AEVP contra o uso de aguardente duriense no Vinho do Porto

Segundo a Associação de Empresas de Vinho do Porto (AEVP), o projecto-lei do deputado do partido Juntos Pelo Povo aprovado, no passado dia 30 de Janeiro, em Assembleia da República, “põe seriamente em causa a continuidade da Denominação de Origem Douro (DOC Douro)” e irá ter repercussões negativas “na credibilidade, imagem, reputação e competitividade internacional” de um negócio centenário e reconhecido além-fronteiras, o do Vinho do Porto”. A decisão recai na obrigatoriedade do uso exclusivo de aguardente vínica da Região Demarcada do Douro na produção do Vinho do Porto.

No sentido de sustentar este argumento, a AEVP remete para o resultado de um estudo efectuado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), a pedido do Governo, em 2024, segundo o qual esta imposição “é tecnicamente inviável, economicamente insustentável e estrategicamente arriscada”. De acordo com a conclusão dos técnicos do IVDP, além do excedente de vinho DOC Douro não ser suficiente para a produção de aguardente, o que implicaria o aumento de preço desta última, o número de destilarias da região não iria assegurar a quantidade necessária deste produto.

Face a este cenário, a AEVP “reafirma a sua oposição firme a esta medida, que reputamos de perigosa, irresponsável, demagógica e populista, subscrevendo as conclusões do estudo levado a cabo pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto”. Acresce ainda que o uso da aguardente duriense se estende à produção de Moscatel do Douro.

SIGA-NOS NO INSTAGRAM
SIGA-NOS NO FACEBOOK
SIGA-NOS NO LINKEDIN
APP GRANDES ESCOLHAS
SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER
Fique a par de todas as novidades sobre vinhos, eventos, promoções e muito mais.