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O Dão desceu à Capital e subiu ao Olimpo

By 24 de Janeiro, 2022 Sem comentários

Depois de um ano forçado de paragem, por conta da pandemia, o evento Dão Capital regressou no final de Novembro a Lisboa, no lugar habitual, o Time Out Market, com a produção da Grandes Escolhas.

Texto: João Geirinhas
Fotos: Ricardo Palma Veiga

Desta vez com a presença de 27 agentes económicos, durante 2 dias, milhar e meio de visitantes tiveram a oportunidade de provar centenas de vinhos, contactar directamente com os produtores e ficar a par das mais recentes novidades da região. Embora condicionados pelas medidas de contenção – o número limite de presenças na sala do Estúdio Time Out era rigorosamente controlado – o entusiasmo tanto de expositores como de consumidores foi visível e contagiante. “As pessoas estavam com saudades deste reencontro”, ouvimos a várias vozes. Vinhos brancos, tintos, rosados e espumantes expressaram a riqueza e diversidade da região, mas também a afirmação do caracter único dos vinhos do Dão que vão conquistando novos consumidores com foi comprovado pela presença de uma grande percentagem de jovens entre os visitantes.

Dão CapitalTambém muito participadas e seguidas com particular atenção foram as provas comentadas, orientadas pelos jornalistas da Grandes Escolhas. Mais que lições magistrais, procura-se com estas provas rápidas – dois vinhos comentados em 15 minutos em cada prova – uma aproximação informal àquilo que melhor define o Dão em termos das suas castas mais representativas e a passagem do tempo. Desfilaram assim provas de vinhos Encruzados e Jaen, a cargo de Fernando Melo, a exemplificação da arte de lotear tintos e a prova do tempo que os brancos e tintos do Dão passam com distinção, por Nuno de Oliveira Garcia, as virtudes do blend de castas brancas e a prova da incontornável Touriga Nacional, por Luís Antunes, uma visita aos vinhos premiados com platina no recente concurso do Dão e finalmente a expressão marcante de vinhos produzidos a partir de vinhas velhas, estas duas ultimas a cargo de Valéria Zeferino.

No final mais que uma sensação de dever cumprido, resultou claro que a imagem do Dão junto dos consumidores mais exigentes está em alta. São vinhos que na sua maioria se mantêm fiéis à sua identidade mas que correspondem cada vez mais aos anseios e preferências que as novas tendências de consumo têm revelado: elegância, frescura e sobretudo um carácter distintivo.

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