Morreu o criador do projecto Vinhos Imperfeitos

Carlos Raposo, um dos mais irreverentes produtores e enólogos portugueses da geração da década de 80 do século XX, faleceu ontem, dia 29 de Março. Muitos são os que expressam o quão mais pobre ficou o universo vínico nacional, devido ao trabalho que estava a desenvolver em nome próprio, os Vinhos Imperfeitos. E muito realçam o papel preponderante que Carlos Raposo teve a respeito da expressão mais pura do seu terroir-berço, o Dão, onde as uvas de vinhas velhas dão corpo a vinhos que, a partir das imperfeições acumuladas pela idade, denotam as perfeições de uma região.

Natural de Nelas, Carlos Raposo iniciou os estudos de viticultura e enologia com 16 anos, na vizinha Bairrada. De acordo com o currículo, quatro anos mais tarde, estava em França, para tirar partido do conhecimento e da prática em Bordéus e na Borgonha, com particular destaque para châteaux reconhecidos a nível global, como Smith Haut Lafitte e Malescot Saint Exupery. Espanha, Austrália e Estados Unidos também constam na secção das vindimas do currículo. Em 2011, ingressou na Niepoort Vinhos, tornando-se o “homem chave” de Dirk Niepoort na Quinta de Nápoles, no Douro. Sete anos depois, regressou ao Dão, em 2020, envolveu-se no projecto World Wild Wine e, em 2021, assumiu a função de Head Winemaker na duriense Quinta do Pôpa.

 

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