Os Melhores Vinhos de 2020: Espumante, Branco, Tinto e Fortificado

De entre os vinhos seleccionados para o Top 30 de 2020, e como habitualmente, os provadores da Grande Escolhas elegeram por votação o melhor vinho em cada categoria: espumante, branco, tinto e fortificado. Estes são os quatro Melhores Vinhos de 2020.

ESPUMANTE

Murganheira Vintage
Távora-Varosa Espumante 2011
Soc. Agr. Com. do Varosa

É quase sempre nas regiões de clima mais frio que é possível tirar partido da localização das vinhas, ou seja, solo, exposição e altitude para a produção de espumantes de alta qualidade. Por imitação (positiva, entenda-se…) da região de Champagne, a casta Pinot Noir vulgarizou-se no mundo como sendo especialmente apta para a produção de espumante, quer em branco, quer rosé. Nas Caves da Murganheira já há muitos anos que se trabalha com esta casta que é, toda ela, de produção própria nas vinhas que ficam perto da empresa. A história ensinou que o longo estágio em cave apropriada, antes do dégorgement, é absolutamente determinante para a qualidade e sobretudo o requinte do produto final. Também por isso este Murganheira Vintage, com 10 anos de estágio, é de elevadíssima qualidade e uma referência absoluta da produção nacional. A produção foi de 23000 garrafas, quantidade que se tem mantido estável nas últimas edições. J.P.M.

BRANCO

Guru NM
Douro branco
Wine & Soul

Primeiro foi o Pintas em 2001, depois o Character, mais tarde o branco Guru. A seguir veio a entrada nos vintages (o melhor de sempre: 2018), o extraordinário super tawny 5G. Finalmente os novos vinhos da Quinta da Manoella (branco, rosé e dois tintos), e ainda a reformulação recente do portefólio de Portos com tawny, ruby e 10 anos. Pois bem, quando se julgava que o projeto Wine & Soul se encontrava a beneficiar de uma fase de acalmia… eis que surge mais um produto fabuloso. O terceiro branco Douro do produtor, seguindo-se agora a opção por um blend de várias colheitas. Não sendo modelo único em Portugal, é sem dúvida desafiante e inovador, sobretudo num perfil que procura manter a frescura e a tensão. Com efeito, a mistura de anos tende a privilegiar a complexidade em detrimento da vivacidade, mas com o Guru NM (cujas iniciais significam não ser de um ano apenas: ‘Non Millésime’) o perfil tenso é, inclusivamente, ampliado! Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges estão mais uma vez de parabéns! N.O.G.

TINTO

Quinta das Bágeiras Pai Abel
Bairrada tinto 2015
Mário Sérgio Alves Nuno

O tinto Pai Abel continua como o seu homenageado Abel Nuno, pai de Mário Sérgio Nuno: um bairradino com carácter e garra, forte de espírito, de postura firme mas serena e elegante. Na verdade, uma boa personificação do lote de Baga e Touriga Nacional, que compõe este vinho (com larga predominância da primeira), uvas provenientes de uma parcela onde as castas estão misturadas, e onde são feitas intervenções de modo a limitar a produção a dois ou três cachos por videira, replicando assim a concentração e complexidade de uma (boa) vinha velha. A fermentação é feita sem desengace, durante uma semana em lagar aberto, com várias remontagens por dia, e depois acaba e estagia em barricas usadas de carvalho francês e em tonel de madeira. Escusado será dizer que é um vinho quase eterno na longevidade e na persistência, daqueles Bairrada impactantes, que não saem da cabeça, nem da boca, tão cedo… M.L.

FORTIFICADO

Sandeman
Porto Vintage 2018
Sogrape

É um Vinho do Porto Vintage monumental, robusto e assente numa grande estrutura e concentração. Para o enólogo da Sogrape, Luís Sottomayor, o ano 2018 é dos melhores, se não o melhor ano Vintage a que assistiu. A seguir ao inverno frio e seco veio a primavera extremamente chuvosa, que afetou a floração, dando origem a perdas significativas. Apesar do verão quente e seco, os níveis de humidade nos solos proporcionaram um final de maturação longo e equilibrado, permitindo produzir vinhos de excelente qualidade.
As uvas provêm das melhores parcelas das Quintas do Seixo e do Vau, sendo a composição varietal dividida entre 50% de Touriga Franca, 40% de Touriga Nacional, 5% de Sousão e 5% de Tinto Cão. A fermentação decorreu em lagares de granito com pisa a pé na Adega da Quinta do Seixo. Após a vindima os vinhos permaneceram no Douro, sendo transportados para as caves, em Vila Nova de Gaia, na primavera seguinte, onde ficaram a estagiar em balseiros de carvalho até ao engarrafamento. V.Z.

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