[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A tradição de fazer vinho nasceu na Moldova (ou Moldávia, como também é conhecido este país) muito antes de Cristo. As evidências arqueológicas são bastante convincentes. Mas é na história mais recente que surge a maior ambição e o esforço em afirmar-se como um país produtor de vinhos de qualidade.
TEXTO Valéria Zeferino
FOTOS DR
Na segunda parte do século XIV a Moldova estabeleceu relações comerciais com a Rússia, Ucrânia e Polónia. Depois de um período de estagnação na produção de vinho durante o domínio do Império Otomano, devido ao Islão, acabou por ser adicionada à Rússia em 1812, o que impulsionou novamente a actividade vitivinícola. No final do século XIX foram trazidas videiras de França, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Chardonnay.
Na época da União Soviética, a Moldova tornou-se na sua maior região vitivinícola e no início dos anos 80 contava com 240 mil hectares de vinha (quase como em Portugal há alguns anos). A campania anti-alcoólica de Gorbachev entre 1985 e 1987 reduziu a área de vinha quase para metade e resultou em grandes prejuízos.
Após a dissolução da União Soviética em 1991, começou a reestruturação do sector do vinho.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Os investimentos obtidos ajudaram a modernizar a produção nas adegas públicas de dimensões industriais e começaram a surgir produtores privados. A Rússia continuava a ser o seu principal mercado e por isto as crises na relação entre os países em 2006 e 2011 deixaram a Moldova sem possibilidade de escoar os seus vinhos.
Mas há males que vêm por bem. A única solução era diversificar os mercados, subir os padrões de qualidade, ajustar a legislação vitivinícola em conformidade com as normas europeias e criar uma política de promoção.
Actualmente, 80% do vinho produzido na Moldova é exportado para mais de 50 países. Embora os principais mercados continuem a ser ex-repúblicas soviéticas (Bielorússia, Casaquistão, Rússia e Ucrânia), alguns paises da Europa Central (República Checa, Polónia e Eslováquia) e a vizinha Roménia. Os vinhos moldavos também já apareceram nos mercados dos Estados Unidos e China. No entanto, apenas 40% dos vinhos são engarrafados; a maior parte ainda é vendida a granel.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”34663″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Três grandes regiões”][vc_column_text]O clima da Moldova é continental com 2.100-2.500 horas de sol por ano e precipitação anual de 350 a 600 mm (como no nosso Douro Superior ou Cima Corgo). No pico de verão as temperaturas podem atingir mais de 40˚C e no inverno normalmente ficam ao nível de 15˚C negativos e podem cair até 30˚C negativos.
Os solos maioritariamente férteis, muito escuros e ricos em humus, não são geralmente os melhores para viticultura, mas o clima bastante seco obriga as videiras a desenvolverem as suas raízes em profundidade, em busca de água para chegarem à rocha-mãe.
Neste momento, na Moldova existem três Indicações Geográficas Protegidas, como pode ver no mapa anexo.
A maior em termos de área plantada é Codru, situada no centro do país e conta com mais de 61 mil hectares de vinha. Tem o clima continental com invernos longos e rigorosos, e verões e outonos quentes. A topografia é representada pelos vales cobertos de florestas e atravessados por pequenos rios, permitindo aproveitar diferentes exposições. Aqui é produzido maioritariamente vinho branco e espumante. É nesta região que ficam as famosas caves subterrâneas de Cricova e Milestii Mici.
Ştefan Vodă fica no sudeste da Moldova e tem fronteira com Codru. O clima é moderadamente continental com influência do mar Negro. Nos terraços de baixa altitude (cerca de 120 metros) estão plantados apenas 10 mil hectares de vinha com predominância das castas tintas.
No sudoeste, ao longo da fronteira com a Roménia estende-se a região mais quente e mais seca da Moldova – Voul lui Traian. O clima aqui é mediterrânico com verões quentes e secos e invernos curtos e mais temperados. Caracteriza-se por planícies e planaltos nas altitudes que variam entre 5 e 310 metros. Dos mais de 43 mil hectares de vinha, 60% são castas tintas. É nesta região que também se produzem vinhos licorosos.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”34673″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#f2f2f2″ scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Sabia que…” title_align=”separator_align_left” color=”custom” accent_color=”#888888″][vc_column_text]. As adegas subterrâneas mais fundas do mundo são na Moldova. A Milestii Mici (na foto) atinge quase 100 metros de profundidade! A colecção de vinhos desta adega entrou no Livro dos Recordes do Guiness em 2005 como a maior do mundo, com mais de um milhão e meio de garrafas. O vinho mais antigo desta colecção é de 1969.
. Krikova é praticamente uma cidade vínica subterrânea. Estende-se por 70 km de ruas com nomes das castas, onde podem circular carros. É também o maior produtor da Moldova de espumante feito pelo método clássico. É uma “Enoteca Estatal”, onde estão guardados os vinhos não só da Moldova, mas de outras regiões mundiais (Bordeaux, Bourgogne, Mosel, Vinhos do Porto entre outros).[/vc_column_text][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”nectarslider_style” images=”34668,34672,34670,34669″ bullet_navigation_style=”see_through” onclick=”link_no”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Castas europeias e autóctones”][vc_column_text]Cerca de 70% das videiras moldavas são de castas brancas. A maioria das castas são europeias (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Pinot Grígio, Riesling, entre outras), somando no total 73%. 17% são castas de Cáucaso como Saperavi, Rkatsiteli, por exemplo, e 10% castas autóctones, como Feteasca Alba, Feteasca Regala, Feteasca Neagra, Rara Neagra, Plavai, Viorica etc.
Fetească Albă em tradução significa “menina branca”e é cultivada na Moldova desde há séculos. É uma casta resistente a temperaturas baixas de inverno. Origina vinhos com bastante corpo, acidez média e aromas de fruta cítrica, fruta de caroço e notas florais. É utilizada para fazer vinhos brancos (secos e doces) e espumantes. Um cruzamento natural de Fetească Albă com Furmint resultou em Feteasca Regala.
Fetească Neagră, como é fácil de adivinhar significa “menina negra”. É uma casta tinta, também muito antiga, cultivada na Moldova. Foi praticamente extinta durante a época da União Soviética e começou a ser replantada nos anos 2000. Tem vantagens de ser resistente ao frio e ao calor. Amadurece tarde. A sua pele grossa produz vinhos concentrados de cor e tanino. Dá vinhos encorpados com aromas intensas de especiaria, fruta preta e vermelha, sobretudo ameixa e cereja. Utilizada muitas vezes em lotes com Cabernet e Merlot, mas também em monovarietais.
Rara Neagră significa “negra rara” e tem várias sinonimias. Também é uma casta tinta, mas ao contrário da Fetească Neagră produz tintos leves e com acidez pronunciada.
Com os seus outonos prolongados e temperaturas negativas no Inverno, a Moldova tem todas as condições para produzir óptimos colheitas tardias e ice wine de uma forma regular e consistente.
A tradição de fazer vinhos licorosos na Moldova surgiu ainda na altura da Bessarábia. Mais tarde foi com sucesso exportado para a Rússia em substituição do vinho opaco que vinha da região francesa Cahors, propositadamente adocicado para servir como vinho de missa na Igreja Ortodoxa. Ficou conhecido como Kagor, Cagor ou Cahor. A sua produção não tinha nada a ver com Cahors francês, que é um vinho seco feito maioritariamente da casta Malbec. Kagor costumava a ser produzido de Cabernet Sauvignon; praticava-se o aquecimento do mosto e paragem de fermentação pela adição de destilado.
Desde Março deste ano, na sequência do acordo assinado com União Europeia, a Moldova deixou de usar nos rótulos os nomes genéricos que são indicações geográficas de outros países, como por exemplo Champagne ou Cognac. O Kagor também ficou abolido e passou a ser chamado Pastoral.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”34671″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”A Moldova em Portugal”][vc_column_text]Fáutor e Château Varterly, duas das mais prestigiadas e premiadas empresas vinícolas da Moldova, são algumas das representadas em Portugal pela Atlantikdynamik, que aposta decididamente na sua divulgação no nosso país.
Fáutor é uma adega familiar. Foi fundada nos finais do século XX e conseguiu modernizar-se no início dos anos 2000, renovando equipamento e replantando as vinhas. Actualmente tem 350 hectares com castas indígenas e internacionais. Curiosamente, é o único produtor a trabalhar com castas ibéricas como Alvarinho e Tempranillo e faz vinhos varietais e lotes com castas autóctones. Conquistou reconhecimento quer no mercado nacional, quer internacionalmente. Em 2017 foi o produtor moldavo mais premiado em concursos internacionais.
Château Vartely Winery foi fundado em 1996 com ambição e convicção. Situado perto de Chisinau, possui cerca de 300 hectares de vinha em duas regiões – Codru e Vlul lui Traian – e trabalha com castas internacionais e indígenas. Também faz uma boa performance em concursos internacionais e tem uma forte aposta no enoturismo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”EM PROVA”][vc_column_text]
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Casa Veche Pastoral vinho Licoroso
Fortificado/ Licoroso - -

Fáutor Ice Wine Traminer e Muscat Ottonel
Branco - 2016 -

Fáutor Late Harvest Colheita Tardia Traminer
Branco - 2016 -

Fáutor Negre
Tinto - 2015 -

Fáutor Tempranillo
Tinto - 2015 -

310 Altitudine IG Valul lui Traian
Tinto - 2016 -

Chardonnay Dulce colheita Tardia
Branco - 2013 -

Taraboste
Tinto - 2015 -

Taraboste
Branco - 2017 -

Individo Rară Neagră
Tinto - 2015
Edição Nº22, Fevereiro 2019
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]




