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Quinta da Gaivosa: Novas de um sólido nome do Douro

O primeiro vinho Quinta da Gaivosa tem data de 1992. Se fosse uma criança, diríamos que nasceu para brilhar. Tornou-se um clássico do dia para a noite e hoje não está sozinho, com uma gama mais alargada.

TEXTO Mariana Lopes
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Mais um ano volvido e novos Gaivosa surgem nas prateleiras. Dois vinhos brancos, três tintos e um Porto Vintage são as novidades frescas vindas da propriedade duriense dos Alves de Sousa, família que faz vinho no Baixo-Corgo há muitas décadas, sobretudo para grandes casas de Vinho do Porto, mas que, desde 1992, engarrafa em nome próprio. O tinto Quinta da Gaivosa, o primeiro de todos, vai já na sua 13ª edição, do ano 2015, e aparece agora ao lado dos igualmente novos Branco da Gaivosa 2017, Branco da Gaivosa Grande Reserva 2015, Gaivosa Primeiros Anos tinto 2015, Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo tinto 2013 e Quinta da Gaivosa Vintage 2016.
Antes de Domingos Alves de Sousa assumir a propriedade da família, na década de 80, a Quinta da Gaivosa fornecia, sobretudo, vinho branco para empresas de Vinho do Porto. Uma delas era a Ferreira, onde Domingos encontrou uma pipa, vinda da sua quinta, onde se podia ler “Branco da Gaivosa”. Estava ali o nome do seu primeiro vinho branco, nascido em 1996, do qual é lançada hoje a colheita de 2017, assim como o respectivo Grande Reserva, este do ano 2015.
O Branco da Gaivosa 2017 é de Malvasia Fina, Gouveio e também Rabigato, que nesta colheita substituiu o Arinto. Tiago Alves de Sousa, enólogo em casa própria, explicou a mudança: “Queremos dar a este vinho um carácter mais ao estilo Douro.” Parte deste vinho (70%) fermentou e estagiou em inox e o resto em carvalho francês de terceiro e quarto ano. Já o Branco da Gaivosa Grande Reserva 2015 tem no seu lote Gouveio, Malvasia Fina, Avesso e Arinto, com fermentação de oito meses e estágio em barricas usadas de carvalho francês.
O Gaivosa Primeiros Anos tinto 2015 tem outra história: é feito com uvas dos primeiros anos de produção de vinhas da Quinta da Gaivosa, vinhas que ainda não atingiram maturidade para as suas uvas integrarem o lote do Quinta da Gaivosa tinto. “Perguntam-nos como é conseguimos continuar a fazer este vinho”, disse Tiago, “e a resposta é simples: estamos sempre a plantar e replantar vinha.” As clássicas Tinta Amarela, Touriga Nacional e Sousão dão origem ao Primeiros Anos, estagiando dezoito meses em carvalho francês e português usado.
O seu irmão mais velho Quinta da Gaivosa 2015 é, por sua vez, de vinhas com mais de 80 anos, de Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinto Cão e outras. Já com uma parte de barrica nova, estagia nesta e em usada durante dezasseis meses, ostentando um estilo clássico e sério. De uma vinha velha de 2,5 hectares, de mistura de 30 castas autóctones, com mais de cem anos de idade e a mais antiga da Gaivosa, surge o Vinha de Lordelo tinto 2013. “É uma vinha em anfiteatro natural com declive muito acentuado, que tem um perfil próprio e quase irreproduzível”, contou Tiago, “são precisas as uvas de três videiras para gerar uma garrafa.” Estagiou somente em barrica francesa nova, durante quinze meses, e é, segundo Domingos Alves de Sousa, “o ano mais elegante de Lordelo”. Por último, mas não em último, o Quinta da Gaivosa Vintage 2016, com Sousão, Touriga Nacional, Touriga Franca, jovem, elegante e harmonioso.

Em prova
  • Gaivosa Primeiros Anos
    Douro, Tinto, 2015

    16.5
    guarda em pé
    *PVP médio indicado pelo produtor
  • Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo
    Douro, Tinto, 2013

    18.5
    guarda inclinada
    *PVP médio indicado pelo produtor
  • Quinta da Gaivosa
    Douro, Tinto, 2015

    18.0
    guarda inclinada
    *PVP médio indicado pelo produtor
  • Branco da Gaivosa
    Douro, Branco, 2017

    16.5
    guarda em pé
    *PVP médio indicado pelo produtor
  • Branco da Gaivosa
    Douro, Grande Reserva, Branco, 2015

    17.5
    guarda inclinada
    *PVP médio indicado pelo produtor

Edição Nº20, Dezembro 2018

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