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BLANDY’S: novo fôlego na Madeira

By 21 de Fevereiro, 2018 Sem comentários

Já se sabe que a ilha da Madeira produz alguns dos melhores néctares nacionais. E já se sabe também que a casa Madeira Wine Company é um dos principais players da região. Não satisfeita, a empresa reforça a sua posição com investimentos, principalmente na aquisição de vinhas.

 

TEXTO Nuno de Oliveira Garcia FOTOS Ricardo Palma Veiga

A produção de Vinho da Madeira tem várias especificidades. Uma delas é o facto de as principais casas produtoras não serem proprietárias de vinhas, mantendo contratos de aluguer com centenas de pequenos agricultores por toda a ilha, o que implica um inegável esforço de gestão de toda a produção. Todos os anos, a partir de Março, a equipa de viticultura da empresa efetua controlos regulares das vinhas, aconselhando e apoiando os produtores com o intuito de garantir a melhor qualidade da produção.

Com uma crescente procura por vinhos de categorias superior, em especial no mercado nacional (fenómeno recente), a Madeira Wine Company, liderada por Chris Blandy e que agrega várias marcas, enceta uma revolução e aposta num marketing mais agressivo que o habitual, o que se justifica pelo facto de o Madeira ser ainda um tipo de vinho com pouca divulgação. A par do marketing – que implica também uma nova imagem dos vinhos –, houve um processo de aquisição de vinhas, de renovação de adegas, e uma maior aposta no turismo (só nas instalações do Funchal, a empresa recebe cerca de 150 mil pessoas por ano). No total, são mais de 7 milhões de euros de investimento.

O que não baixou foi a qualidade dos néctares, que se mantém muito alta. Já no que respeita ao estilo dos vinhos, sente-se uma ligeira alteração, privilegiando-se um estilo mais no e fresco, e em alguns casos mais seco. A responsabilidade enológica está a cargo do técnico Francisco Albuquerque.

Os três vinhos agora lançados são todos, à sua maneira, imperdíveis, diferentes entre si no estilo e na casta (o Vinho da Madeira é tipicamente um vinho mono-varietal), desde o seco Sercial (conhecida no Continente por Esgana Cão) ao mais doce Bual, passando pelo Verdelho no seu característico estilo meio-seco.

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