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Boas novidades na Herdade do Sobroso

Sofia Ginestal Machado, gestora, e Filipe Teixeira Pinto, enólogo, foram os anfitriões do evento que mostrou as mais recentes novidades desta casa alentejana, localizada na zona lesta da sub-região da Vidigueira, ali a dois passos do Guadiana e da albufeira do Alqueva. O Herdade do Sobroso Cellar Selection rosé de 2017, o Arché tinto 2015 e uma aguardente vínica velha constituíram o essencial da mostra.

Três boas novidades, diga-se de passagem. O rosé, feito de Syrah, com bonita cor salmonada, foi concebido desde raiz na vinha, com a escolha das parcelas e cuidada data de vindima, para evitar perder a frescura. Com apenas 12,5 de teor alcoólico, mostrou-se seco e muito gastronómico, sem perder um bom leque de nuances aromáticas e gustativas. É o primeiro Cellar Selection rosé da marca e custa cerca de €14 no mercado. São poucas garrafas para a procura no mercado e por isso o stock começa a ficar esgotado.

Outra estreia absoluta foi para o Arché tinto 2015, o novo topo de gama da casa. O estranho nome tem a ver com a primeira parte da etimologia da palavra Arquitecto, do grego. Porquê arquitecto? O vinho é uma homenagem de Sofia ao pai, António Ginestal Machado, arquitecto de profissão e o primeiro mentor da Herdade do Sobroso, adquirida no início deste século. Quando Sofia pensou neste vinho, o marido, Filipe, tinha acabado de provar na adega um vinho que se destacou de todos os outros. E a decisão foi logo ali tomada: este seria o Arché. Feito de Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Syrah de parcelas seleccionadas, este tinto de excepção apenas viu serem cheias 2.495 garrafas, ao custo unitário de €55.
Finalmente, a aguardente. Não é da produção da casa, sendo antes adquirida a um destilador, já lá vão uns bons anos. O que o Sobroso fez foi estagiá-la em cascos de 225 litros, até ficar pronta para ir para o mercado, o que aconteceu agora. (AF)