DUAS QUINTAS: 35 anos do Douro moderno

Os anfitriões desta prova inédita foram Jorge Rosas, Director-Geral da Ramos Pinto e o bisneto do fundador, Ana Rosas, prima direita de Jorge Rosas, responsável pela produção e a única mulher Master Blender no sector, João Luís Baptista, Director de Produção Vinhos do Douro, e Carlos Peixoto, responsável pela viticultura.

Duas Quintas, o início dos DOC Douro

A marca Duas Quintas, que leva o vinho português a quase 100 países em todo o mundo, é hoje tão conhecida como sinónimo de qualidade e consistência dos vinhos do Douro quanto a própria Ramos Pinto no sector do Vinho do Porto, fundada em 1850 por Adriano Ramos Pinto, um homem com uma visão muito à frente no seu tempo. Numa óptica diferente da época, o foco foi colocado, desde logo, na qualidade e na exportação do vinho engarrafado para o Brasil. O transporte em cascos era mais fácil e era o que todos faziam naquela altura, mas a opção pela garrafa era distinta. As garrafas eram fabricadas na Alemanha, os rótulos em Paris e as cápsulas na Holanda.

Acontece que, na família Ramos Pinto, houve mais do que um visionário. Desde os anos 60 até ao final do século passado, o pai de Jorge Rosas, José António Ramos Pinto Rosas, preocupou-se constantemente em encontrar soluções para o desenvolvimento da viticultura duriense, de forma a melhorar significativamente a qualidade dos vinhos produzidos na região. Em conjunto com João Nicolau de Almeida (primo de Jorge Rosas), com quem formou uma dupla perfeita, dedicou-se ao estudo das castas durienses e dos porta-enxertos, deixando um legado científico que, ainda hoje, é uma referência. Foi criada, então, a primeira vinha em patamares sem muro, com um a dois bardos. “O objectivo era mecanizar a vinha. O meu pai percebeu que os custos iriam tornar-se elevadíssimos com o êxodo da mão-de-obra”, acrescenta.

Fazer vinho tranquilo foi uma das ideias de João Nicolau de Almeida. Já existiam alguns produtores durienses a dar os primeiros passos nos vinhos não generosos, mas a Denominação de Origem foi criada em 1982 e, praticamente a partir da década de 1990, a região começou a evoluir de forma mais consistente nesse sentido. Em 1990 nasce o primeiro Duas Quintas tinto e, no ano seguinte, o Duas Quintas Reserva. A colheita de 1992 dá origem ao Duas Quintas branco, mas até à criação do Reserva branco passou mais tempo, surgindo este apenas em 2008. No início, existiam dúvidas de que o clima quente e seco do Douro Superior permitisse produzir vinhos brancos de qualidade. Essa aposta acabou por ser ganha, como confirma Jorge Rosas: “temos sentido uma apetência muito grande pelos vinhos brancos e as vendas do branco têm aumentado mais do que se estimava.”

Regressando em pensamentos ao passado, o Director-Geral realça: “fomos a primeira empresa a construir uma adega de propósito para DOC Douro, em 1999, moderna para época, e ainda fizemos outra em 2011. Fomos também os primeiros a comercializar estes vinhos não nos países lusófonos, mas nos Estados Unidos e Inglaterra”.

Duas Quintas
Quinta de Ervamoira

O segredo está nas duas quintas

Os 250 hectares de vinha da Ramos Pinto estão distribuídos por quatro propriedades: Quinta do Bom Retiro, Quinta da Urtiga, Quinta dos Bons Ares e Quinta de Ervamoira. As duas últimas são responsáveis pela marca Duas Quintas e, juntas, contam com 175 hectares de vinha. Ambas ficam no Douro Superior, mas em locais muito diferentes. A Quinta de Ervamoira, com altitude média de 150 metros e solos de xisto, fica mesmo junto ao rio Côa, com condições naturalmente quentes e secas. A Quinta dos Bons Ares, situada no mesmo concelho de Foz Côa, está num planalto granítico, a cerca de 600 metros de altitude. João Luís Baptista assegura que estas condições tão distintas ajudam na consistência dos vinhos, mitigando as adversidades: “num ano mais fresco usamos mais uva da Ervamoira; num ano mais quente entra mais uva da Bons Ares.”

A Quinta de Ervamoira foi a grande paixão de José António Ramos Pinto. No final da década de 60 e início da década de 70 do século XX, tinha o sonho de construir “a quinta perfeita”. Esta espelhava o Douro Superior e uma zona plana, que evitasse a construção de patamares. Uma propriedade com estes requisitos não era fácil de descobrir. Passava horas com uma lupa a estudar mapas militares e depois ia ao terreno à procura do seu paraíso. Um dia, encontrou-se com uma jornalista francesa no Douro, quando, de repente, viu uma grande extensão plana, criada por um enorme anfiteatro natural. “Shangri-La”, disse encantado.

A quinta perfeita tinha sido localizada, mas não estava à venda. “O meu pai chegou a ir disfarçado de pescador para se aproximar da quinta e ver como era o terreno”, conta Jorge Rosas. Só conseguiu comprar a propriedade depois do 25 de Abril, quando o receio de nacionalização levou os antigos proprietários a vendê-la. A única cultura existente na quinta era cereal. José António Ramos Pinto arrancou-o todo e plantou vinha ao alto, ganhando a alcunha de “cereal killer”. Este acto de “loucura” não obteve compreensão por parte dos familiares que achavam que “mais valia ter comprado um terreno junto à Quinta do Bom Retiro, para criar sinergias”, conta o Director-Geral. Passados 50 anos, todos reconheceram: “o teu pai teve uma visão extraordinária.”

Mas houve um grande infortúnio que pôs em causa a própria existência da quinta. Na década de 90, o Governo português resolveu tirar da gaveta um projecto antigo e anunciou a construção de uma barragem gigantesca no rio Côa. “Tentámos fazer tudo para impedir a construção da barragem. Mandamos os vinhos para todos os concursos internacionais que havia na altura e, em 18 meses, ganhámos quase 40 medalhas”, recorda Jorge Rosas. A ideia era mostrar às autoridades portuguesas que não se podia inundar aquele terroir, mas o argumento não foi considerado convincente.

“Depois, o meu pai descobriu um túmulo e contratou uns arqueólogos para fazer escavações. Acabaram por encontrar vários objectos e moedas com cerca de dois mil anos.” A resposta foi a sugestão de entregar tudo a um museu e não insistir mais. Só um milagre poderia salvar a Quinta de Ervamoira das águas do Douro. E esse milagre aconteceu. Um arqueólogo, que estava a realizar um estudo de impacto ambiental, descobriu as famosas gravuras pré-históricas. Criou-se, então, um movimento de tal ordem, que ultrapassou fronteiras e obrigou o Governo a encerrar a obra. “A quinta foi salva. Por isso, hoje continuamos a ter Duas Quintas nas nossas mesas”, conclui.

A Quinta dos Bons Ares foi adquirida pela Ramos Pinto, em 1985. Os solos, de textura franco-arenosa, pobres em matéria orgânica e com baixa retenção hídrica, conseguem, no entanto, dispor de água suficiente, graças a um lençol freático muito próximo da superfície. A propriedade conta com 25 hectares de vinha.

Duas Quintas

Evolução de blend

Em 35 anos, a abordagem enológica passou por várias fases. Numa região há séculos dedicada ao Vinho do Porto, pouco ou nada se sabia sobre a produção de vinhos não fortificados. “No início não sabíamos muito sobre barricas, nem sobre tipos de madeira ou volumes. Começámos praticamente do zero. Hoje, temos conhecimento adquirido. Para nós é importante que a fruta esteja presente, sem ser dominante, e que a madeira fique em segundo plano”, refere o Director- Geral. Os primeiros vinhos foram criados por João Nicolau de Almeida, que passou o testemunho a Teresa Ameztoy, enóloga espanhola da Rioja.

Em 2005, entrou João Luís Baptista, que, em 2019, ficou responsável pela enologia dos vinhos DOC Douro. A composição varietal foi mudando ao longo do tempo. Nos brancos, a Rabigato era, inicialmente, a casta principal (na altura de 2000), depois perdeu protagonismo para o Viosinho e, mais tarde, regressou para se afirmar novamente como a casta dominante, entrando no lote, sempre com cerca de 50%. Outros componentes do lote são Viosinho, Arinto e Códega. A produção cresceu das 30 mil garrafas, em 1992, até cerca de 200 mil, actualmente.

O lote do Reserva também foi evoluindo no mesmo sentido: no arranque do projecto, a Rabigato entrava com 50% e a outra metade era um mix de seis castas, que foi diminuindo à medida que a referida casta branca aumentava a proporção. Nas colheitas mais recentes, a Rabigato domina o lote com cerca de 90%, sendo Arinto e Folgazão ou Viosinho usadas como “sal e pimenta”. Os primeiros Reserva tinham 100% barrica nova; depois passou para metade nova e metade usada, de diferentes proveniências e capacidades. Nas últimas colheitas, apenas 25 a 30% do vinho estagia em madeira, sendo o restante em inox.

No início, fazia-se maceração pelicular com uva esmagada na prensa. Hoje, também se realiza a maceração prévia, mas com cacho inteiro e em câmara frigorífica, o que ajuda a preservar a frescura. A prensagem de cachos inteiros com engaço é mais suave e o sumo obtido é mais semelhante a mosto de gota (extraído sem auxílio da prensa).

Nos tintos, as personagens principais eram a Touriga Francesa e a Tinta Roriz. A Touriga Nacional, ainda bastante minoritária, entrava com cerca de 10%. Cerca de 20% do vinho estagiava em madeira de carvalho português e francês por um curto período de seis meses. A partir do ano de 2011, a Touriga Nacional ganha muito mais importância no Duas Quintas, enquanto a Touriga Francesa passa para segundo plano, dando espaço a outras castas em pequenas quantidades. A vinificação e o estágio realizam-se em depósitos extremamente variados, desde lagares de granito, cubas de betão ou inox, até balseiros de carvalho, tonéis e barricas. A quantidade produzida anualmente ronda as 500 mil garrafas, e mais cerca de 30 mil dos Reserva.

No Reserva tinto o maior protagonismo também é dado à Touriga Nacional. A partir de 2017, sai a Tinta Barroca e entra a Tinta da Barca, como uma das castas minoritárias do lote. O estágio clássico consiste em 70% em tonel, 20% em barrica nova e 10% de segundo ano. A forma de trabalhar o lagar é mais suave e os vinhos não ficam lá até ao fim de fermentação, o último terço ocorre em madeira, já sem as partes sólidas.

Jorge Rosas sublinha: “somos bastante selectivos com os lotes e vendemos a granel o que não gostámos para os nossos vinhos.” Acrescenta ainda: “a consistência ao longo do tempo é muito importante para nós. Em 2020 não houve Reserva e, do Duas Quintas clássico, fizemos apenas 230 mil garrafas, que é mais ou menos metade do que produzimos normalmente. Tivemos de excluir vários vinhos, para manter a consistência.” Estas decisões têm um custo elevado do ponto de vista financeiro, mas é assim que funciona a visão a longo prazo sobre uma marca que se afirma há já 35 anos e pretende perdurar no futuro. Na Ramos Pinto preferem ficar em rutura de stock, como já aconteceu com as pequenas colheitas de 2020 e 2021, do que comprometer a qualidade dos vinhos.

Duas Quintas
João Luis Baptista, enólogo

“Num ano mais fresco usamos mais uva da Ervamoira; num ano mais quente entra mais uva da Bons Ares”.

 

O futuro começou ontem

As práticas vitivinícolas mudam conforme as descobertas científicas e tecnológicas, mas também com a tomada de consciência que algumas delas devem ser descontinuadas. “A Ramos Pinto foi a primeira empresa no Douro a usar herbicidas, mas temos muito orgulho em sermos também os primeiros a deixar de usá-las na vinha desde 2010”, partilha Jorge Rosas. O Director-Geral menciona ainda um investimento de cerca 14 milhões de euros, em reconversão de 62 hectares de vinha, em prensas pneumáticas, caves, lagares e linhas de engarrafamento.

Na Quinta de Ervamoira plantaram uma floresta com 2.000 árvores, das quais 1.200 são sobreiros e o restante carvalhos, com o objetivo de aumentar a biodiversidade. Avançaram também com painéis solares nas duas quintas, utilizam as garrafas mais leves e estão a substituir, gradualmente, os carros a gasolina por eléctricos, com a finalidade de reduzir a pegada ambiental da empresa.

 

Duas Quintas branco

1994 – dourado na cor, mas não muito escuro, nariz concentrado com mel, casca de limão e laranja, geleia de maçã, mistura de ervas aromáticas, algum cogumelo e toranja; tímido, austero na boca, muito fresco e gastronómico, com leves amargos, corpo leve, mas firme (16,5). 1999 – dourado, com mais evolução e intensidade no nariz a mostrar cogumelo, ervas aromáticas, tomilho, flores secas e fruta cristalizada; mais corpo, mais denso, também com amargor final (16). 2007 – dourado claro, muito aromático e mais fresco no nariz, com funcho, aneto, lima, uma nota vegetal boa, menta e caruma, bons amargos de toranja, muito firme, barrica bem empregue, sério com grande equilíbrio (17). 2009 – citrino intenso sem chegar ao dourado, aroma a marmelo, aneto, muita caruma, pimenta branca e notas apetroladas; cheio, suculento, óptima textura e acidez, firme e levemente salino (17). 2014 – citrino na cor, no nariz surge fruta branca confitada, com uma nota vegetal de aipo, leve apontamento terroso e musgo; acidez notável, garra e vivacidade com muita frescura (16,5). 2016 – citrino, quase esverdeado, leve nota floral, citrino a lembrar limão e toranja, caruma, mentol, pimenta branca. Boca cheia e precisa, com óptima acidez, firmeza e bom fim de boca (17). 2018 – citrino esverdeado, intenso, floral, tangerina, marmelo, bastante preciso e cheio, saboroso e fresco (16,5). 2021 – muito especiado, ervas aromáticas, pimenta branca e cominhos, limão e maçã verde, frescura intensa, corpo médio para leve, firme e denso (17); 2023 – esverdeado, ainda muito novo, com fruta fresca (toranja, tangerina), leve floral, pólen e ervas aromáticas no palato, eucalipto, mentol; longo, com nuances de gengibre, aneto, gastronómico e quase salino no final (17). 2024 – esverdeado na cor, jovem e intenso no aroma com notas florais aliadas à fruta branca e citrina, algum fruto seco, corpo médio, acidez precisa, textura macia e final fresco e salivante. (17).

 

Duas Quintas Reserva branco

2008 – citrino dourado, complexo com laranja e fruta de caroço caramelizada, casca de laranja, fumo, folhas secas, tabaco, especiaria e caruma; a barrica nota-se no nariz, mas está muito bem integrada, imensa frescura aliada a untuosidade; belo vinho, com final longo e suculento (18); 2009 – dourado, mas não muito escuro, fruta madura no nariz, alguma caramelizada especiaria doce, frutos secos, amêndoa; menos acidez, muita textura, untuoso, amplo, saboroso, nota-se algum tanino que confere firmeza (17,5); 2011 – citrino na cor, com fruta citrina a lembrar tangerina e laranja, muita menta, toranja, folha de groselha preta, groselha espinhosa e aipo; óptima acidez, prolongada e firme; denso com muito carácter (18); 2013 – citrino intenso na cor, fruta madura, fumados, especiaria, algumas notas apetroladas, casca de laranja cristalizada; menos corpo, acidez vertical, muita frescura, barrica não se nota (17,5); 2014 – citrino, nariz contido, fruta branca, alguma citrina, aipo, leve terroso; acidez aguda, austero no sabor com final médio (17,5); 2017 – citrino, fruta citrina, ervas aromáticas, aneto, barrica bem enquadrada, pimenta branca e cardamomo; óptima textura e prolongamento de sabor com suculência, muita presença e carácter, grande vinho (18); 2020 – citrino na cor, no aroma transparece fruta citrina e ananás quase maduro, apontamentos vegetais de espargos, groselha espinhosa e aneto; salino, acidez incisiva, mas suculenta (17,5); 2021 – citrino esverdeado, perfil vegetal e terroso, com aipo, musgo, leve redução; acidez intensa (até demais), sabor austero e corpo médio (17,5); 2023 – citrino esverdeado, muito jovem ainda, com fruta em destaque com limão, lima, tília, espargos, menta; corpo leve, mas firme, sabor em desenvolvimento, acidez intensa a prolongar o fim de boca. (17,5); 2024 – certa austeridade, mas com elegância no nariz a revelar pêra, maçã reineta, tília, frutos secos a lembrar amendoim; perfil mais vegetal do que frutado, com textura de aço, salino e com acidez marcante (17,5).

Duas Quintas
Jorge Rosas

 

Na Ramos Pinto preferem ficar em rutura de stock, do que comprometer a qualidade dos seus vinhos

 

Duas Quintas tinto 

1990 – foi o primeiro de todos. Como não foi estabilizado, precipitou todo, acabando por sofrer dois engarrafamentos. Não deu uma grande prova, mas tem o valor sentimental e faz parte da história. 1994 – granada ligeiramente acastanhado; terroso, couro, flores secas, vegetal; tanino amaciado pelo tempo, corpo médio (16); 2004 – granada com laivos acastanhados; cogumelos, um toque de fenóis voláteis e ferrugem, mantendo alguma frescura em boca (15,5); 2008 – granada, fruta ainda presente, terroso e couro, alguma especiaria doce, flores secas, corpo médio e acidez intensa (16,5); 2011 – ainda rubi na cor, muito alinhado, fino e até complexo no nariz com fruta nítida, ameixa; firme, elegante, pleno de sabor, com acidez a condizer, muita frescura em evolução harmoniosa (17,5); 2014 – floral, violetas, cereja em licor, ervas aromáticas, esteva; com acidez incisiva, corpo flexível, está muito bem, sem ser particularmente longo ou cheio (17); 2015 – rubi intenso, concentrado, boa fruta, cereja, ameixa, alguma especiaria, terroso, húmus, musgo, violetas secas; tanino polido, leves amargos no fim (17); 2018 – rubi, Touriga Nacional evidente com violetas exuberantes e lavanda, ameixa e cereja, especiaria doce, algum chocolate de leite; acidez correcta e muita firmeza no corpo, bastante denso (17); 2021 – rubi, com laivos púrpura, tosta, chocolate de leite, ameixa, iogurte de cereja e uma nota terrosa; austero, focado e denso (17); 2023 – púrpura, bom nariz com ervas aromáticas, fruta vermelha macerada, esteva e lavanda, folha de tabaco, fumo e tosta; jovem e directo, é, ao mesmo tempo, focado e gastronómico (17).

 

Duas Quintas Reserva tinto

1992 – granada acastanhado, uma pontinha de fenóis voláteis, cereja e especiaria, açúcar mascavado, secura no fim. 1994 – granada, no nariz café e especiaria, fruta ainda presente, menta; fresco, com secura no fim, corpo médio, ainda se apresenta com alguma garra (17). 2001 – cor granada, fechado no nariz, algum indício de fenóis voláteis; secura de boca, corpo médio, acidez presente (17). 2005 – granada concentrado, Touriga Nacional nota-se com violetas, doce de framboesa, vivo, equilibrado e polido, leve amargo no fim, bastante gastronómico (17,5). 2008 – cor granada concentrado, cereja e ameixa madura, especiaria, canela, alcaçuz, esteva e mentol; denso e amplo, focado e polido, com boa textura. (17,5). 2011 – fruta macerada com groselha preta, mentol, alcaçuz e notas balsâmicas, terra e uma nuance de couro; tanino ainda com garra, polido, mas com carácter; denso, amplo, em muito boa forma. (18). 2017 – rubi brilhante, muito bom no aroma, concentrado e intenso, fruta nítida, cereja, ameixa, alguma vermelha e leve floral; tanino presente, polido, boa estrutura, firmeza e boa frescura (18). 2018 – rubi de concentração média, aroma harmonioso com fruta viva, chocolate, especiaria, leve floral, bergamota, caruma, café e leve tosta; extracção no ponto, elegante, boa acidez para este corpo, final fresco, fino e suculento. (18,5). 2021 – rubi quase púrpura, intenso, com bergamota e framboesa, tosta, especiaria, muito novo ainda, denso e seco, com tanino fino, a prometer evolução (18). 2023 – púrpura de média concentração, muita vivacidade no nariz com fruta pronunciada e fresca a mostrar groselha preta, framboesa e ameixa, acompanhada de especiaria doce; elegante, com pouca extração e muita frescura, dinâmico, fluido e suculento (18).

Quer brancos, quer tintos Duas Quintas não têm medo do tempo, aliás precisam dele, melhorando bastante com uns anos em garrafa.

 

SIGA-NOS NO INSTAGRAM
SIGA-NOS NO FACEBOOK
SIGA-NOS NO LINKEDIN
APP GRANDES ESCOLHAS
SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER
Fique a par de todas as novidades sobre vinhos, eventos, promoções e muito mais.