A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) lançou a Garrafa Leve, uma solução industrial traduzida em 390 gramas e concebida especificamente para linhas de engarrafamento de alto rendimento, de utilização transversal e opcional para os produtores. Segundo o comunicado, trata-se de “uma iniciativa pioneira a nível mundial” que contribui para a redução do consumo de matéria-prima, da energia necessária à produção do vidro e das emissões associadas ao fabrico e ao transporte. Sobre este último aspecto, “permite poupar cerca de 1500 toneladas de vidro e 1200 toneladas de CO2 por cada 50 milhões de garrafas”. Paralelamente, a CVRA estima que esta nova garrafa representa cerca de 2% a menos no custo comparativamente ao das opções disponíveis no mercado.
Para Luís Sequeira, Presidente da CVRA, “a disponibilização desta garrafa de 390 gramas demonstra como a região consegue liderar pelo exemplo, alinhando a sustentabilidade com a eficiência económica e criando soluções reais que beneficiam os nossos produtores e reforçam o posicionamento do Alentejo no mundo.”
A boa nova foi apresentada recentemente no fórum Sustainability in Drinks (SID), em Londres, dando a conhecer, neste palco global e deste modo, mais uma solução firmada na sustentabilidade, já que sucede ao lançamento, da caixa de transporte Re:Boxed (solução produzida a partir da reciclagem do suporte de silicone da fita dos rótulos) decorrido na edição anterior do certame.
Por sua vez, João Barroso, Director de Desenvolvimento Sustentável e I&D nos Vinhos do Alentejo, explica que a garrafa vem dar resposta a exigências técnicas e ambientais do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), uma vez que “no PSVA, a redução da pegada de carbono passa necessariamente pela desmaterialização dos componentes da embalagem. Com esta solução de 390 gramas, oferecemos aos Agentes Económicos uma ferramenta concreta para reforçar o seu perfil de maior sustentabilidade de forma simples e com impacto imediato, sem interferir com as certificações existentes e provando que é possível atingir uma maior eficiência ambiental. sem comprometer a eficiência industrial em linhas de engarrafamento de grande velocidade e a máxima segurança do produto.”


