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Ode aos vinhos do Douro Superior

By 18 Dezembro, 2018 Sem comentários

A sétima edição do Festival do Vinho do Douro Superior, uma iniciativa do município de Vila Nova de Foz Côa, saldou-se por mais um sucesso. Esta é a sub-região mais a leste do rio, a mais rústica e selvagem, mas que continua a demonstrar ter excepcionais condições para a produção de vinhos de alta qualidade.

TEXTO António Falcão, Mariana Lopes e João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Esta edição, produzida mais uma vez pela equipa da Grandes Escolhas para a Câmara de Foz Côa, bateu uma série de recordes face à última, não só em número de stands, como em número de visitantes. Foram mais mais de 9.000 pessoas, cerca de 15% a mais do que na anterior edição, a ter acesso a quase 400 néctares presentes na mostra. O evento de 2018, que se celebrou de 25 a 27 de Maio, no excelente centro de exposições ExpoCôa, contou ainda com 80 expositores e foi aberto por várias individualidades, incluindo Carlos Daniel, secretário de Estado das Autarquias Locais.
Os números são muito encorajadores para um município que tenta travar a desertificação do território, ao mesmo tempo que procura puxar mais investimento para a região (com cerca de 7.000 habitantes, a nível de concelho) e fixar, por isso, os seus filhos, evitando que saiam para estudar e não voltem. Esta é uma intenção de Gustavo Duarte, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa e o grande mentor do evento. De facto, a vinha e o vinho são dois dos factores produtivos mais importantes da região e as sucessivas edições do certame têm solidificado a posição desta cidade como a capital dos vinhos do Douro Superior.
O número crescente de visitantes pode explicar-se pela afluência de mais pessoas vindas de fora. Especialmente dos grandes centros urbanos, como de Lisboa. Jorge Ferreira, consultor ligado a novas tecnologias e residente em Lisboa, foi um deles: “Soube desta feira pelas redes sociais de outros amigos enófilos. Este ano decidi agarrar na família e viemos todos até aqui. É uma região que desconhecia e que nos está a fascinar. Gostei sobretudo dos vinhos que pude provar, mas estou ainda a aproveitar a visita a algumas paisagens, a provar a gastronomia local e a conhecer o museu de Foz Côa.” Jorge e muitos outros visitantes deliraram também com o concerto da fadista Carminho, celebrado no final da sessão de sábado. Refira-se que todos os eventos tinham entrada gratuita (na feira só se pagava o copo de prova), incluindo o concerto.
A edição de 2018 contou ainda com um convidado especial, o único Master of Wine de língua portuguesa, Dirceu Vianna Júnior, que contactou com muitos dos produtores presentes e teve oportunidade de provar muitas dezenas de vinhos, tendo ficado impressionado com a qualidade geral exibida e com o forte dinamismo do Douro Superior.

Actividades paralelas

Nem só de provas de vinhos na feira (e de gastronomia local) se tratou no 7º Festival do Vinho do Douro Superior. O evento contou ainda com vários outros motivos de interesse, como o animado colóquio, que este ano versou sobre o tema “O Douro e a história: Vale com passado, Vinha com futuro”, orientado e moderado por Fernando Melo, jornalista e crítico da Grandes Escolhas. Como nos disse o animador do colóquio, “o tema era ambicioso”, mas, graças ao acolhimento que encontrou junto de todo o sector vinhateiro duriense, foi dos mais participados e profícuos de sempre. Sobre os pilares fundamentais da família, empreendedorismo e inovação, foi uma manhã intensa e com pistas apontadas para o futuro.
A família Nicolau de Almeida, nas pessoas de João Nicolau de Almeida e seu filho Mateus, demonstrou como é importante o legado familiar para o desenvolvimento do vinho e da vinha, especialmente no Douro Superior, onde o futuro esteve na mira desde a primeira hora. Mateus exprimiu o desejo de que o Vinho do Porto, por exemplo, conheça rapidamente novas realidades, dando asas à criatividade e ideias novas. Espaço outrora berço do famoso Barca Velha, foi sempre cenário de experimentação graças aos solos diversificados e de transição e à ciência de Fernando Nicolau de Almeida, várias vezes evocado no colóquio.
Sublinhou-se a entrada de novos empreendedores no sector e em particular no Douro Superior, o assunto da comunicação de Bernardo Alegria, da Casa de Arrochella/Grandes Quintas, que mereceu o maior interesse de todos, pelo quanto chamou a atenção para o desenvolvimento local, para a fixação de nova população e para que haja sustentabilidade social em torno do “boom” das vinhas e vinhos.
O enólogo Carlos Magalhães apresentou um cenário desassombrado em relação às castas e património vitícola que conhece por todo o país e o quanto disso pode de facto trazer riqueza e diversidade para o Douro. Foi bem complementado pela visão de Luciano Madureira, da Rozès, que reconhece o muito que se pode ainda fazer com o que já existe. Devemos e podemos esperar muito do Douro Superior, pelo muito que tem para dar. O momento de debate que encerrou o colóquio foi particularmente animado, com a presença do presidente do Município de Foz Côa.

Um animado programa de visitas

Como habitualmente, o Festival foi também visitado por algumas dezenas de jornalistas e compradores profissionais, que, participando como jurados no concurso, tiveram ainda a oportunidade de conhecer de perto alguns dos projectos da região. E, de facto, houve muito material de interesse a conhecer. Vamos a isso, de forma resumida.

5 Bagos (Palato do Côa)

Bem perto de Foz Côa situa-se a quinta onde está também instalada a adega da empresa 5 Bagos. O rosto da empresa – Carlos Magalhães – é um dos cinco sócios e é responsável por todas as fazes da produção, desde a vinha, passando pela adega e não deixando de lado todo o processo de comercialização dos vinhos. Carlos, que insiste dever sempre ser chamado Carloto, foi o anfitrião do encontro dos que se deslocaram à quinta. A visita à adega serviu sobretudo para o enólogo salientar um argumento de peso, que lhe aliviou o peso das despesas: “Esta adega não é uma peça artística, é um espaço funcional que cumpre todos os requisitos técnicos e que, facto da maior relevância, já está paga.” O argumento não deixa de ser também um recado para outros produtores da região. Registámos. A vinha está à volta da adega, está bem situada num dos pontos altos da propriedade e tudo ali é simples e rápido no processamento das uvas. A vinha espraia-se por orientações solares e altitudes diferentes, permitindo a feitura de lotes com diferentes perfis. O estágio é feito na cave própria e os vinhos aí estão a atestar a qualidade do trabalho aqui feito. Carlos Magalhães, sempre ‘a mil à hora’, a tudo está atento e ainda lhe sobra para chegar ao Porto a horas de ir jogar ténis, o seu vício de que não abdica. E, tal como nos vinhos, o objectivo não é empatar ou dividir louros, é mesmo vencer. O almoço foi um grande momento de convívio e, como diria o nosso saudoso amigo jornalista Santos Mota, agora a usufruir de merecida reforma: “Há aqui grandes vinhos!” Boa frase, que assinamos por baixo. (J.P.M.)

Barão de Vilar

Álvaro Van Zeller, o seu irmão Fernando e Rui Carvalho são os três sócios desta empresa. O centro das operações da casa está no Pocinho, onde a empresa possui um enorme armazém, especialmente ocupado com Vinho do Porto, a estagiar. Por ali repousa um número considerável de litros (perto do milhão!), quase tudo em pipas. Álvaro é adepto de adquirir cascos de vetusta idade a várias empresas da região, que têm sido recuperados pouco a pouco por um tanoeiro contratado para o efeito. De facto, a Barão de Vilar assenta na estratégia de adquirir vinhos (especialmente Porto) a produtores/lavradores locais e estagiá-los, antes de engarrafar e vender. Mas a empresa possui as suas próprias vinhas, cerca de 11 hectares na recém-adquirida Quinta do Saião (100 hectares no total), localizada frente à famosa Quinta do Vale Meão. O enólogo Manuel Vieira disse-nos que é “das quintas mais bonitas do Douro”. Manuel Vieira estava presente porque tem intervenção em alguns vinhos da casa (ver um dos destaques dos Vinhos do Mês, nesta revista) e é amigo de longa data de Álvaro Van Zeller. As uvas desta quinta (e outras) vão para a adega da casa, em Santa Comba da Vilariça, sob supervisão da enóloga residente, Mafalda Machado. Mafalda confessou-nos que gosta sobretudo de jogar com as várias proveniências da uva para fazer os lotes finais. Alguns dos vinhos foram provados em jantar num restaurante local e a nota que ficou é que esta é uma equipa que trabalha muito bem, juntando a experiência com a irreverência da juventude. Que o diga o Zom Grande Reserva Touriga Nacional 2011 – uma das marcas da casa –, que tinha acabado de ganhar o concurso deste ano do Festival do Vinho do Douro Superior, na categoria de tintos. A maioria da produção tem como destino a exportação, mas existem vários distribuidores nacionais. (A.F.)

Gerações de Xisto

Este é o projecto que surgiu da união de duas casas agrícolas familiares: Chousas Nostras e Vales Dona Amélia. Frederico Lobão e Paulo Grandão são descendentes de duas famílias transmontanas que sempre estiveram ligadas ao que cresce na terra, desde a romã ao figo, passando pela amêndoa, a azeitona e, agora com esta “joint venture”, o azeite e o vinho. A aldeia de Muxagata é onde está a origem, mas a exploração divide-se por propriedades dispersas pelo Douro Superior, desde a Ribeira de Piscos até Foz Côa, e foi num dos pontos mais altos da periferia desta última, junto a um marco geodésico e com uma vista privilegiada, que ouvimos Frederico apresentar os cantos à casa. São 30 hectares de vinha, velha e nova, e 11ha de olival. Numa vinha nova, plantaram Rabigato e Touriga Franca, essencialmente porque “numa vinha mais antiga, de 1990, estão plantadas essas castas nas mesmas condições de altitude e com exposições solares diferentes, e queremos jogar com isso”, referiu Paulo. Ainda noutra plantação mais recente, inseriram Touriga Nacional. Os olivais, esses são centenários, e originam azeite com o nome Chousas Nostras. Mais tarde, num piquenique recheado de cousas boas, entre muros de xisto e com o Douro a pintar a paisagem, conhecemos os vinhos. Vales Dona Amélia e Gerações de Xisto são as referências, tendo o primeiro de todos sido produzido pela primeira vez em 2012, até hoje sempre em tinto. Este mês sai para o mercado o primeiro branco, Gerações de Xisto 2017, 2.000 garrafas de um lote inusitado: Rabigato (90%) e Arinto. O enólogo, Rui Carrelo, explicou que “o objectivo foi fazer um vinho leve e aromático, com qualidade”. Uma sessão de música e “Poesia Vinificada” encerrou um tempo muito bem passado… (M.L.)

Provas comentadas

Provas comentadas 7 Festival do Vinho do Douro Superior Maio 2018 (447)_01.jpg
Outra iniciativa recorrente tem a ver com provas comentadas, acessíveis apenas a quem se inscreveu. No primeiro dia, Fernando Melo apresentou “Grandes brancos do Douro Superior”, escolhendo variados perfis, estilos e anos que encantaram a audiência. No dia seguinte foi a vez de João Paulo Martins, jornalista e crítico da Grandes Escolhas, falar sobre o Vinho do Porto, escolhendo também um portefólio alargado, entre LBV’s, Vintages, Colheitas e Tawnies. Os anos oscilaram entre 1995 e 2015.
As sessões de domingo começaram não com vinho, mas com azeite, mais concretamente com “Azeites do Douro Superior e Trás-os-Montes”. O apresentador foi um dos grandes especialistas nacionais, Francisco Pavão, director da Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro. Uma prova bastante interessante e onde os participantes se puderam aperceber das muitas nuances que separam os azeites, como as diferentes variedades e regiões de cultivo. Finalmente, Luís Lopes, Director editorial da Vinho Grandes Escolhas, apresentou no último dia do certame um belo conjunto de “Grandes tintos do Douro Superior”. Por lá passaram grandes marcas da região, de vários anos e de vários estilos, desde vinhos de lote a monocastas (como Tinto Cão e Tinta Barroca).
Todas as três provas comentadas estiveram completamente cheias, com um público interessado e muito participante. Belas sessões, sem dúvida, para partilha de conhecimento e aprendizagem.

Concurso bate recordes

Outra iniciativa clássica, presente desde a primeira edição, é o “Concurso de Vinhos do Douro Superior”. Como o nome indica, só são aceites neste concurso vinhos da sub-região do Douro Superior. Esta edição bateu todos os recordes, com 184 referências vínicas inscritas, uma excelente amostra do que se faz nesta região. Entraram 55 brancos, 113 tintos e 16 vinhos do Porto, dos 80 produtores que marcaram presença no recinto da feira. Refira-se desde já que, salvo raras excepções, os produtores enviaram a concurso os seus melhores vinhos, pelo que o nível foi extremamente elevado, enriquecendo o trabalho dos 29 elementos do júri – jornalistas, responsáveis de compras de garrafeiras, sommeliers e bloggers especializados.
Tal como nos outros anos, a prova foi “às cegas” e com uma ficha de pontuações de 0 a 20 valores. Os três vinhos mais pontuados em cada categoria – brancos, tintos e Vinho do Porto – foram depois a uma finalíssima, onde todos os jurados votaram e decidiram qual seria o respectivo vencedor. No final da manhã, os resultados estavam apurados e resultaram 66 prémios, entre os melhores em cada categoria (três) e as medalhas de ouro (22 – 6 para brancos, 12 para tintos e 4 para Vinho do Porto) e prata (41 – 12 para brancos, 25 para tintos e 4 para Vinho do Porto).
Os resultados foram muito bons e podemos dizer que os vencedores absolutos ganharam por pouca margem (décimas, apenas) face a muita outra concorrência. Ou seja, o nível médio foi altíssimo. Os prémios foram depois entregues nessa mesma tarde, já com diplomas e tudo, no recinto da feira. Veja todos os premiados no texto anexo.

Os vencedores do concurso

MELHOR VINHO BRANCO

Duas Quintas Reserva branco 2016 (Adriano Ramos Pinto Vinhos)

MELHOR VINHO TINTO

Zom Grande Reserva Touriga Nacional tinto 2011 (Barão de Vilar – Vinhos)

MELHOR VINHO DO PORTO

Duorum Vintage 2011 (Duorum Vinhos)

Brancos Ouro
Colinas do Douro Reserva 2017 (Colinas do Douro Sociedade Agrícola)
Cortes do Tua Reserva 2016 (Cortes do Tua Wines)
Mapa Vinha dos Pais 2016 (Pedro Mário Batista Garcias)
Palato do Côa Reserva 2015 (5 Bagos Sociedade Agrícola)
Quinta Vale d’Aldeia Alvarinho 2017 (Quinta Vale d’Aldeia)
Terras do Grifo Grande Reserva 2016 (Rozès)

Brancos Prata
Burmester 2017 (Sogevinus Fine Wines)
Crasto Superior 2016 (Quinta do Crasto)
Duorum 2015 (Duorum Vinhos)
Gerações de Xisto 2017 (Gerações de Xisto)
Golpe Reserva 2016 (Manuel Carvalho Martins)
Holminhos 2016 (Quinta Holminhos)
Montes Ermos Códega do Larinho 2017 (Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta)
Palato do Côa Reserva 2016 (5 Bagos Sociedade Agrícola)
Quinta da Pedra Escrita Reserva 2016 (Rui Roboredo Madeira Vinhos)
Quinta da Sequeira Reserva 2016 (Mário Jorge Eugénio Monteiro Cardoso)
Quinta dos Castelares Reserva 2016 (Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira)
Salgados 2017 (Mário José Pinto Salgado e Maria de Lurdes P. M. Salgado)

Tintos Ouro
Cadão PM Vinhas Velhas 2011 (Mateus e Sequeira Vinhos)
Crasto Superior 2015 (Quinta do Crasto)
Dona Berta Vinha Centenária Reserva 2011 (Hernâni A. Verdelho)
Duorum Vinhas Velhas Reserva 2015 (Duorum Vinhos)
Flor do Côa Reserva Especial 2011 (Costa Boal Family Estates)
Fronteira Reserva 2015 (Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira)
Iter 2014 (Duplo PR – Serviços de Enologia)
Quinta da Extrema Cabernet Sauvignon 2015 (Colinas do Douro Sociedade Agrícola)
Quinta da Leda 2015 (Sogrape Vinhos)
Quinta da Touriga Chã 2015 (Jorge Rosas Vinhos)
Quinta do Couquinho Reserva 2015 (Quinta do Couquinho – Soc. Agrícola)
Terra de Homens 2010 (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)

Tintos Prata
Adão António Aguiar Grande Reserva Touriga Nacional 2015 (Adão e Filhos)
As Tourigas 2007 (Quinta de Vale de Pios)
Castello D’Alba Limited Edition 2015 (Rui Roboredo Madeira Vinhos)
D. Graça Touriga Nacional Reserva 2014 (Vinilourenço)
Duas Quintas Reserva 2015 (Adriano Ramos Pinto Vinhos)
Duvalley Grande Reserva 2012 (Quinta Picos do Couto)
Filão da Grixa Reserva 2014 (Polibago)
Gerações de Xisto 2014 (Gerações de Xisto)
Lupucinus Selection 2016 (Quinta de Lubazim)
Mapa Reserva Especial 2014 (Pedro Mário Batista Garcias)
Moinhos de Côa Reserva 2015 (Artur Adriano Proença Rodrigues)
Muxagat 2014 (Muxagat Vinhos)
Pai Horácio Grande Reserva 2015 (Vinilourenço)
Palato do Côa Reserva 2015 (5 Bagos Sociedade Agrícola)
Quinta da Bulfata 2015 (Quinta da Bulfata)
Quinta da Extrema (Edição I) 2015 (Colinas do Douro Sociedade Agrícola)
Quinta da Sequeira Grande Reserva 2013 (Mário Jorge Eugénio Monteiro Cardoso)
Quinta do Vesúvio 2015 (Symington Family Estates)
Quinta Vale d’Aldeia Grande Reserva 2014 (Quinta Vale d’Aldeia)
Terras do Grifo Vinhas Velhas 2014 (Rozès)
Terrincha Reserva 2014 (Quinta da Terrincha)
Vale do Malhô 2015 (Sebastião Augusto Oliveira)
Vales Dona Amélia 2012 (Casa Agrícola Vales Dona Amélia)
Vallado Superior Vinhas Orgânicas 2015 (Quinta do Vallado – Sociedade Agrícola)
Valle do Nídeo Reserva 2015 (Miguel Abrantes Vinhos)

Vinhos do Porto Ouro
Amável Costa Tawny 20 anos (Agostinho Amável Costa)
Ferreira Dona Antónia Tawny 20 anos (Sogrape Vinhos)
Maynard’s Vintage Bio 2015 (Barão de Vilar – Vinhos)
Quinta da Ervamoira Vintage 2004 (Adriano Ramos Pinto Vinhos)

Vinhos do Porto Prata
Burmester Tawny 10 anos (Sogevinus Fine Wines)
Quinta da Silveira Tawny 10 anos (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)
Quinta do Grifo Vintage 2015 (Rozès)
Quinta do Vesúvio Vintage 1995 (Symington Family Estates)

Edição Nº15, Julho 2018

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