O Douro é a região que arrecadou mais prémios, com sete tranquilos e três vinhos do Porto. Segue-se o Alentejo, com cinco referências vínicas galardoadas, a somar ao trio de rótulos que, de uma assentada só, ganha uma distinção. Em terceiro lugar, está a Beira Interior e o Tejo marca a quarta posição. Com um vencedor ficam as regiões de Lisboa, Algarve e Açores.
Se quisermos ter outra abordagem sobre os resultados, dentro de mais de uma centena de garrafas inscritas em concurso, estão contabilizados os seguintes vencedores por categoria: três, em Baixo Álcool, quatro em Espumante e Pet Nat, seis nos Brancos, três em Curtimenta, três em Rosés, dois em Palhetes & Claretes, sete nos Tintos e quatro nos Licorosos. Em jeito de conclusão, a WineStone Group (várias regiões) e a Herdade da Malhadinha Nova (Alentejo) levaram para casa, três galardões, cada um; a Encosta da Fornalha (Alentejo), Márcio Lopes Winemaker (várias regiões) e Quinta dos Loivos (Douro) ficaram com dois, cada um. Mas não é só de vinho que esta competição ‘vive’. Há ainda a categoria dos Azeites, inaugurada na edição de 2025 e que, este ano, contempla quatro premiados.
Mas, afinal, de que falamos? Dos Mutante Awards Design at Wine, criados em parceria entre a revista Mutante e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e cuja 3ª edição foi celebrada, uma vez mais, com a premissa de destacar o papel preponderante dos rótulos de vinho. Garantia de qualidade, marcador simbólico ou ferramenta de comunicação?
Eis a questão! Ou as questões levantadas desde a primeira hora pelos fundadores, João Manaia Rato e Suzana Parreira, ambos investigadores do CIEba – Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes. No fundo, este desafio exalta o design dos rótulos, “colocando os designers no centro de uma relação com potencial positivo para todos os intervenientes”. De um modo geral, os Mutante Awards Design at Wine reúne cooperativas e associações do sector do vinho e do azeite, pequenos e grandes produtores de vinho, ateliers de design especializados e independentes, e agências generalistas.
Ainda sobre a edição de 2026, foi estreado o Prémio Especial Rótulo Histórico entregue ao Soalheiro Alvarinho Clássico, marca indissociável à casta Alvarinho, um dos pilares da região dos Vinhos Verdes. O objectivo desta distinção consiste em destacar rótulos com mais de 25 anos, preservados pelo tempo e reconhecíveis pelo consumidor. De acordo com o comunicado, “este prémio especial celebra um património imaterial que é território, paisagem e tradição ao entender o design e a identidade visual como central à cultura do vinho”.










