sendo atualmente liderada por Hamilton Reis na enologia (que transitou do projecto Cortes de Cima). Para o enólogo, é a acidez transversal dos vinhos e a sua textura (até nos mostos, confidencia-nos com um sorriso), que o surpreende a cada dia. João Alabaça, adegueiro há praticamente trinta anos (filho e neto de adegueiros da casa), continua de pedra e cal, e o jovem Joaquim Gomes é o responsável pela viticultura. Paulo Laureano, que anteriormente capitaneou a enologia, mantem-se activo no projeto, agora como consultor, com a missão de manutenção de um estilo que tanto sucesso augurou.
A propriedade é resultado da junção de quatro herdades e compreende cerca de 900 hectares, dos quais 700 de montado, 65 de olival e 43 de vinha, produzindo-se ainda mel. O topo de gama é o já referido Mouchão Tonel 3-4, exclusivamente de Alicante Bouschet, da histórica Vinha dos Carapetos, cujo nome resulta do estágio por três anos em dois tonéis (lá está: n.º 3 e n.º 4) de aduelas de castanho e carvalho com fundos de macacaúba e mogno. O clássico Mouchão mantém-se produzido a partir de uma maioria de Alicante Bouschet e Trincadeira, com algum Aragonez em algumas colheitas. À semelhança do seu irmão, estagia em tonéis antigos, amadurecendo ainda por dois ou mais anos em garrafas (a colheita agora lançada é a de 2014 – ver nota de prova).
A marca Ponte – até agora denominada Ponte das Canas (derivado de outra vinha famosa da herdade) – é criada no final da primeira década no novo século, procurando-se manter o know-how e técnicas típicas da casa, mas conjugado com as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Syrah. Por fim, o Dom Rafael, marca criada ainda nos anos ’80 do século passado, e nascida das vinhas antigas de Aragonez e Castelão, desde há vários anos também com referência em branco assente Antão Vaz, Arinto e Fernão Pires (e algum Perrum em antigas colheitas). São, no total, nove os lagares da adega e pouco mais de 200 mil garrafas por ano. A gestão cabe à sexta geração à frente da Herdade do Mouchão, e é encabeçada por Iain Reynolds Richardson que tem um único desígnio: manter todas as técnicas tradicionais – da apanha a mão, à pisa a pé, passando pelas prensas manuais – e melhorar cada vez mais o vinho final. Se é que é possível melhorar o que já é quase perfeito…
(Artigo publicado na edição de Outubro 2020)
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Ferran Centelles, ex-sommelier do elBulli, vem ao Six Senses falar sobre vinho

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Pela primeira vez no vale do Douro, de 12 a 14 de Agosto, o sommelier Ferran Centelles estará no Six Senses a partilhar os seus conhecimentos sobre vinho com a equipa do hotel de luxo de Lamego, e […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Pela primeira vez no vale do Douro, de 12 a 14 de Agosto, o sommelier Ferran Centelles estará no Six Senses a partilhar os seus conhecimentos sobre vinho com a equipa do hotel de luxo de Lamego, e com o público que desejar inscrever-se no evento.
Ferran Centelles (Diploma WSET) fez parte da equipa de sommeliers do restaurante elBulli entre 2000 e 2011. No entanto, o seu currículo vai muito para além disso: após a transformação do restaurante em fundação, continua vinculado à mesma como director do departamento de bebidas da elBullifoundation, organizadora do projecto Sapiens del Vino. Adicionalmente, é também colaborador no site de Jancis Robinson, enquanto provador especializado em vinhos espanhóis. Em 2016, publicou o seu primeiro livro sobre harmonização de comidas e vinhos, intitulado “Qué vino con este pato?”; e em 2020, publicou “As 100,75 perguntas que você sempre quis fazer sobre o vinho”. Já em 2021, chega a vez de seu ensaio “The Bottle 18”.

Além de orientador regular em cursos de vinho em Espanha, Chile e Colômbia, colabora ainda com a Outlook Wine (The Barcelona Wine School). De destacar também é a co-presidência do júri espanhol do Decanter World Wine Awards, juntamente com Pedro Ballesteros MW, e a presidência do júri de sommeliers do International Taste Institute. Em 2006, foi eleito o melhor sommelier de Espanha (Ruinart), em 2011 galardoado com o Prémio Nacional de Gastronomia, em 2013 recebeu o prémio de melhor profissional pela Academia Catalã de Gastronomia e, em 2020, alcançou o WSET Outstanding Prémio Alumni.
Mais informações e reservas, para o programa de Ferran Centelles no Six Senses, através do telefone +351254660600 ou do e-mail reservations-dourovalley@sixsenses.com.
Programa:
Quinta-feira, 12 de Agosto
17:30 Prova Privada de Vinhos do Douro – EUR 120,00 por pessoa
Sexta-feira, 13 de Agosto
17:30 Prova Privada de Vinhos do Porto Premium – EUR 150,00 por pessoa
20:30 Jantar vínico – Real Companhia Velha no restaurante Vale de Abraão – EUR 220,00 por pessoa
Sábado, 14 de Agosto
18:30 Prova Privada de Vinhos do Douro – EUR 120,00 por pessoa
20:30 Jantar vínico – Petiscos Portugueses na Wine Library – Protótipo Wines – EUR 150,00 por pessoa[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
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Falua lança website revigorado, com novas funcionalidades

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Com 25 anos de história no sector do vinho, a Falua — Sociedade de Vinhos acaba de lançar o seu novo website, pleno de novas funcionalidades e intuitivo na navegação, com imagem renovada. Em www.falua.pt é possível […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Com 25 anos de história no sector do vinho, a Falua — Sociedade de Vinhos acaba de lançar o seu novo website, pleno de novas funcionalidades e intuitivo na navegação, com imagem renovada.
Em www.falua.pt é possível conhecer a história da Falua e das várias marcas associadas à empresa, tanto da região do Tejo como da região do Vinhos Verdes, onde entrou recentemente com Barão do Hospital. Conhecer as características do terroir e uma pequena viagem a cada uma das Regiões Demarcadas são algumas das atracções deste website da Falua, a par da descoberta de todas as referências do portefólio, como Conde Vimioso, Falua, North Canyon e Barão do Hospital.
Fundada em 1994, no Tejo, a Falua rapidamente cresceu para outras regiões e afirmou-se no mercado com vinhos assinados pela enóloga Antonina Barbosa, também directora-geral da empresa. Actualmente, a Falua pertence ao Grupo Roullier.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
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A DOEAT entrega em casa ingredientes frescos e receitas simples

Simples de fazer, mas impressionantes no resultado. São assim as receitas do serviço DOEAT, que entrega ingredientes frescos e instruções fáceis, para que cada um de nós se transforme no chef lá de casa. Os motivos para utilizar o serviço são muitos, desde a falta de criatividade para não repetir os pratos que já fizemos […]
Simples de fazer, mas impressionantes no resultado. São assim as receitas do serviço DOEAT, que entrega ingredientes frescos e instruções fáceis, para que cada um de nós se transforme no chef lá de casa.
Os motivos para utilizar o serviço são muitos, desde a falta de criatividade para não repetir os pratos que já fizemos para nós ou para a família cem vezes, até ao brilharete que queremos fazer perante os amigos, passando pelo cansaço no final de um dia de trabalho, que nos rouba a vontade de cozinhar. Assim, a DOEAT tem disponível, na sua plataforma, 24 receitas de cozinha nacional e internacional para encomendar, entre pratos vegetarianos como Tofu com Miso e Legumes Salteados ou Gnocchi com Molho de Tomate e Queijo de Cabra; pratos de peixe como Lasanha de Salmão com Queijo Creme e Alho Francês ou Peixe Grelhado com Ceviche de Banana e Farofa Crocante com Mozzarela; e pratos de carne como Spicy Pork Noodles e Pak Choi ou Yakissoba de Frango e Legumes. Em prol da sustentabilidade e para evitar ao máximo o desperdício, todos os ingredientes referentes às receitas escolhidas chegam a casa dos clientes na quantidade exacta. No site, há também sugestões de reaproveitamento da caixa de cartão reciclado, da encomenda, e do papel de cera de abelha que envolve alguns produtos.

Fernanda Araújo, fundadora da marca, explica o conceito: “Conseguimos oferecer uma experiência única ao cozinhar de forma fácil, aliando o sentimento de realização pessoal com a confecção de uma receita invulgar e à altura de um verdadeiro chef, com ingredientes frescos e na porção certa, para que não haja desperdício. O match torna-se perfeito quando a este conceito se junta a parte ecológica de todas as nossas embalagens, para que a cada encomenda seja mais um passo para um planeta sustentável”.
A DOEAT faz entregas ao domicílio quatro vezes por semana, em todo o território de Portugal Continental. Já o preço das refeições varia consoante o número de menus encomendados, podendo custar menos de cinco euros por pessoa e nunca ultrapassando os seis euros.
A Grandes Escolhas teve oportunidade de experimentar as Fajitas recheadas com Frango, Tomate e Iogurte; e o Caldo Tailandês com Frango e Arroz de Coco. Ambas as receitas demoraram cerca de 30 minutos a concluir e resultaram em pratos cheios de sabor e impressionantes no aspecto. Recomendamos!
Mariana Lopes
