O produtor e enólogo Francisco Gonçalves (à direita, na foto), em conjunto com o seu irmão Paulo (à esquerda), está a plantar a vinha mais alta de Portugal, a 1025 metros de altitude. A terraplanagem do terreno, ao pé de Mon­talegre (região de Trás-os-Montes), está pronta e a loca­lização foi judiciosamente escolhida para uma exposição sul e com protecção dos ventos frios que vêm da costa atlântica. O solo vai receber plantas de Rufete e Bastardo.

Francisco disse-nos que a escolha destas castas residiu na sua precocidade; sendo de maturação mais temporã, Rufete e Bastardo terão tempo de amadurecer antes das primeiras chuvas de Setembro. Francisco e Paulo sabem que estão a correr riscos ao plantar a esta altitude porque há pouco ou nenhum histórico em Portugal de vinha a estas cotas. O grande problema estará nos factores que impedem a maturação das uvas: a mais de mil metros, as temperaturas são bastante mais frescas do que em cotas mais baixas e, ao mesmo tempo, as névoas e humidade desta altitude podem atrasar bastante o desenvolvimento das uvas. Um pouco ao estilo do que acontece, aliás, nos Açores (e daí os chamados currais de pedra vulcânica). A área total é pequena, apenas 2 hectares, mas os irmãos ponderam ampliar o terreno se o projecto tiver sucesso. Está previsto que a vinha esteja plantada até ao final do mês de Julho.

Recorde-se que Francisco e Paulo já possuem vinhos em Trás-os-Montes, com uma vasta gama com a marca Mon­talegre, vila de onde são originários. Da gama consta um clarete, que resulta da mistura de vinhos brancos e tintos. A área comercial é assegurada por Diana Silva, também na foto.
AF

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