Com o intuito de dar resposta aos novos desafios da agricultura, da floresta, do ambiente e da sustentabilidade, num contexto em que a alimentação volta a ser tema de debate e de preocupação na Europa, o Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa, implementou uma reforma curricular, quer nas licenciaturas, quer nos mestrados, liderada pela presidente do Conselho Científico, Teresa Ferreira, e implementada pelo Conselho da Gestão do ISA.
Uma das apostas recai na tecnologia. A inteligência artificial, os drones, os sensores ambientais e os robôs agrícolas fazem parte do dia-a-dia dos estudantes na cadeira de Sistemas Inteligentes e Robótica, transversal a várias licenciaturas. Esta actividade permite antecipar pragas, otimizar a rega e melhorar a gestão dos recursos naturais em prol da biodiversidade. Está associada ao AgriTechEdu, hub de aprendizagem iniciado em 2024, com o objectivo de, por um lado, prover o ISA com tecnologia de ponta e, por outro, fomentar as competências digitais e tecnológicas nas Ciências Agrárias.
O AgriTechEdu está, por sua vez, integrado no Living Lab da Tapada da Ajuda, o primeiro integrado numa instituição de ensino superior portuguesa e ligado à Rede Europeia de Living Labs, para que empresas, investigadores e estudantes possam testar tecnologias verdes e digitais em contexto real. “A formação tecnológica estende-se também à sociedade através do Open Campus do ISA, iniciativa lançada em 2023”, segundo o comunicado.
Esta acção conjunta contribui para a consolidação da empregabilidade dos estudantes formados próxima dos 100%. “Há empresas como a Corticeira Amorim ou a The Navigator Company que procuram ativamente engenheiros florestais de excelência, como os que aqui são formados”, informa, através de comunicado, Madalena Lordelo, Vice-Presidente do Conselho de Gestão e do ISA, que tem a alumnISA, a associação de antigos alunos do ISA, colo elo de ligação entre a escola e o mundo empresarial.
Em suma, o ISA assume-se como o epicentro da formação de profissionais com capacidade de resposta face a alguns dos temas mais prementes do século XIX; produção de alimentos, gestão de florestas, preservação e protecção da biodiversidade, e utilização de tecnologias que favoreçam os recursos naturais.




