Sabores

3 restaurantes para comer o mar

Pangeia . Nazaré
Instalou-se numa antiga mora­dia, e dificilmente é possível ter uma vista melhor para a Nazaré e para o Atlântico. O casario estende-se de um lado e ao fundo é só mar. Não vai ver as famosas ondas gigan­tes da Praia Norte, até porque estamos em época baixa, mas pode acontecer cruzar-se com Garrett McNamara, o surfista que pôs a vila no mapa mundo. Imperdível o polvo assado com azeite picante e batata doce, bem como os camarões Pangeia, com um molho de lamber os dedos. Serviço re­quintado e atencioso, espaço cuidado e confortável — pre­ço a condizer: com menos de 30 euros não faz a festa.

Camilo . Lagos
Era uma barraquinha instável à beira de uma arriba da praia do Camilo, hoje é um restaurante moderno mas sem coisas su­pérfluas. A vista continua a ser deslumbrante, sobre o espelho cintilante do Algarve, e a co­mida e o serviço melhoraram com as novas condições. Peixe fresco no mostrador, serviço honesto e competente, carta de vinhos acima da média dos restaurantes de veraneio da região e servidos a temperaturas correctas. Não perca as lulinhas fritas, as ostras da Ria do Alvor, e tudo o mais que vem do mar. Por encomenda faz-se coelho frito e tamboril com ervilhas. Os preços são abaixo dos que o Algarve pra­tica. Com um belo peixe de mar incluído pode safar-se com 25 euros.

Adraga . Praia da Adraga, Sintra
É um dos sítios da Grande Lis­boa mais consistentes a servir peixe de mar. Há quase sempre robalos e douradas, mas na vi­trina à entrada aparece o que os pescadores apanham nas águas portuguesas. É apontar e escolher uma mesa junto à janela (reserva antecipada obri­gatória, sobretudo aos fins-de­-semana e no Verão) ou então sentar-se e esperar que lhe tragam um exemplar para que o avalie antes de o levarem para a grelha. A grelha fica numa divisão longe da vista e é uma construção artesanal gerida com rigor científico. O areal da praia da Adraga é logo ali e, não fossem os vidros, conseguia-se sentir a maresia.

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